27 julho 2010

CITRA 2010


Irá decorrer entre os dias 11 e 19 de Setembro, em Oslo, o CITRA 2010 (International Conference of the Round Table on Archives) dedicado ao tema "Trust and Access - Challenge to Managing Records and Archives in the Digital Age".


Mais informações no seguinte link: http://www.citra2010oslo.no/about.html

Foz Côa: Museu abre as portas 15 anos depois da polémica suspensão da barragem

O novo museu será o principal polo de acolhimento das visitas ao parque do vale do Côa

O Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa abre as portas na próxima sexta-feira, dia 30 de Julho, com a presença da ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, 15 anos depois da polémica que suspendeu a construção da barragem devido aos protestos de ambientalistas e de especialistas em arte rupestre.


Uma "bomba" de 91.731 documentos contra a guerra no Afeganistão no Wikileaks


O site da Internet WikiLeaks colocou ontem em linha 91.731 documentos classificados sobre a guerra no Afeganistão relativos ao período que vai de Janeiro de 2004 a Dezembro de 2009. É a maior fuga de informação militar nos Estados Unidos. Não trazem grande novidade. Não são relatórios top secret. São uma massa de informação de rotina que traça um quadro devastador da guerra e aponta as contradições dos EUA, visando produzir um impacto imediato nas opiniões públicas ocidentais. 

Na era da informação electrónica, os segredos de guerra não são como dantes. As fugas de informação podem ser maciças e instantaneamente divulgadas. Os documentos foram passados a três jornais, o americano The New York Times, o britânico The Guardian e o magazine alemão Der Spiegel, que ontem publicaram as passagens mais relevantes. Receberam antecipadamente a informação para poderem avaliar a sua autenticidade.

A descrição detalhada da guerra, fornecida por militares e funcionários americanos, muitas vezes fundada em fontes afegãs, traça um retrato muito "mais sinistro" do que o propagado pelos Governos envolvidos, anota o diário britânico. Resume o New York Times: "Os documentos ilustram, com abundância de detalhes, o modo como os Estados Unidos gastaram quase 300 mil milhões de dólares na guerra no Afeganistão para os taliban se encontrarem hoje mais fortes do que em qualquer outro momento desde 2001."

Numa entrevista à Spiegel, o fundador do site, o australiano Julian Assange, foi explícito quanto ao seu objectivo: "Estes ficheiros são a mais global descrição de uma guerra no decurso de uma guerra. (...) Mudarão a nossa perspectiva, não apenas sobre a guerra no Afeganistão, mas sobre todas as guerras modernas." Defendeu a legitimidade de publicitação dos documentos e observou: "Adoro esmagar patifes." 


23 julho 2010

Documentos do Vaticano sobre a 2ª Grande Guerra Mundial on-line


Documentos disponíveis on-line

Já se encontram disponíveis on-line documentos do Vaticano relativos à 2ª Grande Guerra Mundial desde Março do corrente ano. Vale a pena dar uma olhadela.

Em: http://www.vatican.va/archive/actes

DIGITARQ

DIGITARQ
A Direcção-Geral de Arquivos (DGARQ) disponibilizou software para os arquivos se poderem informatizar e aderir à ansiada Rede Portuguesa de Arquivos.



Para Consultar em: http://digitarq.pt/126/

13 abril 2010

No âmbito da sua missão cultural e cívica, o Museu da Presidência da República desenvolve actividades de Formação nas áreas da História Contemporânea de Portugal, do Património e de Cidadania.

O próximo evento:

Seminário “Os Arquivos como parte da Colecção dos Museus”Coordenado pelo Dr. Diogo Gaspar
Data: 22 e 23 de Abril
Mais informações em: www.museu.presidencia.pt

27 fevereiro 2010

Arquivo do Ultramar já está disponível

O jornal 'Público' divulgou na passada quinta-feira que a documentação produzida entre 1930 e 1974 no âmbito da acção do Ministério do Ultramar passa a estar disponível para consulta no endereço www.arquivos.ministerioultramar.holos.pt.

"O projecto foi lançado em 2006 pelo historiador José Mattoso, com o objectivo de preservar e simultaneamente dar a conhecer aos investigadores e demais interessados a história da presença portuguesa nas ex-colónias durante o Estado Novo. O trabalho foi financiado pela Fundação Gulbenkian em colaboração com três ministérios."

in Publico de 25/02/2010

30 outubro 2009

Fighting!!!

É que a vida se fosse fácil não tinha graça nenhuma....

