13 Julho 2009

Diários de Orwell




Os diários de George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair, jornalista, ensaísta e romancista britânico já se encontram on-line em forma de bogue, que são postados dia a dia.



A sua escrita é marcada por descrições concisas de eventos e condições sociais e pelo desprezo por todas as formas de autoridade. A sua obra mais conhecida é 1984, uma crítica clara ao autoritarismo.



Esta iniciativa pertence ao Orwell Prize, o prémio britânico para escrita política.

06 Julho 2009

Biblioteca por cima de lençol freático com arquivo na cave...



No Público do passado dia 2 de Julho refere a "fantástica" situação da Biblioteca Municipal de Alvito que foi construída sobre um lençol freático e ainda mais "fantástico" a localização do arquivo! As referências mesmo que minímas dão uma ideia ao tratamento dado aos arquivos: «O projecto contemplava um espaço para arquivo e depósito de materiais, além de vários gabinetes técnicos, numa cave, o que levou à escavação do terreno em profundidade.(...) A situação é mais complicada para quem trabalha nos serviços de arquivo ou nos gabinetes técnicos paredes meias com a sala das máquinas, onde se mantém a trabalhar em regime permanente o potente motor de uma electrobomba que é fundamental para evitar uma eventual inundação.»
Pasme-se a qualidade da construção em Portugal, passando pela preocupação pelas condições de higiene e segurança no trabalho, e a atenção dada às bibliotecas e, em particular, aos arquivos!!

Arquivo Municipal de Vila Nova de Gaia - Arquivo Sophia de Mello Breyner

Desde Abril que Vila Nova de Gaia tem um novo Arquivo Municipal. Este resultou da remodelação da antiga sede do Tribunal da Comarca e foi baptizado com o nome da poetisa e escritora Sophia de Mello Breyner.

O arquivo está à disposição da população de segunda a sexta- feira, das 9 às 17.30 horas e dispõe de salas de leitura específicas, gabinetes de trabalho, depósitos, ateliês e laboratórios de conservação e restauro.

O arquivo acolhe os arquivos da Câmara e da Administração do Concelho de Vila Nova de Gaia (1837-1936) e, ainda, espólios privados dos fotógrafos de Camilo José de Macedo, Casa Foto Neves e Casa Alegres e o acervo do jornal "O Comércio do Porto". Em breve espera-se que seja incorporado no arquivo o espólio da Real Vinícola e da Real Companhia Velha, de modo a se perpetuar a memória secular do Vinho do Porto.



Fonte: Portal do Cidadão de Gaia

03 Julho 2009

Diários de Samuel Pepys

Os diários de Samuel Pepys, o famoso diarista do século XVII que viveu em Londres já se encontram on-line. As entradas começaram a ser postadas a 1 de Janeiro de 2003 e para quem não tenha acompanhado atempadamente a sua publicação on-line, existem campos que permitem fazer esse acompanhamento.

Os leitores podem também contribuir com os seus comentários e existem ainda as funcionalidades de uma enciclopédia construída pelos utilizadores do site e um mapa onde vão sendo assinalados os vários locais referidos pelo diarista.

Programa Memória do Mundo

E porque as memórias fazem parte da nossa vida e por vezes vivemos de memórias. E porque as nossas memórias e as memórias dos outros fizeram, fazem e fazerão as memórias do Mundo é importante realçar a existência de um programa da UNESCO: o Programa Memória do Mundo.

Este programa está vocacionado para a identificação e preservação de documentos e arquivos de grande valor histórico, assegurando a sua ampla disseminação. Ambicioso nos seus princípios e objectivos este programa revela-se extremamente importante para a memória da Humanidade.da lista de documentos registados ao abrigo deste programa constam, entre outros, a partitura original da 9ª Sinfonia de Beethoven e a Bíblia de Gutenberg, ambos conservados em arquivos alemães. Temos, também, registado um bem português, a Carta de Pêro Vaz de Caminha da tutela do ANTT.

Saramago ambiciona que a sua fundação se torne num pólo cultural de Lisboa

O escritor José Saramago pretende que a fundação com o seu nome se torne um pólo cultural da cidade de Lisboa quando se instalar na Casa dos Bicos, cedida pela Câmara Municipal de Lisboa há um ano para esse efeito.
Durante uma visita guiada, no dia 27 de Junho, ao edíficio de cinco pisos situado "no coração de Lisboa, frente ao Tejo", cuja remodelação ainda não tem fim à vista, Saramago , de 86 anos, manifestou o desejo de aí instalar os serviços administrativos da fundação ainda este ano.
"Ao contrário do que algumas pessoas mal-intencionadas quiseram acreditar, a Casa dos Bicos, que vamos ocupar, não está aqui simplesmente para glorificar a vida ou a obra do senhor Saramago, está aqui para ser útil", frisou Saramago.
A Fundação José Saramago quer, segundo o Premiado pelo Prémio Nobel da Literatura em 1998, "ir muito além de uma responsabilidade que está nos estatutos, que é a de defender e preservar a obra da pessoa que lhe deu o nome".
"Quer ir mais além na medida do possível: diversificar as actividades da fundação, de modo a que a Casa dos Bicos se transforme num pólo cultural da cidade. Queremos que seja a casa de todos", sublinhou.
"Aqui vão realizar-se conferências, exibir-se filmes, fazer-se exposições. Tudo aquilo que se deve esperar de uma instituição de carácter cultural, vamos fazê-lo com certeza", asseverou.
Actualmente em Lanzarote, a biblioteca do autou de "O Ano da Morte de Ricardo Reis" - ou pelo menos parte dela - será trazida para a Casa dos Bicos, revelou Saramago, acrescentando que não gostaria que os livros "ficassem numa espécie de mausoléu", mas que fossem lidos e consultados.
"Vamos pôr esta fundação ao serviço da cidade", garantiu o escritor, no final da visita guiada pelo arquitecto João Santa Rita, um dos responsáveis pelo projecto. O arquitecto é filho de José Santa Rita que, juntamente com o arquitecto Manuel Vicente, foi o autor do projecto original de remodelação, desenvolvido em 1983 para a XVII Exposição Europeia de Artes, Ciência e Cultura.
Datada de 1523 e também conhecida como Casa de Brás de Albuquerque, a Casa dos Bicos albergará "uma biblioteca, um espaço de estar e de auditório, os serviços da fundação e ainda um núcleo expositivo", disse João Santa Rita.
Para além disso "haverá ainda um piso da entrada [da responsabilidade da Câmara Municioal de Lisboa] de utilização masi pública, de explicação desta área onde se insere a Casa dos Bicos e dos seus achados arqueológicos".
"Espero que com mais uns quantos meses de obras, que estão a decorrer a bom ritmo e com muita imaginação, aproveitando espaços e inventando espaços novos, possamos finalmente, não sei em que dia entrar aqui, com a chave na mão, e usar a Casa dos Bicos, repito, para o bem da Cultura", observou Saramago.

Fonte: Público

16 Junho 2009

Arcervo sobre Timor-Leste na FEUP


No próximo dia 18 de Junho, quinta-feira, pelas 11h00, irá ser realizada a Inauguração da Instalação do Acervo Bibliográfico do IASI - International Institute for Asian Studies and Interchange/ Instituto Internacional para o Intercâmbio e Estudos Asiáticos relacionado com Timor-Leste. O evento decorrerá na Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), contando com a participação de Kirsty Sword Gusmão - Presidente de The Alola Foundation e esposa do primeiro-ministro de Timor-Leste Xanana Gusmão - de Antoninho Baptista Alves, Director do Arquivo & Museu da Resistência Timorense, e de representantes da Fundação Mário Soares e da Galp Energia, entre outros.
Consistindo em cerca de 2500 obras sobre Timor Leste, a Indonésia e a Política Internacional relacionada com a questão Timorense, este acervo bibliográfico foi disponibilizado pelo Professor António Barbedo de Magalhães, professor catedrático da FEUP e presidente do IASI. Segundo este responsável, “dentro de dois anos e meio irá juntar-se a este acervo o acervo arquivístico que já está na FEUP, e que reúne jornais, revistas, fotografias, cassetes áudio e vídeo, etc.”. Mais tarde todo este acervo deverá ser enviado para Timor Leste e integrar o Arquivo da Resistência Timorense. Autor de sete livros sobre Timor-Leste e a Indonésia, Barbedo de Magalhães foi mobilizado em 1974 para Timor, tendo, já doutorado, coordenado o trabalho de uma equipa luso-timorense que elaborou um projecto para a reestruturação do ensino em Timor, com vista a uma eventual independência a médio prazo. Foi membro da CDPM (Comissão para os Direitos do Povo Maubere), da APJTL (Associação Paz e Justiça para Timor-Leste) e da Comissão Organizadora das Jornadas de Timor da Universidade do Porto, tendo organizado numerosas conferências em Portugal, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Brasil e outros países. Sendo hoje presidente do IASI - International Institute for Asian Studies and Interchange, docente da FEUP e investigador do INEGI, Barbedo de Magalhães leccionou também nos cursos de licenciatura em Relações Internacionais da Universidade de Coimbra e de licenciatura em História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi docente convidado, em sucessivos anos, no European Master Degree in Human Rights and Democracy da Universidade de Coimbra e no Curso de Mestrado em Relações Interculturais da Universidade Aberta, tendo sido também professor do Curso de Pós-Graduação em Estudos Orientais da Universidade Católica, em Lisboa. Ao longo dos anos, organizou vários cursos livres sobre Timor-Leste e a Indonésia e fez numerosas comunicações sobre esses temas.

Fonte: Notícias UP

Ver aqui Programa completo.

09 Junho 2009

Buraco Negro - Web pode "devorar" história mundial

Existe uma visão idealizada da web como uma espécie de armazém geral do conhecimento humano

Académicos, pesquisadores e até mesmo estudiosos da história do basebol perceberam recentemente o desaparecimento de alguns arquivos de jornais mais antigos até há pouco disponíveis na web. Os problemas surgiram depois que a PaperofRecord.com, uma colecção de mais de 20 milhões de páginas de jornais que variam do Toronto Star a periódicos de aldeias mexicanas, passando por publicações de Perth, Austrália, se fundiu ao Google News Archive.
O problema, descobriram os pesquisadores, é que o Google encontrou dificuldades para reformatar as imagens dos jornais e adquirir os direitos de exibição do conteúdo de algumas das publicações mais antigas, e por isso bloqueou, pelo menos temporariamente, o acesso a alguns dos arquivos.
Existe uma visão idealizada da web como uma espécie de armazém geral do conhecimento humano, e no sentido da amplitude daquilo que se pode descobrir com uma busca aleatória no Google, isso é verdade. Mas apesar de toda essa abertura, a web provou ser um receptáculo ineficiente para a preservação histórica, e boa parte do tesouro que ela abriga fica perdido num labirinto de páginas de web alteradas, links quebrados e sites eliminados.
O director da British Library recentemente alertou em artigo para o jornal Observer que, se essa memória digital não for reparada, corremos o risco de "criar um buraco negro para os futuros historiadores e escritores". Os arquivos do Sporting News, conhecido como "a bíblia do basebol" e fundado em 1886, estão entre as publicações que caíram vítima da transição da PaperofRecord.com ao controlo do Google. Alguns jornais mexicanos antigos também estão indisponíveis, queixam-se os académicos.
Preservar a História na web é difícil até mesmo para o Google, cuja missão declarada é a de "organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil". "Estamos fazendo o melhor que podemos para encontrar uma solução que inclua o máximo possível do conteúdo adquirido", disse um porta-voz do Google sobre a transição do arquivo de jornais.
Mas à medida que a proporção cada vez maior da nossa memória colectiva ganha abrigo online, cresce o perigo de que percamos o conteúdo e contexto de eventos acontecidos até mesmo há poucos dias, quanto mais há semanas, meses ou décadas.
Tente recuperar links de escândalos antigos ou imagens inconvenientes na web, por exemplo Enron, Parmalat ou outros nomes corporativos que entraram em colapso. A maior parte deles desapareceu, apesar dos esforços de sites como a Wikipedia ou Smoking Gun ou combinação de forças da blogosfera para a preservação da história.
Onde foi parar o senso de revolta colectiva global com a pilhagem do Museu Nacional do Iraque durante a invasão dos Estados Unidos ao país em 2003? Apesar de ser difícil de medir, creio que é possível apostar que o mundo sofre a perda de um museu cheio de artefactos todos os dias, dependendo de como a wWeb armazena as nossas memórias culturais.
O modo como a World Wide Web evoluiu ao longo dos últimos tornou possível deixar obscuro ou mesmo apagar factos inconvenientes. Isso não era a intenção do inventor da web, Tim Berners-Lee, cujo objectivo era fazer com que cada endereço apontasse para uma página de dados. Em vez disso, os projectistas da web acharam conveniente criar endereços dinâmicos que podem tornar impossível encontrar informações numa segunda visita ao mesmo site.
Por isso, desfrute dos muitos benefícios da web enquanto eles ainda estão acessíveis na sua tela. Mantenha cópias de tudo que deseja recordar, ou encare o risco de perder essas informações talvez já no próximo momento em que actualizar uma página.
Vivemos numa época em que a capacidade de registar e preservar o que fazemos nas nossas vidas nunca foi tão grande. Mas usar a web para preservar essas memórias torna mais e mais provável que as gerações futuras vejam os primeiros anos da internet como décadas perdidas.

Em pouco mais de 100 anos, a fotografia transformou-se de processo mágico, quase místico, em pouco mais do que uma nota de pé de página. Nada captura melhor o status corriqueiro da fotografia hoje do que o banal milagre do Flickr, o site de fotografia controlado pelo Yahoo que oferece mais de três bilhões de fotos on-line. Bilhões. "O Flickr está para a fotografia como o Oceano Pacífico está para a água, ou como a Times Square está para as multidões", escreveu o crítico cultural Luc Sante em ensaio para a edição de Janeiro/Fevereiro de 2008 da revista Photography. O Flickr é um grande nivelador, varrendo as distinções entre amador e especialista, arte e recordação.
Diante desse panorama, existem relíquias de eras passadas da fotografia, fotos históricas preservadas em bibliotecas ou arquivos nacionais ou em agências fotográficas ou veículos de media. A sua escassez poderia mesmo torná-las tesouros. Mas elas também estão chegando à internet. Ante o dilúvio de fotos que chega aos servidores (estima-se que três milhões ao dia no caso do Flickr), o material histórico pode parecer pífio. Mas ao longo do ano passado surgiram novos e importantes esforços para colocar esses clássicos on-line, tanto para encontrar novas audiências para material tipicamente usado por pesquisadores quanto para usar essas audiências a fim de insuflar um novo significado em fotos obtidas tanto tempo atrás.

