29 janeiro 2008

A Torre de Babel – Concertações na funcionalidade do Arquivista.


Vou falar vos sobre algo que todos nós já vimos, sentimos, pensamos.


Mas sentimos nos excessivamente apavorados para falar desta invasão!.......

Será Possível?

Sim é possível….

Preparem-se! Vou falar vos do famoso……

Ratione officii Arqui vaisto - Estudo da Dinâmica Animal.

Este artigo pretende constituir um espaço de reflexão sobre a importância do estudo do comportamento animal e alerta para um Espécie pouco estudado (ainda não referida no Dicionário de arquivística…grave falha… então? ai….) o seu habit natural são os verdes prados das planícies universitários aonde se estabelecem, caçam, proliferam e acasalam.

A característica que define esta espécie é a sua total aversão a responder a questões básicas… este comportamento é o resultado directo desta subespécie da raça arquivística utilizar um cérebro grandemente deteriorado, uma síndrome incomum denominado Ratione officii Arqui vaisto que dá o nome à espécie.

Este síndrome é caracterizado por uma elevadíssima auto-estima, uma soberba aptidão de sobrevivência, e um pequeno Q.I. Esta combinação gera um interessante estado físico, raramente observado em cativeiro, em que o animal é acometido por diarreias verbais, e o seu discurso é composto por indecifráveis construções frásicas e um rame rame sobre questões normativas imaginárias.

Esta espécie pode ser facilmente reconhecida através deste simples teste.

(Por Favor usem de precaução e um tampão para os ouvidos quando o fizerem!)

Aluna – Bom dia Sr Professor - Afirma a inocente aluna de ciências documentais.

Ratione officii Arqui-va-isto– olá…jovem… estava aqui Justamente a reflectir ( Tavas …tavas..) sobre a questão do sistema arquivístico anglo-saxónico que embora se encontre dominado pelas deliberações do planeamento estratégico oficializados na conferência de Luxemburgo de 98, na realidade encontra-se no seu universo técnico reflexos claros das ilustres jornadas de 39. hahahahahahahah. Ou seja, acaba por ser uma incoerência no sistema deveras delicioso ( ri estupidamente, pois também não tem noção do que está a dizer)..

O território de caça deste espécimen é bastante diversificado sustenta-se através da arte de se introduzir nos Cursos de Pós graduação de forma a adquirir uma aura de sabedoria. Para ser um Veterano Moairelis (macho alfa da matilha), tem de dar aulas em pelo menos três cursos superiores ( de ciências documentais) diferentes.

Garatujar artigos para diversas revistas da especialidade chefiadas por outros espécimen é um modo de socialização e de estratificação social. Geralmente a sua estratificação social é ditada pelo número de artigos publicados em revistas da comunidade (obrigatoriamente tem de escrever pelo menos cinquenta artigos, em que referem sempre o mesmo tema, as mesmas preocupações, as mesmas palavras e ganham pontos se se citarem a si próprios), e pelo número de conferências, jornadas, encontros, grupos, blogues que conseguirem assistir, fazer parte ou criar.

Porém cuidado, apesar de falar, escrever, comer, respirar arquivos, esta espécie nunca tocou num documento, e, não sabe o que fazer perante uma pilha de documentos sujos.

É altamente susceptível ao pó e à labuta manual, e confrontado com trabalho prático de organização, entra em espasmos cerebrais e atira-nos com um trilião de normas, de regras, de leis e esconde se atrás do quadro, aonde escreveu três gráficos diferentes sobre as possibilidades geo-estratégicas e os passos necessários para a organização de um sistema nacional de arquivos.

Contudo jamais prendeu um documento nas suas mãos.

Nunca limpou uma velha pasta, a abriu e lhe descobriu os segredos.

Nunca escreveu uma cota, apesar de escrever vários e discutidíssimos livros sobre catalogação.

Nunca atendeu um investigador, apesar das milhares de conferências que assistiu sobre gestão de qualidade nos serviços.

Nunca se deparou com salas e salas repletas de documentação acumulada, apesar de conhecer todas as normas, todas as regras.

Nunca foi arquivista.

Nunca foi capaz de escrever sobre a natureza da profissão, sobre a sua alma. Sobre quem somos, quem queremos ser.

Nunca trabalhou em arquivo.

Nunca sujou as suas mãos.

Nunca os olhos lhe doeram do pó.

Nunca carregou com caixas.

Nunca se apaixonou pelos documentos.


É na realidade um pobre doente…que não compreende que por detrás das normas e gráficos aonde se esconde…está uma anomalia, um distúrbio de personalidade….um nada…o vazio…


Por Favor, ao reconhecer um membro desta espécie….ignorem no……ao fim ao cabo, é uma espécie em vias de extinção.

3 comentários:

Anónimo disse...

hahha

Obrigada.


Realmente o riso é perigoso!

Agora olho para certos professores do nosso mercado e quero me rir...e eu devia era ter feito isso, rido, logo na cara deles.

Um bando de anormais!


este post é tão verdade!

magdaramos disse...

Nunca sujou as suas mãos.

Nunca os olhos lhe doeram do pó.

Nunca carregou com caixas.



Meu deus! Como isto é triste, e tão verdade...todos nós sabemos que o Rei Vai nú..e nimguem aponta o dedo....

Anónimo disse...

O rei vai nu e (des)penteado...