10 setembro 2009

Edição da norma ISDIAH

O Arquino Nacional do Brasil lançou no dia 3 de Setembro de 2009 a versão brasileira da nova norma ISDIAH - Norma Internacional para descrição de instituições com acervo arquivístico. A tradução é da responsabilidade do arquivista Vitor Manoel Marques da Fonseca.
A versão oficial, em inglês, foi dada a conhecer ao público no Congresso do CIA, em Kuala Lumpur, em julho passado.
O objectivo da norma ISDF consiste em orientar a descrição das funções que originaram os documentos. A relação dos documentos entre si, dos documentos com os produtores e com as funções para as quais foram criados possiblitando a recuperação do contexto fundamental para a compreensão e valor dos documentos.

08 setembro 2009

British Library oferece música grátis "on-line"

Uma pequena parte do arquivo sonoro da British Library (BL) está a partir de hoje disponível, gratuitamente, no website da instituição. Ainda assim, são 28 mil gravações, que vão desde baladas populares, a cantilenas infantis, passando por canções militares. O arquivo sonoro da BL é um dos maiores do Mundo, sendo-lhe internacionalmente reconhecida grande importância histórica e cultural.
Fonte: Jornal Metro

28 agosto 2009

Colóquio Controlo Integrado de Pragas em Biblioteca, Arquivos, Museus e Monumentos

O Seminário "Controlo Integrado de Prgas em Bibliotecas, Arquivos, Museus e Monumentos" irá realizar-se no Museu Nacional de Etnologia - 12 de Outubro de 2009 e no Arquivo Histórico Ultramarino - 13 de Outubro de 2009.
Esta iniciativa tem a coordenação de Conceição Casanova (Instituto de Investigação Científica Tropical), Isabel Raposo de Magalhães (Instituto dos Museus e da Conservação) e Maria Luísa Cabral (Gabinete de Estudos a&b).

Conta com a participação de David Pinniger e Jane Thompson Webb e com a colaboração de Lília Esteves e Sílvia Sequeira.
Este evento é destinado a conservadores, restauradores, bibliotecários, arquivistas, curadores e pessoas responsáveis pela gestão de colecções. Tem como principais objectivos munir os técnicos das ferramentas indispensáveis ao combate às pragas e prever uma gestão racional e eficaz tanto do ponto de vista dos recursos humanos como técnicos e financeiros, eliminando soluções pontuais sempre recuadas relativamente aos acontecimentos.

Este Seminário apresenta um programa de acção preventiva, apostando numa planificação e intervenção ao longo do tempo de modo a evitar o aparecimento de surtos que acima de tudo, ameaçam as colecções.

Pode consultar o Programa aqui.

E a Ficha de Inscrição aqui.

13 agosto 2009

ACT atirou documentos laborais para um armazém na Matinha


Muita da informação comunicada pelas empresas sobre os seus funcionários à Autoridade para as Condições de Trabalho está guardada num armazém, de forma totalmente desorganizada e mesmo os pedidos de informação vindos dos tribunais ficam sem resposta.

É um problema que se arrasta há anos. Os serviços de Lisboa da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), que abrange a Inspecção de Trabalho, não conseguem encontrar a documentação remetida pelas empresas, nomedamente sobre horários ou quadros de pessoal. As numerosas caixas foram descarregadas num armazém na zona portuária da Matinha, em Lisboa, espalhadas sem método e mesmo os pedidos dos tribunais ficam por responder. Ao fim de uma semana, a ACT não comentou esta infiormção nem autorizou a visita ao armazém.

Os documentos em causa podem ser importantes porque se relacionam com os horários de trablaho dos trabalhadores e, em última instância, com a sua renumeração. Mas abrangem toda a informação comunicada pelas empresas - admissão de trabalhadores estrangeiros, abertura de estaleiros de construção civil, informação sobre contratados a termo relações semestrais de trabalho su+lementar ou início de actividade. Muitas vezes, a prova judicial de determinadas situações passa pela documentação entregue pelas empresas ao organismo fiscalizador da realidade laboral. Mas os seus serviços não cuidam dos papéis da melhor forma.

Até 2006, a documentação encontrava-se em diversas instalações do organismo fiscalizador. por exemplo, a antiga repartição técnica de Lisboa - que reunia a documentação sobre horários de trabalho, isenção de horários e questões profissionais - guardou os documentos que já não cabiam nas instalações da Rua de Gonçalves Crespo.