Fonte: Jornal O Progresso

Mosteiro Suíço coloca arquivos históricos na Internet


O Mosteiro de Einsiedeln abriu os seus arquivos históricos para o mundo. Através de várias tecnologias, milhares de documentos e certidões estão sendo digitalizados e colocados à disposição de qualquer um na internet.
As dependências do arquivo têm forma de abóbada e está escondido numa transversal, no meio do gigantesco Mosteiro de Einsiedeln. As chaves são modernas, mas a porta é antiquíssima.
O director de projectos, Andreas Kränzle, abre várias caixas de madeira para os jornalistas da swissinfo, de um salão para o outro. Ele é historiador e responsável pela completa reorganização do arquivo monástico. A sua grande motivação é fácil de perceber. A toda hora ele tira de um lugar uma certidão, de outro um livro oficial de registos e conta várias histórias ao mesmo tempo.
“Seguramente esta foi uma assinatura em branco”, explica e aponta, ao mesmo tempo, para um monograma sobre um valioso documento. Ele mostra como noutras certidões os monogramas e lacres reais podem ser colocados de outras formas num texto.
Andreas Kränzle chegou em 1997 ao arquivo. Para ele foi como entrar num outro mundo. “Antes não havia luz eléctrica nas dependências do arquivo. Quando entrei lá pela primeira vez, fiquei extremamente impressionado.”
Apesar de parte do arquivo monástico já ter sido organizado e catalogado no século XVIII, muitos objectos foram acrescentados e ainda não foram registados. “Por várias razões os arquivistas não puderam trabalhar todo este material. Por todos os lados se vê ainda objectos guardados sem nenhuma ordem.”
O arquivo do Mosteiro de Einsiedeln é um dos mais antigos da Suíça. O seu acervo compreende não apenas livros, certidões, planos arquitectónicos e fotos, mas também objectos curiosos como um canivete suíço dado pelo ex-presidente americano George Bush.

A direcção do mosteiro acreditava ter guardado todos os documentos sob boas condições climáticas, mas também estava ciente de que não poderia parar a roda do tempo. Para guardar com segurança esse material, decidiu não apenas reorganizar completamente o arquivo e digitalizar parte dos documentos, mas também aperfeiçoar as embalagens e o seu depósito.
“As embalagens devem ser modernas e resistentes ao tempo”, esclarece Kränzle que mostra um exemplo. “Na maior parte dos casos utilizamos material sem ácidos ou até mesmo alcalinos. Dessa forma é possível contrabalançar por longos prazos ácidos contidos no papel ou na tinta.”
Sobretudo as certidões de pergaminho com seus selos de resina exigem cuidados especiais ao serem guardadas e que podem ser completamente diferentes do papel.
Para digitalizar o acervo histórico, os responsáveis pelo projecto transferiram os opulentos adornados arquivos de Einsiedeln para uma construção moderna e austera dos arquivos públicos do Cantão de Zurique. “O espaço do arquivo no Mosteiro de Einsiedeln é muito restrito. Não poderíamos ter feito um bom trabalho por lá”, justifica Kränzle. “Embalamos tudo e depois, com ajuda de uma transportadora de mudanças, levamos os caixotes em nove viagens para Schwyz.”
Cerca de 800 metros de metros de material foram levados para processamento à administração central do cantão. Antes que os documentos, datados até o ano de 1600, pudessem ser digitalizados, especialistas externos restauraram os mais velhos e valiosos. Depois as certidões foram seleccionadas por Kränzle e sua equipa de dez historiadores e estudantes e catalogadas num banco de dados.
No contexto do projecto de certidões, mais de duas mil delas, cerca de 30 catálogos e 50 dos mais valiosos livros oficiais de registo foram digitalizados através de diferentes técnicas. São os documentos mais importantes, mas correspondem apenas a uma mínima parte do acervo completo.
Através do acesso via internet, os documentos históricos são mais protegidos. Desde meados de Abril eles estão disponíveis como imagens e podem ser acedidos através de uma simples procura.
As reacções dos usuários são positivas. “O interesse tem sido considerável, inclusive também para outras partes do site como o arquivo de fotos, onde várias delas foram colocadas à disposição. Agora estão sendo redescobertas por muitos interessados”, acrescenta o historiador.
Actualmente um novo arquivo está sendo projectado pelo escritório de arquitectura Diener & Diener. “Os depósitos serão reconstruídos e estarão no subsolo”, revela Kränzle. Numa antiga oficina estarão futuramente os escritórios e também uma sala de leitura.“Estamos ainda no meio do planeamento. O pré-projecto está pronto. Agora o planeamento será finalizado e o prédio será construído no ano que vem. Talvez em 2011 ou 2012 possamos retornar à Einsiedeln para o novo arquivo.”

Fonte: Swissinfo.ch

05 Junho 2009

10.º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas

O 10.º Congresso Nacional da BAD que se irá realizar em Guimarães, de 7 a 9 de Abril de 2010, no Centro Cultural de Vila Flor, vai ser subordinado ao tema: "Políticas da Informação na Sociedade em Rede".
A apresentação de propostas de comunicações, posters e painéis deverá ser feita de acordo com as seguintes regras:
a) Comunicações - resumo de 1000 a 1500 palavras;
b) Posters - resumo de 500 a 750 palavras;
c) Painéis – cada proposta deverá incluir: titulo, texto descritivo sobre os objectivos do painel, a problemática subjacente, comunidade profissional envolvida, moderador e, no máximo, 4 membros do painel.

Os prazos para apresentação de propostas, notificação da sua aceitação e entrega do texto completo são as seguintes:
a) Apresentação de propostas – 21 de Setembro de 2009;
b) Notificação aos autores da aceitação de propostas – 2 de Novembro de 2009;
c) Entrega do texto completo – 8 de Fevereiro de 2010.

04 Junho 2009

Dia Internacional dos Arquivos em Albufeira

Em Albufeira também se irá assinalar o Dia Internacional dos Arquivos, no dia 9 de Junho, através da sua "I Jornadas de Arquivos".
O Programa é o seguinte:

09h00 - Recepção e Entrega de Documentação
09h30 - Sessão de Abertura Presidente da Câmara Municipal de Albufeira Director Regional de Cultura do Algarve Presidente da BAD - Delegação Regional do Sul
10h30 - Pausa para café

Painel “Arquivos Electrónicos”
10h45 - Paulo Quaresma (Universidade de Évora)
11h00 - Maria Irene Catarino (Arquivo Municipal de Lisboa)
11h30 - Fernando Faria (Link Consulting, S. A. )
12h00 - Debate
12h30 - Almoço Painel

“Modernização Administrativa”
14h00 - Alexandra Mariano (Universidade do Algarve)
14h15 - Luísa Freire (Arquivarius)
14h45 - Sílvia Duarte (Câmara Municipal de Portimão)
15h30 - Debate
15h45 - Pausa para café

Painel “O Futuro dos Arquivos Históricos”
16h00 - Luís Oliveira (Universidade do Algarve)
16h15 - Pedro Penteado (DGARQ)
16h45 - João Sabóia (Arquivo Distrital de Faro)
17h15 - Debate
17h45 - Sessão de EncerramentoVereadora da Cultura da Câmara Municipal de Albufeira Directora do Departamento de Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Albufeira (a confirmar)

DGARQ comemora Dia dos Arquivos

No próximo dia 9 de Junho comemora-se o Dia Internacional dos Arquivos.
A DGARQ junta-se a esta comemoração com uma iniciativa intitulada "Preservação digital: preparar o futuro", que ficará depois disponível, em vídeo, no seu site.

03 Março 2009

Perda histórica no Arquivo de Colónia


Berlim, 03 Mar (Lusa) - As equipas de resgate continuam a procurar três pessoas que se encontram desaparecidas em consequência do desmoronamento, hoje, do Arquivo Histórico da Colónia e de dois edifícios próximos, informou a polícia.
O paradeiro de outras seis pessoas, que estavam dadas como desaparecidas, foi entretanto esclarecido.
Se as três pessoas que estão a ser procuradas se encontrarem entre os escombros, as possibilidades de saírem com vida são escassas, considera a polícia.
Os empregados do arquivo e as pessoas que estavam a consultar documentos conseguiram salvar-se porque ouviram um ruído que anunciava o desmoronamento e fugiram para a rua.
Pensa-se que o desmoronamento do edifício se ficou a dever às obras de ampliação da linha do metro de Colónia.
Alguns funcionários do arquivo disseram ter alertado há semanas para o aparecimento de fendas.
O Arquivo Histórico de Colónia continha documentos com mais de mil anos de História e recentemente tinha recebido o legado completo do Prémio Nobel da Literatura de 1972, Heinrich Boll.
A "memória" da cidade renana - como era conhecido o edifício de la Severinstrasse - continha 65 mil actas, a mais antiga do ano 922, 104.00 mapas e planos, 50 mil cartazes e cerca de meio milhão de fotografias.
Tinha ainda 780 legados e colecções, designadamente o de Boll, comprado pela cidade de Colónia à família do escritor o mês passado.
O legado de Boll continha 6.400 manuscritos, além de cartas e documentos.
O Arquivo Histórico era considerado como um dos maiores arquivos municipais a Norte dos Alpes.
Em declarações à imprensa alemã, funcionários do arquivo admitiram que as perdas causadas podem ser mais valiosas do que as registadas no incêndio da biblioteca Anna Amalia de Weimar.
"Estamos a falar de 18 quilómetros de estantes que continham documentos do mais alto valor a nível europeu", disse Eberhard Illner, um homem que durante muitos anos trabalhou no arquivo, à emisssora Deutschland Radio.


TM.
Fonte: Agência Lusa

16 Fevereiro 2009

ACÇÃO DE FORMAÇÃO: SOFTWARE LIVRE PARA BIBLIOTECAS E ARQUIVOS

DATA: 5 a 6 de Março de 2009
FORMADOR: Rafael António – Consultor
HORÁRIO: 10h 00m – 13h 00m e 14h 00m – 17h 00m
Nº HORAS: 12

OBJECTIVOS:1. Divulgar aplicações de software livre para bibliotecas e arquivos;2. Dotar os formandos com as competências necessárias para compreender ofenómeno do software livre e do seu uso nas organizações.

LOCAL: Rua Morais Soares, nº 43C, 1º Dto., 1900-341 LISBOA

INSCRIÇÕES: - Devem ser enviadas para o Centro de Formação da BAD, Rua Morais Soares,43C - 1º Dto., 1900-341 LISBOA através do preenchimento de formulário on-line ou pelo Fax nº 218154508- Para mais informações consulte a n/página http://www.apbad.pt/Formacao/Continua/formacao_calend.htm

PREÇO: Associado - 114 € Não Associado - 160

PROGRAMA
1. O software livre
História e motivação do software livre.
Modelo de negócio e seu impacto nas organizações.
As distribuições disponíveis, acesso e instalação.

2. O escritório electrónico com o OpenOffice
Importância do uso de formatos abertos ( ODF).
O módulo Impress para apresentações
O módulo Writer para processamento de texto
O módulo Calc para folha de cálculo
O módulo Base para base de dados local
O módulo Draw para gráficos
Benefícios práticos da sua utilização.

3. A gestão integrada de bibliotecas sobre WEB (KOHA)
A cadeia documental
Catalogação e pesquisa
O módulo de aquisições
O módulo de empréstimos
Cliente Z39.50
Administração do sistema

4. A gestão electrónica de documentos (ALFRESCO)
Conceitos de arquivos
Ciclo de vida documental
Normas e recomendações
A arquitectura Alfresco
Implementação do Plano de Classificação
Exemplo prático: Gestão de correspondência

Metodologia:Exposição teórica intercalada com exploração de programas e demonstração de casos práticos.

ORGANIZAÇÃO:
BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas

08 Fevereiro 2009

Dicionários

Em formato electrónico:

Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação e Arquivologia.

Em papel:

Dicionário de biblioteconomia e arquivologia

02 Janeiro 2009

Feliz Ano

BOM ANO DE 2009!

12 Dezembro 2008

Um Arquivo sempre aberto!!!

Em implementação desde do início do ano, o projecto Consulta Real em Ambiente Virtual (CRAV)é o complemento natural da pesquisa e leitura de documentos através da Internet, disponível desde Abril de 2004. O sistema estabeleceu um marco significativo na facilitação do acesso, pelos utilizadores, aos serviços sobre os documentos, assente no princípio da desmaterialização dos processos. A articulação da possibilidade de efectuar os pedidos – consulta, reserva, pesquisa, reprodução – com as respostas, envio de documentos e pagamento electrónico, quebrou as barreiras dos horários e das distâncias tornando o Arquivo um espaço mais próximo do seus utilizadores. A Referência e Leitura Virtual constitui, assim, uma concretização de ideias e práticas na linha das orientações do Plano Tecnológico, do “governo electrónico” e da sociedade da informação e do conhecimento.
No dia 12 de Dezembro, pelas 17:30 horas, no Arquivo Distrital do Porto, é dado a conhecer o projecto em diálogo com os seus utilizadores e todos os interessados.
Fonte: ADP

26 Novembro 2008

EUROPEANA encerrada até ao início de Dezembro (afluência de visitas supera capacidade do site)

«Ao fim de um dia a Biblioteca Digital Europeia, Europeana, não resistiu à quantidade de visitas que o site recebeu durante as primeiras horas de vida e “sucumbiu”. Até ao início do mês de Dezembro, o portal vai estar encerrado para que os responsáveis consigam aumentar a capacidade de resposta dos servidores. No dia em que foi inaugurado, o (www.europeana.eu) teve 20 milhões de visualizações por hora, mais do dobro das esperadas pelas estimativas iniciais. Depois da ruptura da capacidade da página, o trabalho de uma década volta de novo a ser alvo de retoques para tentar responder à “pressão” dos utilizadores. nas primeiras horas do europeana. (...) Selmayr destacou o interesse pelo património cultural demonstrado pelos europeus, contra o “cepticismo inicial” de algumas instituições da União Europeia, que não deram muito apoio a este projecto. O site da europeana foi inaugurado no passado dia 20 de Novembro e em poucas horas "colapsou" devido ao número de utilizadores que tentaram aceder à página. Segundo alguns especialistas, esta iniciativa é a resposta europeia a projectos internacionais do género, como o motor de busca americano da Google.»
Fonte: O Público - aqui

11 Novembro 2008

@FEUP Repositório - Acesso Livre

O movimento do Acesso Livre em Portugal tem mais um exemplo de relevo a destacar que denota o seu exponencial de crescimento: a Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto gere desde 2003 um Repositório que engloba os conteúdos da biblioteca digital, do repositório institucional, do museu digital e do arquivo electrónico.
Estão já disponíveis, em formato electrónico, 11.760 documentos. Deste conjunto, destaca-se: a) todas as teses de doutoramento e dissertações de mestrado que existem na Biblioteca; b) documentos registados no SiFEUP, na área das bibliografias dos docentes e investigadores; c) trabalhos de alunos (filmes, animações, websites); d) livros, capítulos, normas, patentes, artigos, comunicações; e) fotografias dos objectos dos núcleos museológicos; f) documentos administrativos geridos pelo Arquivo; g) materiais pedagógicos; h) notícias e recortes de imprensa, entre outros. No âmbito do Repositório, integra-se o projecto de validação da bibliografia dos docentes e investigadores que inclui a verificação dos metadados das publicações registadas no SiFEUP, a disponibilização dos documentos em formato electrónico e a inserção da menção ao registo nas principais bases de dados internacionais (EiCompendex, Scopus, Web of Science), caso este registo se verifique.
O @FEUP está registado nos websites internacionais de divulgação de repositórios institucionais para aumentar a sua visibilidade e partilha e na integração nas ferramentas de pesquisa disponíveis internacionalmente: The Directory of Open Access Repositories, ROAR, Open Archives Initiative, DRIVER.
Os conteúdos de âmbito institucional do @FEUP são automaticamente integrados no Repositório da UP.
Esta notícia é particularmente relevante face ao conjunto significativo de documentos disponibilizados em acesso livre, mais de 3300, correspondente à informação institucional no @FEUP Repositório. Estes podem constituir-se como um bom contributo para o projecto Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal - iniciativa da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP concretizada na FCCN (Fundação para a Computação Científica Nacional). O projecto Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal permitirá a integração coerente com metadados destes repositórios, de outros que venham a ser localizados noutras instituições científicas ou do ensino superior e dos repositórios institucionais que utilizem a plataforma tecnológica disponibilizada na FCCN para qualquer instituição científica ou do ensino superior sem custos para estas instituições.
De salientar, neste âmbito que em 27 de Novembro de 2006, o CRUP – Conselho de Reitores das Universidades portuguesas subscreveu a Declaração de Berlim sobre Acesso Aberto ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades (Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities) e esta iniciativa enquadra-se nesta declaração.

BOBCATSSS 2009 - Encontro internacional de Ciência da Informação


Encontram-se abertas as inscrições para o “Challenges for the New information Professional”, tema forte do BOBCATSSS 2009 que, este ano, se realiza no Porto, nos dias 28, 29 e 30 de Janeiro.
Será a 17ª edição deste encontro científico internacional realizado sob os auspícios da EUCLID (European Association for Library and Information Education and Research) e que reúne, habitualmente, centenas de estudantes, docentes e profissionais da àrea da Ciência da Informação provenientes de todo o mundo. O BOBCATSSS 2008 decorreu ao longo de 3 dias em Zadar, na Croácia e contou com a presença de cerca de 400 participantes, provenientes de 31 países. A edição de 2009 está a ser organizada por um grupo de estudantes do Curso de Mestrado e do Curso de Licenciatura em Ciência da Informação da Universidade do Porto (ministrado pela Faculdade de Letras e pela Faculdade de Engenharia) em parceria com um grupo de estudantes da Universidade de Tampere – Finlândia –, com o apoio de docentes dos dois países.

“Challenges for the New information Professional” é o tema principal do BOBCATSSS 2009 que se subdivide em vários subtemas: Interdisciplinarity of Information Science; Information Professional and Information Management; The current impact of the new technologies in the life of the Information Professional; The rise and fall of physical libraries and archives; Information Literacy; eLibraries & eArchives e Librarian 2.0.

O encontro irá decorrer nas Faculdades de Engenharia (dia 28 e dia 30) e de Letras (dia 29) da Universidade do Porto e terá como língua oficial o inglês . As inscrições poderão ser efectuadas a partir da página web do evento: http://www.bobcatsss2009.org/.

O acrónimo BOBCATSSS é formado pelas primeiras letras dos nomes das cidades das universidades que iniciaram o simpósio, desde 1993, ou seja: Budapeste, Oslo, Barcelona, Copenhaga, Amesterdão, Tampere, Stuttgart, Szombathely e Sheffield.

19 Outubro 2008

A não perder

Do nosso colega arquivista Ricardo, um contributo muito interessante:

http://arquivosreligiosos.blogspot.com/

14 Outubro 2008

Assédio moral afecta 100mil trabalhadores portugueses

Porque é um mal comum que até aos arquivos chegou...

“Em momentos de crise são cada vez mais comuns os casos de trabalhadores que sofremde assédio moral. Segundo o especialista em Direito do Trabalho Fausto Leite, são já 100 mil os afectados no nosso país.

Mas como saber quemé alvo de assédio moral quando este é umfenómeno tão pouco falado? São os indesejados na empresa, ‘emprateleirados’ e forçados a cumprir horário laboral, mas num ambiente hostil, como único objectivo de os fazer desistir. «O assédio moral em Portugal é uma realidade do quotidiano e é agravado em tempos de crise económica, de precariedade e desemprego », como actualmente.O especialista em Direito do Trabalho acrescenta que na Europa estima-se que estas estratégias das empresas para forçar saídas afectem 16 milhões de trabalhadores. «Lido quotidiana e ininterruptamente com estas questões. Há largas dezenas de milhares de falsos acordos de cessação de contrato que na realidade são despedimentos e que muitas vezes são precedidos de assédio moral. É um meio de pressão, chantagem e desestabilização», explica Fausto Leite à Lusa.

De acordo com o Código do Trabalho, há assédio moral quando se verifica um comportamentocom «o objectivo ouo efeito de afectaradignidade do trabalhador e criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador». Na prática, a estratégia mais vulgar passa por colocar o funcionário «na prateleira», muitas vezes semcomputador e até sem acesso a telefone. Mas o isolamento é igualmente umdos «métodos maquiavélicos»mais usados. A UGT está neste momento a trabalhar numa propostaparaque o futuro diploma sobre a Segurança, Saúde e Higiene no Trabalho, incluído no novo Código deTrabalho, integre precisamente um artigo específico com penalizações para o assédiomoral. Nos últimos três anos, aAutoridade para as Condições de Trabalho recebeu 913 queixas e instaurou 206 autos. No primeiro semestre deste ano, já foram realizadas 151 acções de fiscalização a estes casos.

Sindicatos, advogados e psicólogos garantem que as estratégias são reiteradas para «quebrar a resistência psicológica» do trabalhador, forçando- o a despedir-se ou a aceitar a rescisão. Primeiro vêm os calmantes e ansiolíticos e depois são muitos os que entram de baixa psiquiátrica.”
Patrícia Ferreira - Agência Lusa in Destak 14-10-2008

13 Outubro 2008

Gestão Documental começa a afirmar-se como prioridade

"Era uma promessa antiga que parece estar a confirmar-se. A gestão documental começa a ser uma prioridade para as empresas. E à muita procura responde-se com muita oferta O ano de 2008 tem sido de bons negócios para os fornecedores de soluções de gestão documental. O último trimestre do ano passado já revelava melhorias no investimento e a primeira metade deste ano confirmou as expectativas mais optimistas, mostrando que um número cada vez maior de empresas está sensível aos benefícios destas soluções que apoiam o arquivo, a digitalização e a gestão interna da informação recebida na organização. (...) o mercado de gestão documental é alvo de um interesse cada vez maior por parte das empresas, que encaram esta área como elemento-chave para a promoção da competitividade, eficácia e qualidade. O ano de 2008 foi marcado por uma procura crescente de SGD, principalmente ao nível dos processos de aprovação de facturas com arquivo digital e gestão de processos de negócio, como, por exemplo, a aprovação de despesas, de contratos e de documentação normativa"
Fonte: Cristina A. Ferreira - Casa dos Bits - Semana Informática nº 893 de 3 a 9 de Outubro
Ver mais em: Semana Informática

12 Outubro 2008

Associação de Arquivistas Franceses publica referencial de competências para os arquivistas

A AAF (Association des Archivistes Français) publicou um referencial para a profissão de arquivista. Delineando as principais actividades da área arquivo, faz-lhes corresponder uma série de competências enquadradas nos domínios do saber, do saber fazer e do saber ser. Instrumento iniciado em 2001, visa constituir-se uma ferramenta que delineie de forma unívoca um modelo de competências indispensáveis a quem se aventura nestes domínios profissionais.
O documento encontra-se disponível em http://www.archivistes.org/IMG/pdf/Referentiel_metiers.pdf

09 Outubro 2008

Encontro de Arquivos Municipais

Já está disponível o programa do próximo Encontro de Arquivos Municipais (APBAD) que se vai realizar no dia 14 de Novembro, em Évora. O tema do encontro decorrerá à volta dos novos desafios da gestão documental.



08 Outubro 2008

Fundação Calouste Gulbenkian apoia projectos de recuperação, tratamento e organização de acervos documentais

Em 28 de Agosto passado foi publicada a lista das candidaturas aprovadas no âmbito do Concurso: Projectos de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais - 2008, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian.
No âmbito dos arquivos eclesiásticos foram aprovadas duas candidaturas:
  • Projecto de tratamento e divulgação do Fundo Arquivos Eclesiásticos do Arquivo Histórico, cuja entidade beneficiária é o Município de Sintra;
  • Projecto de Organização e Difusão dos Arquivos das Paróquias de Santo Estêvão e São Miguel de Alfama», cuja entidade beneficiária é o Patriarcado de Lisboa.

A atribuição da bolsa ao Arquivo Histórico do Patriarcado de Lisboa (A.H.P.L.) irá permitir intervir em documentação produzida entre os sécs XV e XX, por diversas entidades afectas às paróquias, dando destaque para os fundos de Irmandades do Santíssimo Sacramento da Freguesia de Santo Estêvão; Santíssimo Sacramento da Freguesia de São Miguel; Divino Espírito Santo e Nossa Senhora dos Remédios, Pescadores e Navegantes; Senhor Jesus da Boa Nova e N. S.ª das Dores, entre outras.

810 livros manuscritos, 22 pastas, 87 maços, 9 caixas, 1 rolo, 402 capilhas, 3 sinetes e 2 documentos em moldura, perfazem um total de 36 metros lineares de documentação.
As características dos fundos encontrados exigem uma intervenção simultânea, uma vez que se encontram dispersos pelas duas entidades. Depois do contrato de depósito já celebrado com os proprietários e sua incorporação no A.H.P.L., seguir-se-á o processo de tratamento ao nível da conservação preventiva, alguns restauros, organização e descrição. A partir de Outubro de 2009, os IDD’S serão publicados no site do Patriarcado de Lisboa e na Revista Lusitânia Sacra e disponíveis para consulta nas instalações do A.H.P.L.

06 Outubro 2008

Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu lança regulamento para a protecção do património religioso

Ao terminar a I Semana do Património da Diocese de Viseu, inserida nas Jornadas Europeias do Património, a diocese de Viseu publica o Regulamento para a Protecção dos Bens Culturais da Diocese.

Documento de carácter generalista, faz referência a toda a complexidade do património que a igreja tem à sua guarda, nomeadamente os arquivos. D. Ilídio Leandro, na introdução ao documento, denuncia os maus tratos e a forma despreocupada dos agentes de pastoral em relação ao património móvel e imóvel da diocese. Desde situações de abandono, à própria alienação sem o devido consentimento das autoridades eclesiásticas competentes, são apresentados alguns dos riscos que afectam os espólios das igrejas.

Fátima Eusébio, responsável do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, adianta que o Regulamento "é nada mais, nada menos que uma série de indicações do que os párocos devem fazer nas suas igrejas, para protegerem e salvaguardarem os bens, de forma a que o trabalho seja igual em toda a diocese". Refere ainda que o regulamento será distribuído por todos os párocos da diocese e "mesmo os que oferecem mais resistência a este tipo de trabalho, terão que, mais tarde ou mais cedo lê-lo e trabalhá-lo". "Nós agora, também temos um papel muito importante a fazer, junto dos mais resistentes, de forma a sensibilizá-los para a problemática existente", esclarece.O regulamento, "inédito no pais", nasceu do secretariado dos bens culturais e do actual bispo da diocese, Ilídio Leandro. "Assumiu-se uma abordagem de forma diferente, que não pode ser trabalhada de forma amadora e casuística, tem de ser feita de forma séria, profissional e contínua", defende Fátima Eusébio.

O director do Secretariado Nacional dos Bens Culturais, João Soalheiro, deslocou-se a Viseu para saudar a "iniciativa inédita da Diocese de Viseu" e reforçar o que tem andado a defender: "Não se pode andar de ano para ano em acções de sensibilização para esta problemática que são o vandalismo e assalto aos nossos bens culturais, temos que passar à acção e, este regulamento, é um passo importantíssimo uma vez que estamos a falar de uma primeira acção de trabalho".