Um jurista sindical conta que essa repartição era num apartamento na Avenida dos Defensores de Chaves, com três ou quatro assoalhadas, onde se empilhavam as pastas com documentos. "Uma desgraça", conta esse jurista ao Público. "Enquanto estava lá uma funcionária que conhecia de cor a localização dos dossiers, os pedidos eram respondidos. Mas aposentou-se e agora é impossível. Ainda estou à espera de um pedido de informação há três ou quatro anos." Uma vez, o jurista foi lá com um trabalhador e, por muito que se procurasse, não se conseguia localizar a pasta da empresa. A certa altura, um deles teve de ir à casa de banho e - espanto - encontrou lá dois dos dossiers da empresa...

Em Maio de 2006 - como relata a presidente da Associação Portuguesa dos Inspectores de Trabalho -, parte dos serviços foi transferida da Rua de Gonçalves Crespo para as instalações da Avenida 5 de Outubro. E, para libertar espaço, a documentação com mais de cinco anos ou com menos uso foi "atirada" para o armazém da Matinha. Segundo o administrador do condomínio, são 1400 metros quadrados de armazém arrendados.

"Não há nenhum tratamento ao nível de arquivo, não se identifica ou cataloga os documentos", sintetiza Armanda Nunes de Carvalho, a líder da Associação Portuguesa de Inspectores de Trabalho. "É o caixote 43, como lhe chamamos", sorri.

A descrição feita por funcionários da ACT é a de uma barafunda. As pastas estão desarrumadas, sem ordem, empilhadas. Cada empresa tem várias pastas, arquivadas por anos. Qualquer pedido de informação obrigaria a encontrar as diversas pastas que nem sempre estão perto umas das outras.

Ou seja, seria necessário "bater" o arquivo todo. Não há funcionário que se ocupe da sua organização, nem que possa ser afectado para procurar os documentos pedidos. Uma tarefa inútil, mesmo quando o pedido vem de um tribunal, como já aconteceu. Os documentos foram lá postos como se fosse um "arquivo morto".

"É posto lá e à medida que o tempo vai passando não se sabe o que lá está", sintetiza a presidente da associação de inspectores. "Às vezes precisamos de consultar o histórico de uma empresa e é um problema. São milhares e milhares de documentos e recuperar essa informação é inimaginável."

Um advogado de um conhecido escritório de Lisboa conta que lhe aconteceu ter pedido em vão uma informação. "Não há muito tempo, pedi uma informação sobre se determinado requerimento de horários tinha sido ou não apresentado à Inspecção-Geral do Trabalho, e não consegui obter resposta." Acharam estranho, mas agora percebem o que se passou.



E assim vai o estado dos arquivos em Portugal. Ainda considerados um bem menor!!!



Fonte: O Público

13 julho 2009

Diários de Orwell




Os diários de George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair, jornalista, ensaísta e romancista britânico já se encontram on-line em forma de bogue, que são postados dia a dia.



A sua escrita é marcada por descrições concisas de eventos e condições sociais e pelo desprezo por todas as formas de autoridade. A sua obra mais conhecida é 1984, uma crítica clara ao autoritarismo.



Esta iniciativa pertence ao Orwell Prize, o prémio britânico para escrita política.

06 julho 2009

Biblioteca por cima de lençol freático com arquivo na cave...



No Público do passado dia 2 de Julho refere a "fantástica" situação da Biblioteca Municipal de Alvito que foi construída sobre um lençol freático e ainda mais "fantástico" a localização do arquivo! As referências mesmo que minímas dão uma ideia ao tratamento dado aos arquivos: «O projecto contemplava um espaço para arquivo e depósito de materiais, além de vários gabinetes técnicos, numa cave, o que levou à escavação do terreno em profundidade.(...) A situação é mais complicada para quem trabalha nos serviços de arquivo ou nos gabinetes técnicos paredes meias com a sala das máquinas, onde se mantém a trabalhar em regime permanente o potente motor de uma electrobomba que é fundamental para evitar uma eventual inundação.»
Pasme-se a qualidade da construção em Portugal, passando pela preocupação pelas condições de higiene e segurança no trabalho, e a atenção dada às bibliotecas e, em particular, aos arquivos!!

Arquivo Municipal de Vila Nova de Gaia - Arquivo Sophia de Mello Breyner

Desde Abril que Vila Nova de Gaia tem um novo Arquivo Municipal. Este resultou da remodelação da antiga sede do Tribunal da Comarca e foi baptizado com o nome da poetisa e escritora Sophia de Mello Breyner.