Com Diário de Viseu - www.diariodeviseu.pt

Digitarq - Software de gestão integrada em arquivos históricos

A empresa KEEP SOLUTIONS, spin-off da Universidade do Minho, venceu o concurso nacional promovido pela Direcção Geral de Arquivos - DGARQ (ex Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo) para a implementação de software de gestão integrada na totalidade dos seus arquivos históricos dependentes, bem como na própria Direcção-Geral. O software seleccionado tem vindo a ser desenvolvido desde 2003 por investigadores da Universidade do Minho, com a coordenação técnica do Arquivo Distrital do Porto.
A solução apresentada a concurso, designada DIGITARQ, permitirá automatizar todas as vertentes do ciclo produtivo de um arquivo histórico, encarregando-se da gestão de processos operacionais, gestão de topo e relação com o utente. O software incorpora módulos para descrição arquivística, gestão de projectos de digitalização, publicação electrónica, pesquisa de catálogo, gestão de produtividade e balcão electrónico. A proposta vendedora apresentada pela KEEP SOLUTIONS inclui ainda a migração de 1.6 milhões de registos para a nova plataforma.A implementação nacional desta plataforma irá abrir portas para o desenvolvimento de um Portal Nacional de Arquivos, um ponto único de acesso a toda a informação arquivística nacional e documentos digitalizados, tornando os arquivos nacionais líderes a nível europeu no que toca à disponibilização em linha de conteúdos arquivísticos.

Aceda à brochura digital (PDF 1,88 mb)

Fonte: Blogue "A Informação"


Museu do Holocausto incorpora Arquivos de Spielberg

O Museu do Holocausto de Jerusalém incorporará na sua colecção mais de 200.000 horas de vídeo - na sua maior parte testemunhos de sobreviventes -, do Instituto do Holocausto, criado pelo realizador de cinema Steven Spielberg. As gravações, que serão acessíveis ao público nos próximos dias, incluem mais de 52.000 entrevistas com vítimas dos campos de concentração e guetos na Europa nazi, informou o diário "Ha''aretz". Estes testemunhos juntam-se à colecção de cerca de 10.000 entrevistas em vídeo e 5.000 filmes sobre o Holocausto no Yad Vashem (Museu do Holocausto). Até agora, o acesso ao material do Instituto criado por Spielberg, que pertence à Universidade da Califórnia do Sul, só era possível através da internet e limitado a alguns. No entanto, o Yad Vashem promete o maior acesso possível a estas informações através da rede, começando por disponibilizar parte dos vídeos no YouTube.
Fonte: Público.pt

05 Outubro 2008

A importância pastoral e evangelizadora dos arquivos eclesiásticos - A aposta no património e na cultura

Depois do I Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja, o Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja (SNBCI), órgão da Conferência Episcopal Portuguesa, traçou os arquivos da igreja como a prioridade de actuação para o próximo ano pastoral, e avançou com a notícia que os arquivos serão o tema central do segundo Conselho Nacional.

João Soalheiro, director do SNBCI, em entrevista à Agência Ecclesia, refere que “Enquanto não estiver consolidado, em termos de actuação no terreno a nível nacional, a dinâmica dos arquivos da Igreja não vamos desistir, nem mudar a prioridade para outra área, por mais problemática que seja” (…) “Esta prioridade requer a instalação física dos arquivos da Igreja, o que significa todo um trabalho prévio de estudo, organização, construção ou adaptação de infra-estruturas definição de quadros de classificação, instalação de equipamento, trabalho de recursos técnicos e humanos formados, em algumas dioceses, de raiz.”

Outra área-alvo apontada pelo Director do SNBCI para o próximo ano é o desenvolvimento do Grupo de Trabalho para as Bibliotecas e Livro. “Esta é uma atenção prestada a uma área que tem sido descurada ao longo dos anos. Não apenas o livro mas a instituição Biblioteca”. “Em Maio de 2009, o GTBL irá apresentar um documento estratégico à Comissão Episcopal que tutela o Secretariado, para que possa desencadear iniciativas para inverter uma situação de abandono, incúria e desconhecimento”.

Fonte: Agência Ecclesia

30 Setembro 2008

Projecto para Museu, Arquivo e Biblioteca do Santuário de Fátima

O novo reitor do Santuário de Fátima, padre Virgílio Antunes, em entrevista ao Correio da Manhã indicou algumas das grandes obras que ainda faltam fazer,em que incluiu um "centro da Mensagem de Fátima (com museu, biblioteca, arquivo, exposições). Ficamos a aguardar com expectativa o desenrolar desta iniciativa.

26 Setembro 2008

Colecção de Álvaro Cassuto

A colecção de Álvaro Cassuto vai para museu

A Câmara de Cascais vai adquirir por 100 mil euros um conjunto de documentos "raros e muito valiosos" da colecção do maestro Álvaro Cassuto para a Casa Verdades Faria - Museu da Música Portuguesa, no Monte Estoril. Os documentos vão completar a oferta já existente, dos espólios de Fernando Lopes-Graça e Michel Giacometti.

24 Setembro 2008

Manuscritos medievais digitalizados

A Universidade de Manchester John Rylands Library vai digitalizar a maior parte da sua colecção de manuscritos medievais, que inclui partes de Chaucer's Canterbury Tales. O resultado poderá ser avaliado no fim de 2009.

John Rylands Library
A fragment of the Canterbury Tales
Para mais informações ver aqui.

11 Setembro 2008

Instrumentos Arquivísticos / Documentos Técnicos

Foram publicados em meados de Agosto três documentos técnicos produzidos pela DGARQ e considerados estruturantes para a constituição da Rede Portuguesa de Arquivos.Para além da segunda versão do modelo conceptual que foi alterada em pontos importantes, acrescentou-se o modelo lógico da RPA em que são explorados aspectos levantados no primeiro módulo desta série de documentos.Publicou-se igualmente, e em articulação dos dois documentos mencionados, o Modelo para o Ficheiro Nacional de Autoridades Arquivísticas. Este documento aborda aspectos conceptuais e construtivos do FNAA, sendo esta estrutura de informação considerada num âmbito consideravelmente mais alargado que inicialmente foi pensado. Pretende-se que venha a constituir o sistema de apoio à gestão da rede e acesso à informação de arquivo que nela se pretende vir a ser disponibilizada.
Durante este período a DGARQ aguarda o envio de comentários e sugestões relativamente aos três documentos agora apresentados.
1 – Rede Portuguesa de Arquivos: fundamentos para o seu desenvolvimento e gestão – modelo conceptual
2 – Rede Portuguesa de Arquivos: fundamentos para o seu desenvolvimento e gestão – modelo lógico
3 – Modelo para um Ficheiro Nacional de Autoridades Arquivísticas

Relatório de avaliação do PARAM

Dez anos volvidos sobre o lançamento do PARAM - Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais, a DGARQ efectuou um estudo que pretende percepcionar o impacto do Programa na qualificação dos arquivos municipais, identificar desvios no cumprimento de compromissos assumidos, e aferir eventuais necessidades de optimizar a gestão do Programa ou mesmo rever os termos da sua definição original.
O Relatório de Avaliação do PARAM, publicado no passado mês de Agosto é o resultado desse estudo, desenvolvido pela Direcção de Serviços de Arquivística e Apoio Técnico.

Revelados Frescos em antiga igreja

Uma série de valiosos frescos dos séculos XI, XII e XIII foram descobertos numa antiga igreja, no nordeste do Líbano, por especialistas polacos.
A descoberta ocorreu durante os trabalhos de restauro deste templo do século IX iniciados no Verão de 2004 a pedido do arcebispo ortodoxo de Monte Líbano e da Direcção Geral de Antiguidades (DGA).
A primeira obra a ser descoberta pelos operários foi uma pintura mural representando a cabeça da Virgem e a do arcanjo Gabriel.
Alertadas as autoridades religiosas e a DGA, a pintura foi confiada a especilistas da Academia de Belas Artes de Varsóvia, dirigos por Christofer Chmielewski.
Depois da limpeza das paredes, os especialistas encontraram figuras de santos, entre os quais as de Sérgio e Baco, soldados mártires dos primeiros tempos do cristianismo, além de apóstolos e arcanjos, que sustentavam as abóbodas.

Descoberto Buda reclinado com 19 metros

Uma equipa de arqueólogos descobriu a estátua de um Buda reclinado, de 19 metros, perto das ruínas dos célebres Budas gigantes de Bamiyan destruídos em 2001 pelo regime talibã.
Segundo Mohamad Zia Afshar, conselheiro do Ministério de Informação e Cultura, o monumento, datado do século III, foi descoberto na província central de Bamiyan por um grupo de peritos liderado pelo arqueólogo afegão Zamaryalai Tarzi.
"Além de encontrar a estátua, a equipa descobriu também cerca de 90 relíquias, incluindo várias moedas" do Reino grego de Bactria e da era islâmica, precisou Afshar. O achado, segundo a fonte, ocorreu quando a equipa de arqueólogos procurava em Bamiyan a estátua de um Buda reclinado de 300 metros mencionada no livro de um peregrino chinês que visitou a região há vários séculos.

Fonte: Global Notícias

04 Setembro 2008

Manuscritos do Mar Morto disponíveis na Internet

Cientistas israelitas estão a digitalizar documentos dos Manuscritos do Mar Morto, com cerca de dois mil anos, com o propósito de os disponibilizarem na Internet. A Autoridade Israelita de Antiguidades, que tem sob custódia os textos que lançam luz sobre a vida dos judeus e dos primeiros cristãos, disse que serão necessários mais de dois anos para completar o projecto.
Os documentos — considerados alguns dos mais estudados e, ainda assim, controversos da História — foram encontrados em cavernas próximas ao Mar Morto, em 1947, por pastores beduínos e durante muitos anos só um reduzido número de estudiosos pôde vê-los. O acesso, entretanto, foi ampliado depois e os textos foram publicados na íntegra há sete anos. A chegada dos textos à Internet poderá aumentar a controvérsia, pois permitirá novas interpretações para pontos que hoje já são debatidos.
Usando câmaras de precisão e focos que não emitem calor, os cientistas israelitas puderam decifrar capítulos e caracteres invisíveis ao olho humano.Os manuscritos são as cópias mais antigas da Bíblia em hebraico e incluem textos apócrifos que remontam do século III a.C. até o primeiro século da era cristã. Os especialistas fotografaram cerca de nove mil fragmentos. No total há 900 rolos, com 15 mil fragmentos. Como estão partidos, os textos permitem mais de uma interpretação.
Parte dos manuscritos está em exposição permanente no Museu de Israel. A colecção completa só havia sido fotografada uma vez, nos anos 50, com a ajuda de infravermelho. As imagens reveladas estão acomodadas em salas com temperatura controlada porque mostram detalhes que foram perdidos dos originais. Essas antigas fotos também serão digitalizadas dentro do novo projecto. Os cientistas esperam que a tecnologia ajude também a preservar os manuscritos ao detectar qualquer dano causado por humidade e calor.


Fonte: O Globo, Rio de Janeiro.

03 Setembro 2008

Casa Fernando Pessoa com novo horário



A partir deste mês a Casa Fernando Pessoa passará a estar aberta também aos sábados.
O horário da Casa foi alargado e uniformizado: abertura às 10 horas e encerramento às 18 horas.

01 Setembro 2008

Jornal "The Times" lança Arquivo Digital

"O site do jornal inglês "The Times" digitalizou 200 anos de seu acervo - de 1785, quando começou a circular, até 1985. O melhor de tudo é que todo o material está online, com exceção do período entre 1º de dezembro de 1978 e 12 de novembro de 1979, quando o jornal não foi publicado. É uma tremenda viagem no tempo, absolutamente viciante.
O acervo digital (anote logo: http://archive.timesonline.co.uk/tol/archive/) já contém cerca de 20 milhões de artigos, num total de 7,8 milhões de documentos únicos e mais de 35 milhões de imagens. Algumas das edições cujos originais em papel estavam danificados, mas que já estão em processo de restauração, ainda serão digitalizadas e incorporadas ao conteúdo online.

Tecnologia usada permite que conteúdo seja copiado
O plano é expandir o projeto, digitalizando também as edições de 1985 a 2005 do "Times" e as edições de 1822 a 2000 do "The Sunday Times", outro periódico da mesma empresa, a News International - que faz parte da gigante de mídia News Corp.

Nesta fase inicial, a oferta online está sendo gratuita, mas é preciso registrar-se. Embora o processo de registro no "Times" seja um tanto chato (é preciso fornecer dados como endereço, telefone etc, esperar a confirmação no email e completar mais um questionário), vale a pena adentrar o arquivo.
As páginas são vistas em sua tipografia original, há possibilidade de zoom, e o leitor pode salvar os artigos que forem de seu interesse.

Para que tudo desse certo, cada página do "Times" foi escaneada, passando depois por um processo de reconhecimento ótico de caracteres, vulgo OCR (Optical Character Recognition), que interpreta cada letra na versão impressa convertendo-a para um caractere codificado, transformando a imagem original de uma página impressa em um arquivo-texto convencional.
As páginas, escaneadas na íntegra, foram divididas em artigos, fotos, anúncios, cartas para o editor, além de registros de nascimentos, casamentos e óbitos. A parte textual dos artigos é indexada, permitindo que o arquivo inteiro seja encontrado por data e por palavra-chave. O texto pode ser aproveitado pelo usuário selecionando-o com o mouse e usando o velho copiar/colar (Ctrl C/Ctrl V).

A finalização do projeto promete ser uma tarefa bastante difícil em termos de volume de dados, pois as edições digitalizadas dos períodos mais recentes do "Times" vão consumir muito mais espaço em disco do que as mais antigas. Só os últimos 20 anos representam um conteúdo maior do que o dos 200 anos entre 1785 e 1985.

Segundo Anne Spackman, editora-chefe do Times Online (...) [esta] reconhece que haveria soluções mais baratas, mas afirma que a empresa queria o melhor resultado possível. O sistema utiliza um sofware para visualização de imagens, desenvolvido especialmente para a aplicação.
No processo de digitalização, os pontos críticos foram a qualidade e a consistência dos dados. Foram também criados scripts automatizados para verificação das imagens, utilizando a fina flor dos algoritmos de checagem. Apesar de inteiramente automatizados, esses scripts levaram quase um mês para checar todas as imagens.

Escanear documentos antigos exigiu muito cuidado
Alguns dos documentos originais são muito velhos, frágeis e valiosos. Foram necessários muito cuidado e experiência para escaneá-los e etiquetá-los, num processo que durou quase seis meses, com recursos técnicos baseados em Londres, Índia e Israel, para coordenar a digitalização e o reforço de qualidade final do processo de OCR.

No que tange ao armazenamento das imagens, os requisitos de espaço eram tão imensos que os ambientes de testes e implementação se tornaram altamente complexos. Mas o desafio foi vencido pela divisão de TI da News International. O site alocou servidores de imagens inteiramente dedicados à publicação online das fotos e bitmaps do arquivo. Além disso, foram usados os mais modernos algoritmos de compressão de imagens. Coisa finíssima.
Boa parte do arquivo online se baseia em registro e restrições de acesso, de modo a garantir os direitos de propriedade intelectual. Foi desenvolvida internamente toda a tecnologia de personalização que permitiu acesso controlado ao acervo. Afinal, cada documento da base de dados exige autenticação individual para determinar se um usuário pode ou não ter acesso a determinado conteúdo.

Para professor internet é ferramenta fundamental de pesquisa
Para Marcello Rangel, professor de História e coordenador setorial do Instituto Gay-Lussac, a iniciativa do britânico "Times" é fantástica. Ela mostra como a internet se tornou uma ferramenta de pesquisa fundamental para cientistas e historiadores.
" A historiografia avançou muito, e a academia já aceita tais fontes digitais "
- Já não é mais necessária a atitude positivista de ter que segurar nas mãos o original do documento histórico - diz Marcello. - A historiografia (a maneira como se compreende e escreve a História) avançou muito, e a academia já aceita tais fontes digitais. Naturalmente, pesquisar em jornais é uma parte do trabalho. O ofício do historiador é verificar a alteridade dos fatos (por exemplo, como o português vê o índio e como o índio vê o português), estudar diversos tipos de documentos e assim fazer a reconstituição da História.
Marcello cita outros arquivos presentes na internet, que a gente aqui consultou e ficou absolutamente surpreso. São ótimas fontes, como o Rare Maps ( raremaps.com ), o sistema de bibliotecas da Unicamp ( http://www.uni%20camp.br/bc/ ), a Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro ( bibvirt.futuro.usp.br/textos ), o Projeto Gutenberg ( gutenberg.org ) e o Archive Org, de páginas web ( .archive.org , que guardaria inclusive versões antigas de sites - 85 bilhões deles).

Entre os jornais, o "New York Times" tem uma seção livre de busca entre 1851 e 1890 e entre 1981 e 1987 (depois, é paga), em tinyurl.com/avxq6 . O "Los Angeles Times" parte de 1881 (em tinyurl.com/alvaa ). Já o francês "Le Figaro" tem as edições de 1826 a 1942 listadas em tinyurl.com/6kek82 e se dá ao luxo de ter um arquivo separado para o seu suplemento literário, em http://tinyurl.com/6sxetp , entre 1876 e 1929.

Embora a iniciativa do "The Times" seja a mais abrangente de um jornalão de renome internacional, arquivos ainda mais antigos estão disponíveis online. É o caso do jornal local "Hartford Courant", do estado americano de Connecticut, que regride até o longínquo ano de 1764 ( tinyurl.com/pmknk ). Não tem nada de muito interessante para o pesquisador brasileiro, mas não deixa de ser um prato cheio para os curiosos de plantão (categoria de que fazemos parte).

No caso do grandioso trabalho de digitalização e oferta online do acervo do "Times", uma das mais difíceis decisões estratégicas do projeto foi quanto ao modelo de negócio, mais especificamente na escolha de como o serviço seria cobrado - ou, mesmo, se não seria - já desde o início da operação. Uma opção seria um serviço grátis para o usuário e patrocinado por anúncios, a outra seria funcionar por assinatura paga.
Essa questão foi fundamental na arquitetura do projeto e na implementação da solução, já que o modelo de preço afeta a popularidade do site. E isso tem decisivo impacto nas exigências tecnológicas e arquiteturais do sistema.
Esse debate também levou em conta o valor dos mecanismos de busca, os métodos de proteção da propriedade intelectual, o potencial de captar e remunerar anunciantes e patrocinadores, a possibilidade de capturar mais ou menos dados dos internautas visitantes e, por fim, o próprio preço da assinatura, caso fosse essa a opção escolhida. (...)"

Fonte: O Globo Online 11/08/2008
A título de curiosidade, fiz uma pesquisa utilizando ´Portugal´e o período de tempo mínimo e máximo permitido para a mesma (1785-1985). Os resultados? Fascinantes para quem gosta de história, da nossa história! Experimentem....

10 Agosto 2008

MoReq 2

Para quem ainda não tem:


Model Requirements for the Management of Electronic Documents and Records

aqui




01 Agosto 2008

Decreto-Lei n.º 121/2008 de 11 de Julho - o fim de um sonho ou o início de mais uma luta!!!

Foi publicado no passado dia 11 de Julho a legislação que extingue as carreiras e categorias na administração pública cujos trabalhadores transitam para as carreiras gerais.Para aqueles que ainda tinham esperança que a carreira de Técnico Superior de Arquivo, Documentação e de Biblioteca viesse a ser integrada no grupo das "carreiras especiais", o sonho terminou aqui.
Apesar da carreira cumprir alguns dos requisitos necessários para ser considerada "especial", tal não se verificou, e por isso aquando da entrada em vigor do Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, passam a ser somente Técnicos Superiores (carreira geral).

No entanto, perdida esta batalha, esta pode ser uma oportunidade para a mobilização social e política pela nossa formação numa área específica, nas nossas competências profissionais e pela manutenção de projectos e programas em que somos elementos preponderantes para a sua concretização.Quem sabe se ao deixarmos de ser apenas um "tipo" de Técnicos Superiores, não podemos criar um verdadeiro sentido de classe com vista a uma maior união de todos os profissionais?

30 Julho 2008

Colecções de fotografia da Bibliotecade Arte da Fundação Calouste Gulbenkian no FLICKR

A Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian passou a divulgar as suas colecções de fotografia no FLICKR (http://www.flickr.com/photos/biblarte) desde o dia 22 de Julho.
Das 180 colecções de fotografias (algumas com milhares de fotos) sobre artes visuais em Portugal, a Biblioteca divulgará as que não estejam protegidas por direitos de autor ou direitos conexos.

Eléctricos, Lisboa (Portugal)*

Automóvel Clube de Portugal*

* Ambas as fotografias são sem data e foram produzidas durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.

24 Julho 2008

O Edifício - Arquivo XI

O Edifício - Arquivo X







Archivo General de Simancas



O Edifício - Arquivo IX

21 Julho 2008

O Edifício - Arquivo VIII





Arquivo Distrital da Guarda - ADG

O Edifício - Arquivo VII

Arquivo Distrital de Leiria - ADL

O Edifício - Arquivo VI

Arquivo Distrital de Setúbal - ADS

O Edifício - Arquivo V

Arquivo Distrital de Viseu - ADV

15 Julho 2008

E quando achava que já tinha visto de tudo...

Eis que me deparo com o seguinte anúncio:

Administrativo/Arquivista

PERFIL PRETENDIDO:

- Habilitações: Ao nível do 9ºAno
- Boa apresentação;
- Responsável e Assíduo
- Carta de condução e viatura própria;


FUNÇÕES:

- Apoio Administrativo
- Arquivo
- Angariação de documentação
- Paquete



Sei lá, não sei...não querem mais nada?
Atendimento contabilístico?
Cobranças?
Recepcionista?
Limpezas?


As coisas que uma pessoa tem de encarar pelo mundo.... ai!!
E palpita-me que ainda há-de aparecer pior!


28 Junho 2008

Um site a consultar

Descoberto recentemente, este site contém muitas comunicações sobre as diversas tipologias de arquivo e as várias àreas:

18 Junho 2008

Colóquio - Autores, Bibliotecas, Editoras - desafios regionais e nacionais da digitalização na Europa

Por iniciativa do Institut Franco-Portugais e realizado por este instituto em cooperação com a Alliance Française, o Goethe Institut Portugal e o Instituto Cervantes realiza-se, nos próximos dias 1 e 2 de Julho, no auditório da Direcção Geral de Arquivos, o Colóquio “ Autores, Bibliotecas, Editoras – desafios regionais e nacionais da digitalização na Europa”.

No âmbito da cooperação existente entre a BAD e os institutos de língua e cultura estrangeiras presentes em Portugal, a Associação apoia a realização deste colóquio, cabendo-lhe, entre outras funções, proceder à divulgação da iniciativa e à recepção das inscrições.

A inscrição no colóquio é gratuita mas obrigatória.

Para mais informações:
Programa: http://www.apbad.pt/Downloads/Programa_Coloquio_Digitalizacao.pdf
Inscrições: http://www.apbad.pt/Formacao/Continua/formacao_inscric.htm

Fonte: APBAD

05 Junho 2008

Seminário de Macroavaliação

No passado dia 10 de Setembro de 2007 realizou-se na Direcção Geral de Arquivos um workshop subordinado ao tema: Simplificação, Rigor e Eficácia na Avaliação Arquivística. Uma das conclusões do referido workshop recaía precisamente na necessidade de aprofundar o conhecimento sobre metodologias alternativas de avaliação experimentadas em Portugal e noutros países, em especial no que respeita aos projectos de macroavaliação funcional.
Neste contexto a Direcção-Geral de Arquivos organiza no dia 19 de Junho de 2008 um seminário internacional dedicado ao tema “Macroavaliação: uma perspectiva necessária ao processo de avaliação arquivística?”
Este seminário contará com a presença de convidados da Holanda, do Canadá e da Nova Zelândia, que apresentarão as experiências de macroavaliação desenvolvidas nos respectivos países. Num amplo espaço de debate sobre cada intervenção, e em mesa redonda com a participação de convidados nacionais, procurar-se-á extrair da experiência alheia lições que possam ser úteis à renovação do processo de avaliação arquivística vigente em Portugal.
Esta será, pois, uma excelente oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre teorias e práticas de macroavaliação e explorar soluções alternativas ou complementares que permitam aumentar a eficiência do processo de avaliação arquivística.

Terá o seguinte Programa:

10:00 Abertura do Seminário
Director da Direcção-Geral de Arquivos

10:15 – Apresentação do projecto de macroavaliação do CANADÁ
Daniel Caron * Library and Archives Canada

11:15 – Debate

11:30 – Pausa para café

12:00 – Apresentação do projecto de macroavaliação da HOLANDA
Robbert Jan Hageman * National Archives of the Netherlands

13:00 – Debate

13:15 – Almoço
Buffet oferecido a todos os participantes no seminário

14:30 – Apresentação do projecto de macroavaliação da NOVA ZELÂNDIA
John Roberts * National Archives of New Zealand

15:30 – Debate

15:45 – Pausa para café

16:15 – MESA REDONDA
Moderadora: Alexandra Lourenço
Convidados: Daniel Caron, Fernanda Ribeiro, Fernanda Rolo, Isabel Teixeira Basto, John Roberts, Robbert Jan Hageman

17:30 – Debate

18:00 – Encerramento do Seminário

* Haverá tradução simultânea Inglês/Português
A ficha de inscrição poderá ser consultada aqui.
Mais uma iniciativa a não perder!!!

04 Junho 2008

O Edifício - Arquivo IV




03 Junho 2008

O Edifício - Arquivo III



Arquivo Histórico Ultramarino - AHU

27 Maio 2008

O Edifício - Arquivo II

26 Maio 2008

O Edifício - Arquivo I

Competências e desempenhos à parte, um edíficio pode dizer muito sobre o seu núcleo...ou então não!

Deixo o desafio aos meus colegas Arquivistas e a todos os que quiserem ajudar a enviarem ou postarem os edifícios por Portugal a dentro e por esse mundo fora que albergam inúmeras peças de puzzle com imensas histórias para decifrar, os Arquivos.

Já que conhecê-los a todos é uma tarefa que exige tempo (e não só), ficam as vistas!
Teremos a prova que um Arquivo denota uma identidade patriota ou é simplesmente uma obra arquitectónica?
No fim veremos!

Incluam por favor o site do Arquivo para podermos ir conhecer um pouco mais.

Começo com a nossa Torre do Tombo, pois claro!

Casa da Direcção Geral de Arquivos - DGARQ
(Em reestruturação)




12 Maio 2008

MANDATO DE AUTO-ARQUIVO

Universidade de Harvard dá o exemplo!

Foi anunciado mais um mandato de auto-arquivo da Universidade de Harvard. Depois da política definida pela Harvad Faculty of Arts and Sciences, foi a vez da Harvard Law School ter aprovado, por unanimidade dos seus membros, uma mandato de auto-arquivo das suas publicações científicas.Tal como a política da Faculty of Arts and Sciences, em que a resolução da Law School se baseia, é requerido não apenas a entrega/depósito dos artigos, mas também a transferência, não-exclusiva, do copyright para a Universidade. A parte substantiva da resolução é a seguinte:

«(...)Each Faculty member grants to the President and Fellows of Harvard College permission to make available his or her scholarly articles and to exercise the copyright in those articles. More specifically, each Faculty member grants to the President and Fellows a nonexclusive, irrevocable, worldwide license to exercise any and all rights under copyright relating to each of his or her scholarly articles, in any medium, and to authorize others to do the same, provided that the articles are not sold for a profit. The policy will apply to all scholarly articles authored or co-authored while the person is a member of the Faculty except for any articles completed before the adoption of this policy and any articles for which the Faculty member entered into an incompatible licensing or assignment agreement before the adoption of this policy. The Dean or the Dean’s designate will waive application of the policy to a particular article upon written request by a Faculty member explaining the need. Each Faculty member will provide an electronic copy of the final version of the article at no charge to the appropriate representative of the Provost’s Office in an appropriate format (such as PDF) specified by the Provost’s Office no later than the date of its publication. The Provost’s Office may make the article available to the public in an open-access repository.(...)»

O texto integral da resolução adoptada pode ser lido em:
http://cyber.law.harvard.edu/node/4289

A exigência de transferência do copyright não é uma condição indispensável para a definição de mandatos de auto-arquivo, e não será realista para "universidades normais" (ou seja universidades sem o peso académico, científico e também mediático das Harvards, Yales, Oxfords e Cambridges deste mundo), mas é certamente um extraordinário passo em frente.