O arquivo está à disposição da população de segunda a sexta- feira, das 9 às 17.30 horas e dispõe de salas de leitura específicas, gabinetes de trabalho, depósitos, ateliês e laboratórios de conservação e restauro.

O arquivo acolhe os arquivos da Câmara e da Administração do Concelho de Vila Nova de Gaia (1837-1936) e, ainda, espólios privados dos fotógrafos de Camilo José de Macedo, Casa Foto Neves e Casa Alegres e o acervo do jornal "O Comércio do Porto". Em breve espera-se que seja incorporado no arquivo o espólio da Real Vinícola e da Real Companhia Velha, de modo a se perpetuar a memória secular do Vinho do Porto.



Fonte: Portal do Cidadão de Gaia

03 julho 2009

Diários de Samuel Pepys

Os diários de Samuel Pepys, o famoso diarista do século XVII que viveu em Londres já se encontram on-line. As entradas começaram a ser postadas a 1 de Janeiro de 2003 e para quem não tenha acompanhado atempadamente a sua publicação on-line, existem campos que permitem fazer esse acompanhamento.

Os leitores podem também contribuir com os seus comentários e existem ainda as funcionalidades de uma enciclopédia construída pelos utilizadores do site e um mapa onde vão sendo assinalados os vários locais referidos pelo diarista.

Programa Memória do Mundo

E porque as memórias fazem parte da nossa vida e por vezes vivemos de memórias. E porque as nossas memórias e as memórias dos outros fizeram, fazem e fazerão as memórias do Mundo é importante realçar a existência de um programa da UNESCO: o Programa Memória do Mundo.

Este programa está vocacionado para a identificação e preservação de documentos e arquivos de grande valor histórico, assegurando a sua ampla disseminação. Ambicioso nos seus princípios e objectivos este programa revela-se extremamente importante para a memória da Humanidade.da lista de documentos registados ao abrigo deste programa constam, entre outros, a partitura original da 9ª Sinfonia de Beethoven e a Bíblia de Gutenberg, ambos conservados em arquivos alemães. Temos, também, registado um bem português, a Carta de Pêro Vaz de Caminha da tutela do ANTT.

Saramago ambiciona que a sua fundação se torne num pólo cultural de Lisboa

O escritor José Saramago pretende que a fundação com o seu nome se torne um pólo cultural da cidade de Lisboa quando se instalar na Casa dos Bicos, cedida pela Câmara Municipal de Lisboa há um ano para esse efeito.
Durante uma visita guiada, no dia 27 de Junho, ao edíficio de cinco pisos situado "no coração de Lisboa, frente ao Tejo", cuja remodelação ainda não tem fim à vista, Saramago , de 86 anos, manifestou o desejo de aí instalar os serviços administrativos da fundação ainda este ano.
"Ao contrário do que algumas pessoas mal-intencionadas quiseram acreditar, a Casa dos Bicos, que vamos ocupar, não está aqui simplesmente para glorificar a vida ou a obra do senhor Saramago, está aqui para ser útil", frisou Saramago.
A Fundação José Saramago quer, segundo o Premiado pelo Prémio Nobel da Literatura em 1998, "ir muito além de uma responsabilidade que está nos estatutos, que é a de defender e preservar a obra da pessoa que lhe deu o nome".
"Quer ir mais além na medida do possível: diversificar as actividades da fundação, de modo a que a Casa dos Bicos se transforme num pólo cultural da cidade. Queremos que seja a casa de todos", sublinhou.
"Aqui vão realizar-se conferências, exibir-se filmes, fazer-se exposições. Tudo aquilo que se deve esperar de uma instituição de carácter cultural, vamos fazê-lo com certeza", asseverou.
Actualmente em Lanzarote, a biblioteca do autou de "O Ano da Morte de Ricardo Reis" - ou pelo menos parte dela - será trazida para a Casa dos Bicos, revelou Saramago, acrescentando que não gostaria que os livros "ficassem numa espécie de mausoléu", mas que fossem lidos e consultados.
"Vamos pôr esta fundação ao serviço da cidade", garantiu o escritor, no final da visita guiada pelo arquitecto João Santa Rita, um dos responsáveis pelo projecto. O arquitecto é filho de José Santa Rita que, juntamente com o arquitecto Manuel Vicente, foi o autor do projecto original de remodelação, desenvolvido em 1983 para a XVII Exposição Europeia de Artes, Ciência e Cultura.
Datada de 1523 e também conhecida como Casa de Brás de Albuquerque, a Casa dos Bicos albergará "uma biblioteca, um espaço de estar e de auditório, os serviços da fundação e ainda um núcleo expositivo", disse João Santa Rita.
Para além disso "haverá ainda um piso da entrada [da responsabilidade da Câmara Municioal de Lisboa] de utilização masi pública, de explicação desta área onde se insere a Casa dos Bicos e dos seus achados arqueológicos".
"Espero que com mais uns quantos meses de obras, que estão a decorrer a bom ritmo e com muita imaginação, aproveitando espaços e inventando espaços novos, possamos finalmente, não sei em que dia entrar aqui, com a chave na mão, e usar a Casa dos Bicos, repito, para o bem da Cultura", observou Saramago.