07 Maio 2008

MANIFESTO EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs 52º da Constituição da República Portuguesa, 247º a 249º do Regimento da Assembleia da República, 1º nº. 1, 2º n.º 1, 4º, 5º 6º e seguintes, da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.
2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.
3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em “acordos” mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.
4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).
Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.
Os signatários,
Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra

Quem quiser, pode assinar em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/
Eu já assinei. E já dizia o grande Pessoa: "A minha pátria é a língua portuguesa."

05 Maio 2008

Duas exposições a não perder!!!

O Arquivo Municipal de Lisboa – Arquivo Fotográfico inaugurou no passado dia 18 de Abril de 2008 as exposições “Paisagens Brancas” de Fabrice Ziegler e “Varinas de Lisboa” Fotografias de Joshua Benoliel.
Paisagens Brancas” apresenta um conjunto de 30 imagens, realizadas pelo autor numa zona rural de França perto da mítica floresta de Brocéliande, local da sua infância.
Varinas de Lisboa” imagens da autoria de Joshua Benoliel, o primeiro e mais importante foto-repórter português das duas primeiras décadas do século XX, representam as varinas de Lisboa, tema amplamente fotografado por este autor e pelos fotógrafos da época.
As exposições vão estar patentes ao público de 18 de Abril a 17 de Maio de 2008.
Para mais informações ver: http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/

Espólio da família Gama Lobo Salema doado à Torre do Tombo

Cartas de mercê, documentos régios de nomeação ou relativos à administração de casas e propriedades, testamentos e correspondência variada são parte integrante do espólio da família Gama Lobo Salema agora doado ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
O termo de doação do espólio pelo seu actual proprietário, o embaixador António Pinto da França, um dos herdeiros, será assinado em cerimónia a realizar dia 07, às 18:30, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
A doação foi feita «com reserva de usufruto», o que veda o acesso do público ao espólio até à morte do seu proprietário.
Miguel Bandeira Veloso, do gabinete de relações externas e cooperação do Arquivo, esclareceu à Lusa que aquela limitação não significa o fecho absoluto do espólio aos investigadores, mas estes, se pretenderem efectuar pesquisas, terão de apresentar um requerimento nesse sentido ao doador, que o examinará e decidirá da autorização ou negação de acesso.
O acervo preenche 59 caixas e inclui documentação pessoal de diferentes membros da família Lobo Salema, que esteve fundamentalmente ligada à administração pública ao longo de sete séculos da História portuguesa, do século XIV ao século XX.
Bandeira Veloso citou, entre outros, os casos de Fernão Gomes da Gama, do século XVII, e de Francisco Nunes Cardeal, do século XVIII, dois membros da família que desempenharam «cargos muito importantes» no seu tempo e sobre os quais há numerosa documentação no espólio.
No caso concreto de Fernão Gomes da Gama, indicou, a sua vida está «muito documentada» e é «possível ter uma noção perfeita do seu percurso profissional».
Fonte: Notícias da Manhã

30 Abril 2008

Exposição no Arquivo Histórico de Almada

A Imprensa de Almada 1808-2008: 200 anos de História

Data
De 3 de Abril a 11 de Julho

Horário
Seg. a Sex.: 10.00h - 12.30h / 14.00h - 17.00h

Local
Casa Pargana - Arquivo Histórico Municipal, Almada


Descrição
A 15ª mostra documental patente ao público na sala de exposições do Arquivo Histórico de Almada é subordinada ao tema da Imprensa local almadense, salientando a sua evolução e papel predominante na consolidação da identidade de Almada enquanto concelho.
Ao longo de 200 anos, a imprensa regional em Almada desemprenhou um papel de relevo, não só no âmbito territorial a que naturalmente mais diz respeito, mas também na informação e contributo para a manutenção de elos de pura familiaridade entre as gentes locais e as comunidades emigrantes dispersas pelas partes mais longínquas do mundo.

Organização

Câmara Municipal de Almada

Condições de Participação
Visitas guiadas e palestras sujeitas a marcação prévia.

Entrada livre.

Observações
Câmara Municipal de Almada
Casa Pargana - Arquivo Histórico Municipal
Rua Visconde Almeida Garrett 12, Almada
Tel.: 21 272 49 00

28 Abril 2008

25 de Abril SEMPRE!!!

Não podia deixar passar em claro a celebração do 25 de Abril sem dizer uma palavrinha a respeito do assunto. Por falta de tempo, não o fiz no próprio dia 25, o que, não sem uma certa ironia, acaba talvez por ser o mais acertado: estava a celebrar a manutenção da liberdade e da democracia, ou seja, o 25 de Abril. Que a luta continue sempre pelos ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Justiça Social e Democracia. E que nunca deixemos de sonhar e de cumprir os nossos sonhos!!! Como dizia o poeta: o sonho é uma constante da vida...

Pedra Filosofal António Gedeão


Eles não sabem que o sonho


é uma constante da vida


tão concreta e definida


como outra coisa qualquer


como esta pedra cinzenta


em que me sento e descanso


como este ribeiro manso


em serenos sobressaltos


como estes pinheiros altos


que em verde e oiro se agitam


como estas árvores que gritam


em bebedeiras de azul.



Eles não sabem que sonho


é vinho, é espuma, é fermento


bichinho alacre e sedento


de focinho pontiagudo


que fuça através de tudo Em


em perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho


é tela é cor é pincel


base, fuste, capitel


que é retorta de alquimista


mapa do mundo distante


Rosa dos Ventos Infante


caravela quinhentista


que é cabo da Boa-Esperança



Ouro, canela, marfim


florete de espadachim


bastidor, passo de dança


Columbina e Arlequim


passarola voadora


pára-raios, locomotiva


barco de proa festiva


alto-forno, geradora


cisão do átomo, radar


ultra-som, televisão


desembarque em foguetão


na superfície lunar



Eles não sabem nem sonham


que o sonho comanda a vida


que sempre que o homem sonha


o mundo pula e avança


como bola colorida


entre as mãos duma criança.

MayDay 2008 - "Save our archives"

Mais uma iniciativa a seguir:




A Call to Action on MayDay

Protecting our collections is one of our fundamental responsibilities as archivists. The Heritage Health Index, released in 2005 soon after hurricanes Katrina, Rita, and Wilma struck the Gulf Coast, reported that few institutions have disaster plans and for those that do, often the plan is out of date. It’s easy to put off emergency response planning as we devote our attentions to tasks with more immediate “payback.”
But on May 1 – this year and every year – you can do something that will make a difference when and if an emergency occurs. That’s the purpose of MayDay – a grassroots effort whose goal is to save our archives.
MayDay is a time when archivists and other cultural heritage professionals take personal and professional responsibility for doing something simple – something that can be accomplished in a day but that can have a significant impact on an individual’s or a repository’s ability to respond.
Individuals can do many things on their own: For example, set aside time to read key policy documents once again, just to keep the information fresh. Quickly survey collections areas to ensure that nothing is stored directly on the floor, where it would be especially vulnerable to water damage. Note the location of fire exits and fire extinguishers. Encourage your repository to participate in MayDay.
Repositories may engage in activities involving all staff: For example, conduct an evacuation drill to acquaint staff members with the evacuation plan and to test its effectiveness. Or update the contact information in your existing emergency preparedness plan and create a wallet-size emergency contact roster to facilitate communication and rapid response.
SAA has prepared a
list of ideas that includes a number of simple MayDay activities that can help you respond to an emergency when and if it occurs. You should adapt them to those hazards that you’re most likely to face: a repository in San Francisco might plan an earthquake drill, while another in Georgia might plan for a hurricane. Many resources are also available through SAA's MayDay partners, Heritage Preservation's Heritage Emergency National Task Force and the Council of State Archivists (with its Emergency Preparedness Initiative).
The most important thing is to do something on MayDay that will help save our archives. If you come up with other activities, we’d like to add them to the list. Please send information to the Society of American Archivists at
MayDay@archivists.org so that we may share it with others. We’d also like to track who has participated in MayDay activities and what you did. If you or your repository conducts MayDay exercises, please send a note to the same address. Here's a list of groups and repositories that notified us of their participation in MayDay 2006.



Declaração Conjunta


A relação entre Arquivos e Guerra não é certamente das mais felizes: em cenários de guerra os arquivos são muitas vezes destruídos, desmantelados e usurpados aos países produtores. Tal situação manifesta-se claramente contra o Princípio Arquivístico da Territorialidade que determina que os arquivos devem ser conservados sob a jurisdição arquivística do território que os produziu.

Cumprindo este princípio e o respeito pelos documentos a Sociedade de Arquivistas Americanos (Society of American Archivists) e a Associação de Arquivistas Canadianos (Association of Canadian Archivists) elaboraram a Declaração Conjunta relativamente à documentação do Iraque que sofreu vários e diversos tipos de “ataque” durante as duas Guerras do Golfo.
Nesta declaração estão referenciadas o tipo de documentação usurpada, a quantidade e os autores dessas usurpações.
Pode ler esta declaração no seguinte endereço:
http://www.archivists.ca/downloads/documentloader.aspx?id=6766
Imagem: Museu de Cabul

24 Abril 2008

GNR inaugura Arquivo Histórico

A Guarda Nacional Republicana (GNR) inaugura hoje o seu Arquivo Histórico e Museu. Esta inciativa visa a recuperação e maximização do património histórico e cultural da GNR. O património da GNR inclui importantes espólios documentais, bibliográficos, fotográficos e museológicos, acumulados ao longo dos seus 97 anos de história, bem como por ser herdeira directa do património das Guardas de Políticas suas antecessoras, desde 1801, sendo ainda a herdeira de diversas instituições entretanto extintas, casos da Polícia de Viação e Trânsito e da Guarda Fiscal.


O Arquivo Histórico e o Museu da GNR estão integrados na estrutura do Comando-Geral da corporação e irão permitir a preservação do património histórico e cultural, assim como a a sua inventariação, digitalização e disponibilização aos cidadãos em geral, fazendo uso das novas tecnologias de informação e do conhecimento.


O Arquivo Histórico da GNR sob a coordenação do Major Nuno V. Andrade localiza-se no Quartel de Alcântara, na Praça da Armada, nº 40 e inclui o Arquivo Documental, o Arquivo de Imagem, a Biblioteca, o Centro de Estudos Históricos e a Sala de Leitura/Auditório.

O Museu fica sedeado no Quartel do Carmo.

Imagem: Brasão da GNR

E assim vão os nossos arquivos!!!

Neto de Humberto Delgado encontrou processo da morte do General degradado, uma"cave" do Tribunal da Boa Hora .


O neto de Humberto Delgado revelou dia 22 de Abril que o processo do assassínio do general pela PIDE permaneceu, nos últimos anos, em "péssimas condições de conservação" e "sujeito a inundações" numa "cave" do Tribunal da Boa Hora, em Lisboa.A revelação de Frederico Delgado Rosa à Agência Lusa de que aquele conjunto de volumes em papel, de grande valor histórico e que nunca foi microfilmado ou devidamente protegido, ocorreu na véspera de o ministro da Justiça entregar ao Arquivo Distrital de Lisboa (Torre do Tombo) o processo relativo ao homicídio do general, ocorrido em 1963 na localidade espanhola de Villanueva del Fresno, junto à fronteira portuguesa. A situação anómala que levou o processo, composto por 18 volumes, a ficar "todo empilhado no chão, em caixotes de cartão, sujeito a inundação e em péssimas condições de conservação" começou há alguns anos quando foram extintos os Tribunais Militares, que haviam julgado e condenado, à revelia, Casimiro Monteiro (elemento da PIDE envolvido no caso) e ilibado outros, incluindo o chefe da brigada da PIDE Rosa Casaco, numa decisão que o neto da vítima classifica de "farsa".Frederico Delgado Rosa, que brevemente vai lançar o livro "Humberto Delgado - Biografia do General Sem Medo", resultado de um trabalho de sete anos de investigação, lembrou que, com a extinção dos tribunais militares, "grande parte dos processos" ali decorridos foram para o "Arquivo Histórico Militar". Segundo o neto do general, a "dúvida" sobre o destino dado ao processo da morte de Humberto Delgado "ficou a pairar" até que, no âmbito da pesquisa que estava a realizar, precisou de "manusear" os autos no antigo Tribunal Militar de Santa Clara, Lisboa, e, após várias indagações, descobriu, em meados do ano passado, que este tinha ido, afinal, para o Tribunal Criminal da Boa Hora, Lisboa, mais concretamente para a 2ª Vara. O neto do "general sem medo" recebeu "autorização" para consultar o processo, mas qual é o seu espanto este estava numa "cave, todo empilhado no chão, em caixotes de cartão, sujeito a inundação e em péssimas condições de conservação". "As funcionárias judiciais nem sequer sabiam que tinham o processo", que inclui "cópia" do processo instruído em Espanha, relatou à Lusa Frederico Delgado Rosa, notando que nos autos está "documentação importantíssima", designadamente o dossier da "Operação Outono". Além da documentação original, existem também "diversas fotografias" no processo relativo ao assassínio do general, após uma cilada em Badajoz (Espanha), montada em redor de uma pretensa reunião com militares portugueses, oposicionistas a Salazar. Além de encontrar os autos na cave na Boa Hora, Frederico Delgado Rosa ficou ainda "espantado" ao saber que um dos volumes do processo estava num piso superior do tribunal, porque juridicamente este caso "estava ainda em aberto", porque "não se sabia se (o PIDE) Casimiro Monteiro estava vivo ou morto". Isto, apesar de, conforme lembrou o neto do general, o inspector da PIDE Sachetti já há muito ter dito publicamente que Casimiro Monteiro tinha morrido na África do Sul. "Vamos esperar até ao ano 3000 para saber se ele está vivo ou morto", criticou, questionando quais foram as diligências que a Justiça e o Estado português fizeram para descobrir se Casimiro Monteiro está vivo ou morto. "Aposto que não fizeram nenhuma (diligência)", antecipou. Inconformado com o estado em que encontrou o processo na Boa Hora, havendo "folhas rasgadas, outras dobradas e em péssimas condições", o neto do general alertou a Fundação Humberto Delgado para a situação, tendo esta intervido, sem efeito, para que a documentação saísse da Boa Hora e fosse entregue ao Arquivo Histórico Militar. Segundo Frederico Delgado Rosa, a resposta da Boa Hora à Fundação Humberto Delgado foi apenas a de que "o tribunal não antecipa decisões". Uma ocasião propíciaQuanto à decisão anunciada de transferir agora o processo da Boa Hora para o Arquivo Distrital de Lisboa (Torre do Tombo) o neto de Humberto Delgado considera tratar-se de "um golpe de teatro", feito com muita rapidez, já que a denúncia da situação é feita no livro biográfico do general a ser lançado a 7 de Maio na Assembleia da República. "O livro sai do prelo e é tomada esta decisão. Estou convencido que é uma decisão mais política do que judicial", em resposta às denúncias feitas no livro, disse, admitindo, contudo, à Lusa que "o mais importante é a salvaguarda e a conservação daquele património da história" de Portugal, num local mais seguro e adequado. O neto do general insiste, porém, que o "lugar mais natural" para o processo ficar é no Arquivo Histórico Militar, tanto mais que foi o Tribunal Militar do Campo de Santa Clara, Lisboa, a julgar o caso. Considerou ainda que a deliberação final aí tomada a 27 de Julho de 1981 foi uma "farsa", que serviu para ilibar Rosa Casaco, os seus superiores hierárquicos e "até o próprio Salazar", observando que "há pessoas ligadas ao sistema judicial português que sabem disso, mas não querem que se saiba". "Isso explica porque é que o processo estava metido na cave (da Boa Hora)", argumentou. Com esta transferência do material, disse esperar que o "processo seja conservado e reproduzido em vários tipos de suporte", pois "é um dever do Estado fazê-lo". "É importante uma microfilmagem, pois dura séculos", propôs, advertindo que "há quem gostaria que o processo ardesse ou ficasse inundado". A Lusa tentou obter um comentário do Ministério da Justiça à situação criada no Tribunal da Boa Hora, mas até ao momento não foi possível obter qualquer resposta. O ministro da Justiça, Alberto Costa, realizou ontem a entrega do "processo comum colectivo nº. 469/04.4TCLSB".
Segundo o Ministério da Justiça, o processo relativo ao assassínio de Humberto Delgado é composto por 18 volumes, 45 apensos e "vai ficar sob custódia do Arquivo Distrital de Lisboa a título de depósito, que se converterá em incorporação decorridos os prazos de conservação previstos em portaria de gestão de documentos dos tribunais".



E é assim que ainda nos dias de hoje se encontram muitos dos nossos arquivos, ora por ignorância, falta de meios, incúria ou mesmo propositadamente na expectativa de que por "artes mágicas" certos porocessos se percam em parte incerta...



Fonte: Público/Lusa

Processo de Humberto Delgado entregue à Torre do Tombo

Os 18 volumes do processo judicial do general Humberto Delgado, assassinado pela polícia política, foram ontem entregues ao arquivo distrital de Lisboa (Torre do Tombo) numa cerimónia presidida pelo ministro da Justiça.
Além de Alberto Costa, estiveram na cerimónia o ex-presidente da República Mário Soares, que foi advogado de Delgado, e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento.
Humberto Delgado, conhecido como «general sem medo» por desafiar a ditadura e
candidatar-se à Presidência da República nas eleições de 1958, foi assassinado pela PIDE a 13 de Fevereiro em Espanha, junto à fronteira portuguesa, perto de Mourão.
O vasto processo permaneceu nos últimos anos em péssimas condições de conservação, sujeito a inundações numa "cave" do Tribunal da Boa Hora, Lisboa, conforme testemunhou o neto do general, Frederico Delgado Rosa.


Fonte: Diário Digital / Lusa

23 Abril 2008

Obra de Saramago na exposição A Consistência dos Sonhos no Palácio da Ajuda

Vida e obra de Saramago vista como um romance

Abre portas hoje a exposição José Saramago – A Consistência dos Sonhos, na Galeria do Rei D. Luís I no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. Esta mostra parte de uma organização conjunta do Instituto dos Museus e Conservação, da Biblioteca Nacional de Portugal e da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. Esta exposição vai contar com obras inéditas do autor.

José Saramago considera que falta a Portugal espírito crítico. Falando à Comunicação Social no decorrer da apresentação da exposição A Consistência dos Sonhos, uma das maiores e mais completas mostras organizadas em torno da sua vida e obra considerou que: ”Nós, os escritores, não podemos salvar o Mundo nem o país em que vivemos. Mas há muito trabalho a fazer para construir um lugar onde Portugal possa reconhecer-se. Estamos um bocado aborregados. Talvez haja necessidade de rever drasticamente certas políticas, mas creio que o mais urgente é a definição de um cidadão cuja principal característica seja o uso do espírito crítico.”



O encontro com a Comunicação Social reuniu o escritor, o comissário e autor da ideia da exposição, Fernando Gómez Aguilera, da Fundação César Manrique, de Lanzarote, e o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. Para o governante, a “exposição é um verdadeiro romance. É uma descrição de uma vida que, sendo singular, é absolutamente universal”.


A exposição A consistência dos Sonhos, que inaugurou em Lanzarote no ano passado, é agora apresentada em Lisboa, num formato mais alargado, incluindo documentação da Biblioteca Nacional de Portugal (que estranha designação!!!). Estruturada em três grandes núcleos, a mostra possui uma forte componente multimédia e poderá ser visitada até 27 de Julho.

Uma exposição a não perder!!



Fontes: LUSA e JN

Dia Mundial do Livro - Prémio Cervantes

Entrega do Prémio Cervantes como acto central do Dia do Livro em Espanha!


A entrega do Prémio Cervantes ao poeta argentino Juan Gelman pelo rei Juan Carlos é um dos actos centrais do Dia Mundial do Livro, assinalado hoje nas principais cidades espanholas.


Gelman, que receberá o prémio na Universidade de Alcalá de Henares, explicou já que deverá discursar sobre o que "sugere" a obra de Cervantes, que o argentino considera "o mais apreciado" da língua espanhola.
Caberá a Gelman iniciar durante a tarde a 12ª leitura contínua de D. Quixote no Circulo de Bellas Artes, em Madrid, que analisará ainda o centenário da chegada de Antonio Machado a Soria.

Imagem: Juan Gelman
Na Catalunha, região com maior tradição desta celebração, cerca de 600 livrarias colocarão postos de venda nas ruas, para aproximar os livros do público.
Como anualmente, as novidades eleitorais disputarão o interesse dos leitores.
Este ano as atenções deverão virar-se para Carlos Ruiz Zafón - autor do bestseller "A sombra do vento" - cujo novo livro, "O jogo do anjo", vendeu 2830 mil exemplares no último fim-de-semana, primeiro que esteve à venda.
Noutros pontos de Barcelona estarão diversos autores como Isabel Allende, Matilde Asensi, Juan José Millás, Juan Eslava Galán, Paul Preston, Donna Leon, Noah Gordon, Julia Navarro, Quim Monzó, Tracy Chevalier e Josep Maria Espinás.
Madrid acolherá a 3ª noite dos livros, com mais de 450 actividades em que participam escritores e artistas, entre eles a cantora norte-americana Patti Smith.


Fonte: LUSA

Programa do Dia Mundial do Livro

Ficam aqui indicadas algumas iniciativas para comemorar este dia:

Alcobaça
Abril é o mês dos livros na biblioteca. "Festa dos livros" é o nome de um programa que inclui contadores de histórias, oficinas de livros e sessões de leitura.
Braga
A companhia Filandorra - Teatro do Nordeste vai apresentar, no Theatro Circo, a peça "A menina do mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Cascais
Oito horas de leitura sem parar é a proposta da Fnac do CascaisShopping, com início marcado para as 15 horas.
Coimbra
Trinta farmácias de Coimbra vão oferecer uma série de "receitas de leitura". Nos balcões, vão estar, a cada mês, 30 títulos cuja toma se aconselha, tendo em vista "a saúde do intelecto".
Famalicão
Até domingo, na Galeria Municipal da Antiga Casa do Malheiro, decorre mais uma edição da Feira do Livro de Saldo. Com descontos até 80%, a feira disponibiliza 10 mil títulos.
Gaia
Um ateliê de teatro, dirigido por Isabel Barros a partir da peça "Óscar", de João Paulo Seara Cardoso, é a proposta da Fnac do GaiaShopping. Às 15.30.
Grândola
Conversas à volta dos livros, exibição de filmes que resultam de adaptações literárias e uma exposição de pintura são as iniciativas com que a biblioteca local resolveu assinalar a data.
Loulé
O espectáculo "Onde está a escola?", do Grupo Klassikus, integra o leque de actividades a desenvolver na biblioteca local.
Oliveira de Azeméis
Do vasto programa organizado pela Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, destaca-se a iniciativa "Contos cruzados", que propõe a partilha de histórias por crianças e idosos.
Póvoa de Varzim
"Vamos passar o testemunho" é a iniciativa a decorrer no Auditório Municipal. Entre as 9.30 e as 24 horas, decorre a "Maratona das bibliotecas".

Livros e Leitores - alguns números sobre as letras




Uma vez que hoje se comemora o Dia Mundial do Livro ficam aqui alguns números realtivos à relação entre os livros e os leitores para uma reflexão ou para mera curiosidade.

Segundo os resultados de um inquérito de uma multinacional de estudos de mercado divulgados ontem, em 2007, em Portugal, foram vendidos cerca de 13,5 milhões de livros, correspondendo a 152 milhões de euros, e saíram 28,5 mil livros.
A literatura concluiu também a empresa Gfk - é o género que mais vende (29 por cento), seguido do infantil/juvenil, e Lisboa concentra metade das vendas.
Entre os cinco autores mais vendidos em 2007, lista encabeçada por Rhonda Byrne ("O Segredo"), figuram dois portugueses, José Rodrigues dos Santos e Miguel Sousa Tavares, indica a mesma fonte.
Num outro estudo, encomendado pelo ministério da Cultura e divulgado em Janeiro passado, indica que o volume de negócios do sector do livro em Portugal atingiu 318 milhões de euros em 2005.
De acordo com um inquérito de dois investigadores do ISCTE divulgado a semana passada, a maioria dos portugueses considera que a leitura é "importante" e tem vindo a crescer na última década, mas apenas 44 por cento afirmam ter o hábito de ler.

Fonte:Lusa

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor foi instituído em 1996 pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril, dia de São Jorge, em 100 países. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge (Saint Jordi) e recebem em troca, um livro. Em simultâneo, como já foi referido anteriormente, é prestada homenagem à obra de dois dos maiores escritores da história da humanidade, Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril. Partilhar livros e flores, nesta Primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão (tal como a Su teve a amabilidade de partilhar connosco).


A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).


Já anunciaram várias vezes a sua morte, mas o anúncio revelou-se prematuro: o livro está vivo e no dia que anualmente lhe dedica a UNESCO continua a valorizá-lo como "um instrumento único de cultura, educação, comunicação e divertimento".
O livro contribui para construir e manter o tecido educativo, cultural e económico das nossas sociedades, onde desempenha múltiplos e fundamentais papéis", diz o director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, na mensagem alusiva ao "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor", que é assinalado hoje em cerca de cem países.
O livro salienta o director-geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) "é o pivot de uma vasta cadeia de actividades e profissões geradoras de rendimentos e uma componente importante do desenvolvimento económico".
A UNESCO exorta também os decisores políticos e agentes económicos a reconhecerem "plenamente" o papel do livro e da leitura, salientando o "benefício" que isso representa para o mundo.


Nesta data celebra-se também o direito de autor. Um direito que é reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigo 27º) e pela Constituição da República Portuguesa (artigo 42º). O direito de autor funciona simultaneamente como garantia de defesa do património e dos valores culturais.


A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Desde então o dia 23 de Abril tem sido comemorado de diversas formas um pouco por todo o mundo. Em Portugal, o Dia será assinalado por bibliotecas, editoras e autarquias, e em Lisboa, uma das antigas livrarias da cidade cumprirá a tradição oferecendo uma rosa a quem comprar um livro. Neste sentido, hoje realizam-se feiras do livro, exposições, espectáculos culturais, palestras, declamações ou outros simples gestos de assinalar deste dia.

Fonte: LUSA

Dia do Livro, dia de S. Jorge

Desde 1996 que a UNESCO decidiu comemorar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor a 23 de Abril, também dia de São Jorge.
Este dia também ficou marcado pela morte de Shakespeare (dizem) e Cervantes.
Segundo a tradição catalã, os cavaleiros ao oferecerem uma rosa vermelha de São Jorge às damas, recebem em troca um livro.
Aqui ficam...


Uma rosa
Um livro

15 Abril 2008

Ministério da Cultura e Misericórdias assinam acordo

Ministério da Cultura e Misericórdias assinam acordo para preservar imóveis e arquivos


O ministro da Cultura e a direcção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) celebraram dia 4 deste mês em Fátima um protocolo para a recuperação do património imóvel, móvel e arquivístico daquelas instituições.
Para o ministro Pinto Ribeiro, a “lei do património prevê este tipo de parcerias” que são uma prioridade da tutela, visando sempre “recuperar e revivificar” os espaços culturais.
No seu entender, este e outros protocolos celebrados com instituições da sociedade civil procuram resolver um “problema de eficácia cultural e social” que ainda existe em Portugal.
“Os fundos escassos que temos para aplicar devem servir para trazer mais pessoas e alargar as parcerias”, acrescentou o ministro.
Por seu turno, o presidente da UMP, Manuel Lemos, considerou que este protocolo irá permitir “uma visão coordenada das intervenções a realizar” por cada instituição.
“É uma área nova que se abre ao nosso trabalho e que queremos agarrar com rigor e qualidade”, acrescentou Manuel Lemos.
O protocolo é válido por dois anos e envolve várias instituições do Ministério, que se comprometem a prestar apoio técnico à inventariação do património das Misericórdias com interesse cultural e prestar apoio técnico à valorização, recuperação, conservação e acompanhamento das intervenções em imóveis das Misericórdias.
No que respeita ao património móvel, a UMP contará com apoio técnico na área de museologia e em intervenções de conservação e restauro.
Já no que respeita ao último ponto do protocolo, os serviços ministeriais deverão disponibilizar on-line, em parceria com a UMP, “o inventário dos arquivos das Misericórdias e promover o apoio técnico à informatização dos arquivos, digitalização da documentação e preservação de arquivos digitais”.
Por seu turno, as Misericórdias comprometem-se a fornecer à tutela a sua bases de dados de imóveis com interesse cultural e em sensibilizar as instituições para o “empréstimo dos seus acervos documentais aos arquivos da rede DGARQ (Arquivo Nacional Torre do Tombo, Arquivos Distritais, Centro Português de Fotografia)” bem como “estimular e implementar” outras parcerias.
Além disso, a UMP irá sensibilizar as suas 384 associadas para a “cedência dos seus espaços aos serviços e organismos que integram o Ministério da Cultura tendo em vista a celebração de parcerias tendentes à dinamização e criação de redes”, refere o protocolo.
Fonte: Agência Ecclesia

14 Abril 2008

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Comemora-se no dia 18 de Abril o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Criado precisamente a 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios) e aprovado pela UNESCO, este dia tenta dar visibilidade aos monumentos e sítios (arqueológicos, bairros históricos, entre outros).