Fonte: Público

16 junho 2009

Arcervo sobre Timor-Leste na FEUP


No próximo dia 18 de Junho, quinta-feira, pelas 11h00, irá ser realizada a Inauguração da Instalação do Acervo Bibliográfico do IASI - International Institute for Asian Studies and Interchange/ Instituto Internacional para o Intercâmbio e Estudos Asiáticos relacionado com Timor-Leste. O evento decorrerá na Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), contando com a participação de Kirsty Sword Gusmão - Presidente de The Alola Foundation e esposa do primeiro-ministro de Timor-Leste Xanana Gusmão - de Antoninho Baptista Alves, Director do Arquivo & Museu da Resistência Timorense, e de representantes da Fundação Mário Soares e da Galp Energia, entre outros.
Consistindo em cerca de 2500 obras sobre Timor Leste, a Indonésia e a Política Internacional relacionada com a questão Timorense, este acervo bibliográfico foi disponibilizado pelo Professor António Barbedo de Magalhães, professor catedrático da FEUP e presidente do IASI. Segundo este responsável, “dentro de dois anos e meio irá juntar-se a este acervo o acervo arquivístico que já está na FEUP, e que reúne jornais, revistas, fotografias, cassetes áudio e vídeo, etc.”. Mais tarde todo este acervo deverá ser enviado para Timor Leste e integrar o Arquivo da Resistência Timorense. Autor de sete livros sobre Timor-Leste e a Indonésia, Barbedo de Magalhães foi mobilizado em 1974 para Timor, tendo, já doutorado, coordenado o trabalho de uma equipa luso-timorense que elaborou um projecto para a reestruturação do ensino em Timor, com vista a uma eventual independência a médio prazo. Foi membro da CDPM (Comissão para os Direitos do Povo Maubere), da APJTL (Associação Paz e Justiça para Timor-Leste) e da Comissão Organizadora das Jornadas de Timor da Universidade do Porto, tendo organizado numerosas conferências em Portugal, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Brasil e outros países. Sendo hoje presidente do IASI - International Institute for Asian Studies and Interchange, docente da FEUP e investigador do INEGI, Barbedo de Magalhães leccionou também nos cursos de licenciatura em Relações Internacionais da Universidade de Coimbra e de licenciatura em História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi docente convidado, em sucessivos anos, no European Master Degree in Human Rights and Democracy da Universidade de Coimbra e no Curso de Mestrado em Relações Interculturais da Universidade Aberta, tendo sido também professor do Curso de Pós-Graduação em Estudos Orientais da Universidade Católica, em Lisboa. Ao longo dos anos, organizou vários cursos livres sobre Timor-Leste e a Indonésia e fez numerosas comunicações sobre esses temas.

Fonte: Notícias UP

Ver aqui Programa completo.

09 junho 2009

Buraco Negro - Web pode "devorar" história mundial

Existe uma visão idealizada da web como uma espécie de armazém geral do conhecimento humano

Académicos, pesquisadores e até mesmo estudiosos da história do basebol perceberam recentemente o desaparecimento de alguns arquivos de jornais mais antigos até há pouco disponíveis na web. Os problemas surgiram depois que a PaperofRecord.com, uma colecção de mais de 20 milhões de páginas de jornais que variam do Toronto Star a periódicos de aldeias mexicanas, passando por publicações de Perth, Austrália, se fundiu ao Google News Archive.
O problema, descobriram os pesquisadores, é que o Google encontrou dificuldades para reformatar as imagens dos jornais e adquirir os direitos de exibição do conteúdo de algumas das publicações mais antigas, e por isso bloqueou, pelo menos temporariamente, o acesso a alguns dos arquivos.
Existe uma visão idealizada da web como uma espécie de armazém geral do conhecimento humano, e no sentido da amplitude daquilo que se pode descobrir com uma busca aleatória no Google, isso é verdade. Mas apesar de toda essa abertura, a web provou ser um receptáculo ineficiente para a preservação histórica, e boa parte do tesouro que ela abriga fica perdido num labirinto de páginas de web alteradas, links quebrados e sites eliminados.
O director da British Library recentemente alertou em artigo para o jornal Observer que, se essa memória digital não for reparada, corremos o risco de "criar um buraco negro para os futuros historiadores e escritores". Os arquivos do Sporting News, conhecido como "a bíblia do basebol" e fundado em 1886, estão entre as publicações que caíram vítima da transição da PaperofRecord.com ao controlo do Google. Alguns jornais mexicanos antigos também estão indisponíveis, queixam-se os académicos.
Preservar a História na web é difícil até mesmo para o Google, cuja missão declarada é a de "organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil". "Estamos fazendo o melhor que podemos para encontrar uma solução que inclua o máximo possível do conteúdo adquirido", disse um porta-voz do Google sobre a transição do arquivo de jornais.
Mas à medida que a proporção cada vez maior da nossa memória colectiva ganha abrigo online, cresce o perigo de que percamos o conteúdo e contexto de eventos acontecidos até mesmo há poucos dias, quanto mais há semanas, meses ou décadas.
Tente recuperar links de escândalos antigos ou imagens inconvenientes na web, por exemplo Enron, Parmalat ou outros nomes corporativos que entraram em colapso. A maior parte deles desapareceu, apesar dos esforços de sites como a Wikipedia ou Smoking Gun ou combinação de forças da blogosfera para a preservação da história.
Onde foi parar o senso de revolta colectiva global com a pilhagem do Museu Nacional do Iraque durante a invasão dos Estados Unidos ao país em 2003? Apesar de ser difícil de medir, creio que é possível apostar que o mundo sofre a perda de um museu cheio de artefactos todos os dias, dependendo de como a wWeb armazena as nossas memórias culturais.
O modo como a World Wide Web evoluiu ao longo dos últimos tornou possível deixar obscuro ou mesmo apagar factos inconvenientes. Isso não era a intenção do inventor da web, Tim Berners-Lee, cujo objectivo era fazer com que cada endereço apontasse para uma página de dados. Em vez disso, os projectistas da web acharam conveniente criar endereços dinâmicos que podem tornar impossível encontrar informações numa segunda visita ao mesmo site.
Por isso, desfrute dos muitos benefícios da web enquanto eles ainda estão acessíveis na sua tela. Mantenha cópias de tudo que deseja recordar, ou encare o risco de perder essas informações talvez já no próximo momento em que actualizar uma página.
Vivemos numa época em que a capacidade de registar e preservar o que fazemos nas nossas vidas nunca foi tão grande. Mas usar a web para preservar essas memórias torna mais e mais provável que as gerações futuras vejam os primeiros anos da internet como décadas perdidas.

Em pouco mais de 100 anos, a fotografia transformou-se de processo mágico, quase místico, em pouco mais do que uma nota de pé de página. Nada captura melhor o status corriqueiro da fotografia hoje do que o banal milagre do Flickr, o site de fotografia controlado pelo Yahoo que oferece mais de três bilhões de fotos on-line. Bilhões. "O Flickr está para a fotografia como o Oceano Pacífico está para a água, ou como a Times Square está para as multidões", escreveu o crítico cultural Luc Sante em ensaio para a edição de Janeiro/Fevereiro de 2008 da revista Photography. O Flickr é um grande nivelador, varrendo as distinções entre amador e especialista, arte e recordação.
Diante desse panorama, existem relíquias de eras passadas da fotografia, fotos históricas preservadas em bibliotecas ou arquivos nacionais ou em agências fotográficas ou veículos de media. A sua escassez poderia mesmo torná-las tesouros. Mas elas também estão chegando à internet. Ante o dilúvio de fotos que chega aos servidores (estima-se que três milhões ao dia no caso do Flickr), o material histórico pode parecer pífio. Mas ao longo do ano passado surgiram novos e importantes esforços para colocar esses clássicos on-line, tanto para encontrar novas audiências para material tipicamente usado por pesquisadores quanto para usar essas audiências a fim de insuflar um novo significado em fotos obtidas tanto tempo atrás.

Fonte: Jornal O Progresso