O tema deste ano é o Património Religioso e Espaços Sagrados. E o programa de comemoração é vasto e variado (visitas guiadas, teatro, exposições, música, filmes, peddy papers, actividades pedagógicas, entre outras actividades) de Norte a Sul do país.

Consultar o programa deste dia no seguinte endereço: http://18deabril.sapo.pt/index.php.

Imagem: Igreja de Santiago - Belmonte

11 Abril 2008

Arquivos Iberoamericanos

Archivos de Iberoamérica




O arquivista espanhol Pablo Durand Baquerizo criou uma página web intitulada Archivos de Iberoamérica. Esta página oferece informação muito interssante sobre recursos arquivísticos na América Latina, Espanha e Portugal. Inclui directórios de organizações profissionais, programas académicos e blogues sobre arquivística.








Tem informações relevantes no caso de Portugal, apesar de algumas limitações. Porém, é uma iniciativa a seguir com atenção.

07 Abril 2008

Preservação Digital


Recomendações para a produção de planos de preservação digital.


Foi publicada recentemente pela DGARQ uma compilação sobre preservação digital intitulada: Recomendações para a Produção de Planos de Preservação Digital.

Esta iniciativa denota um interesse cada vez mais crescente e premente para as questões desta temática. É fundamental que se comece a pensar e agir hoje para se evitar perdas no futuro. Por isso é uma obra a consultar com atenção.

Estas recomendações elaboradas sob a coordenação de Francisco Barbedo em parceria com Glória Santos, Luís Corujo e Mário Sant'Ana encontram-se no site da DGARQ.

26 Março 2008

Prioridades!!!!

Afinal quais são as prioridades da vida?


Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que “sim”. O professor pegou então numa caixa de fósforos esvaziou-a dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que “Sim”. Logo, o professor pegou numa caixa de areia e vazou-a dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um “Sim” retumbante. O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou: «Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, e o resto é só areia.» Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: - «Então e o que representa o café?» O professor sorriu e disse: «Ainda bem que perguntas! Isso é só para lhes mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com um amigo.»

A amizade é o que nos permite caminhar para a frente!!! Um obrigada a todos os que cultivam as amizades!!!

Cadernos BAD sobre Blogues

Blogues nos Cadernos BAD

Foi recentemente publicado um novo número dos Cadernos BAD.
E este número trata sobre blogues na área da Informação e Documentação. Mais um número que merece uma leitura e algumas reflexões!!! O sumário deste número encontra-se disponível no site da BAD.

16 Março 2008


“Os arquivos são o arsenal da administração e o celeiro da história.”


(Charles Braibant, 1970)



09 Março 2008

Our friends, the Archives

24 Fevereiro 2008

Quem foi que disse que os Arquivos não dão dinheiro?

"Um Arquivista, funcionário público de Nova Iorque, foi preso acusado de vender documentos históricos dos arquivos do governo pelo site de leilões eBay, informaram nesta segunda-feira as autoridades norte-americanas. Daniel Lorello, 54, de Rensselaer, Nova York, foi acusado de roubo, posse indevida e fraude.
Entre os documentos roubados, está uma carta de 1823 do vice-presidente John C. Calhoun e cópias do Davy Crockett Almanacs, panfleto escrito pela figura histórica que morreu em Alamo, no Estado norte-americano do Texas. (...)
O arquivista afirmou que apenas em 2007 pegou de 300 a 400 itens, incluindo as quatro páginas da carta do vice-presidente Calhoun, o que lhe rendeu ofertas de mais de US$ 1.700 enquanto os investigadores monitoravam as vendas. As autoridades recuperaram cerca de 400 itens levados pelo arquivista.
De acordo com Lorello, esta quantidade corresponde a aproximadamente 90% de tudo que foi levado, embora ele não determine quantos itens foram vendidos on-line. Nos leilões do eBay lançados por Lorello também constavam litografias da Currier & Ives, que ele descrevia como "em excelente condições". No leilão das cartas do vice-presidente Calhoun dizia "100% de satisfação garantida."
Fonte: Folha Online - 29/01/2008
Só é pena que não tenha sido da melhor forma...

22 Fevereiro 2008

Nós fazemos parte da estatística...

43 mil licenciados entram pelo cano
por Joana Pereira Bastos, Agência Lusa

Concluída a universidade mergulham no mercado de trabalho em apneia sem fim. Desesperados aceitam o que lhe aparece: caixas de hipermercados, recepcionistas, "call centers". Há cada vez mais licenciados em trabalhos não qualificados ou de baixa qualificação.

Pelo menos 43 mil licenciados desempenhavam em 2007 trabalhos de baixa qualificação ou não qualificados, como limpezas ou construção civil, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Sem emprego nas suas áreas, dizem-se "dispostos a tudo" para sobreviver.

De acordo com números estimados pelo INE com base no Inquérito ao Emprego, no ano passado 7.200 pessoas com formação académica superior estavam empregadas em trabalhos não qualificados. Vendedores por telefone ou ao domicílio, pessoal de limpeza, lavadeiras e engomadores de roupa, empregadas domésticas ou estafetas são alguns dos exemplos constantes da lista de trabalhos não qualificados, segundo a classificação nacional de profissões.

A estes, somam-se mais de 35.800 licenciados em trabalhos de baixa qualificação, que o INE integra em categorias como "operadores de máquinas e trabalhadores de montagem", "operários, artífices e trabalhadores similares" ou "pessoal dos serviços e vendedores". Seguranças, metalúrgicos, mecânicos, motoristas ou empregados de loja são algumas das profissões.

No total são pelo menos 43 mil os diplomados nestas situações, mais cinco mil do que em 2006. No entanto, o verdadeiro número de pessoas com excesso de formação para o trabalho que desempenham pode ser muito superior, uma vez que aquele conjunto não abrange os 46 mil licenciados que integram o "pessoal administrativo e similares", uma categoria que inclui empregados de recepção, telefonistas ou cobradores de portagem, por exemplo, além de funções mais qualificadas como escriturários ou gestores de conta bancária.

Cursos desenquadrados do mercado de trabalho

"Estão a aumentar os casos de não correspondência entre as habilitações e o tipo de trabalho, por um lado devido ao aumento do desemprego e, por outro, devido à falta de articulação entre as universidades e o mercado de trabalho. A formação nem sempre corresponde às necessidades do mercado", disse à Lusa Marinus Pires de Lima, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e especialista em Sociologia do Trabalho.

Apesar do número de diplomados por ano ter quase duplicado entre 1997/98 e 2005/06, quando atingiu os 71.828, Portugal continua a ser o segundo país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com a menor percentagem de pessoas com formação académica superior, apenas à frente de Itália.

De acordo com a OCDE, só 13% dos portugueses entre os 25 e os 64 anos têm um diploma do ensino universitário ou politécnico, o que corresponde a metade da média dos países-membros da organização (26%).

Ainda assim, em Portugal os diplomados têm cada vez mais dificuldade em arranjar trabalho. A taxa de desemprego entre as pessoas com habilitações superiores mais do que duplicou desde 2002 e hoje são quase 60 mil os que não conseguem um lugar no mercado.

"Call-centers" recheados de doutores

Fartos de esperar por um emprego condicente com os anos que dedicaram aos estudos, muitos jovens licenciados "arrumam" o canudo na gaveta e dirigem-se às empresas de trabalho temporário, dispostos a aceitar qualquer tarefa por qualquer remuneração.

"Cerca de 80% de todos os currículos que recebemos são de licenciados. São sobretudo da área das ciências sociais, embora também comecem a aumentar na área das ciências exactas", disse à Lusa Sónia Silva, directora da Select, uma das maiores empresas de trabalho temporário a operar em Portugal.

Só no mundo dos "call-centers", onde o pagamento à hora fica-se em média pelos 2,5 euros, 35% dos cerca de 7.500 operadores têm um curso superior, segundo a Select. Também nos super e hipermercados são cada vez mais os diplomados na reposição de stocks ou atrás das caixas registadoras.

O grupo Auchan, proprietário das marcas Jumbo e Pão de Açúcar e um dos líderes no sector da distribuição alimentar, por exemplo, não foge à regra. Cerca de 10% dos 7.100 colaboradores têm um "canudo" e 270 são operadores de caixa.

Geração desperdiçada

"É paradoxal que um país que tem tão poucos licenciados desperdice desta forma pessoas especializadas que estudaram anos a fio". É assim que Daniela, de 27 anos, resume o seu "desencanto". Licenciada em Engenharia do Ambiente pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde está agora a concluir um mestrado, nunca conseguiu uma oportunidade de trabalho correspondente à sua formação. Sempre sonhou trabalhar na conservação da Natureza, mas hoje é empregada num bar da capital, onde ganha o equivalente ao ordenado mínimo nacional.

Com o curso acabado há dois anos, Daniela lembra-se de ter chegado a enviar mais de 50 currículos por semana, mas quase nunca recebeu resposta. Candidatou-se a seis bolsas de investigação, mas todas foram negadas. Sente-se num "ciclo vicioso": "Pedem sempre pessoas com experiência e por isso nunca me aceitam, mas se nunca me derem uma oportunidade, nunca poderei ganhar experiência".

"Se nada mudar, terei de começar a pensar em sair de Portugal. Se o meu país não me valoriza, talvez outros o façam", desabafa.

"Revoltada" e "desencantada" é também como se sente Ana, de 32 anos, psicóloga clínica, com uma pós-graduação em Psicoterapia. Depois de oito anos a trabalhar num "call center" para pagar os estudos, deixou os telefones em 2006. Alugou um consultório e também dá consultas num hospital, mas no final do mês recebe cerca de 400 euros. "Desesperada", diz-se na disposição de concorrer "a rigorosamente qualquer coisa" e pensa passar a engomar para fora. Por enquanto, sente que já não lhe é permitido sonhar muito e questões como construir família e ter filhos nem sequer se podem colocar.

"A minha geração está profundamente deprimida. Andámos a tirar licenciaturas e pós-graduações para não ter emprego ou arranjar trabalhos a ganhar uma merda. Vivemos à custa dos pais, sem termos sequer condições para sermos independentes e vivermos condignamente. Sentimos que o Estado não faz nada por nós. Estamos por conta própria".


O que fazer para inverter esta situação?????????????

18 Fevereiro 2008

História Perdida!!

Encontra-se patente no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, a maior exposição sobre o comércio ilícito de antiguidades intitulada: História Perdida: uma exposição acerca do comércio ilícito de antiguidades no mundo.

Esta esposição organizada pela Fundação Helénica da Cultura vai estar patente até o dia 31 de Março de 2008.

Temos uma mostra de como se perde o património ao nível museológico, mas que pode ser transposta para a dimensão dos arquivos e bibliotecas. É o património que é saqueado e a memória da humanidade que se desvanece.

08 Fevereiro 2008

Seminário Projecto Arquivos de Arquitectura


No próximo dia 14 de Fevereiro vai realizar-se o Seminário Projecto Arquivos de Arquitectura: Disponibilização dos Espólios de Raul Lino e Cristino da Silva, a partir das 10h00 no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian.

E tem o seguinte programa:
10h00 - 10h20
Abertura
Teresa Patrício Gouveia
Administradora da Fundação Calouste Gulbenkian
Jaime Quesado
Gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento
José Afonso Furtado
Director da Biblioteca de Arte

10h20 - 11h15
Apresentação do Projecto Arquivos de Arquitectura
Ana Paula Gordo
Directora Adjunta da Biblioteca de Arte

Espólios Raul Lino e Cristino da Silva: um contributo para o estudo da história da arquitectura portuguesa do século 20
Ana Barata
Biblioteca de Arte

A Fundação Calouste Gulbenkian e a investigação em Arquitectura: uma experiência pessoal dos espólios Raul Lino e Cristino da Silva
Susana Lobo
Arquitecta - Darq-FCTUC, Bolseira de Doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia

11h15 - 11h30
Pausa para café

11h30 - 12h40
Arquivos de Arquitectura e sistemas de informação sobre Arquitectura: uma relação cooperativa
João Vieira
Coordenador do Departamento de informação, Biblioteca e arquivos do IHRU, membro da Direcção da Secção de Arquivos de Arquitectura do ICA

Registar e comunicar a informação: o processamento bibliográfico de arquivos de arquitectura na Biblioteca de Arte
Eunice Silva Pinto, Ana Caldeira
Biblioteca de Arte

Conservação e restauro de espólios de arquitectura: que intervenção, que metodologias? Contributos para uma reflexão
Constança Rosa
Biblioteca de Arte

12h40 - 13h00
Debate

13h00 - 14h30
Almoço

14h30 - 16h00
Uma casa atlântica, Berlim em Lisboa ou os problemas do velho Direito de Autor na Net
Manuel Lopes Rocha
Advogado, PLMJ advogados

Imagens de arquitectura: políticas de acesso
Jorge Resende
Biblioteca de Arte

Para além das aparências: produção, organização e disponibilização de objectos digitais
Paulo Leitão
Biblioteca de Arte

16h00 - 17h00
Debate.
Encerramento


Para quem puder é uma oportunidade única para explorar alguns temas bastante interessantes!!!!

Guia de Fundos e Colecções Fotográficas

Já se encontra disponível o Guia de fundos e colecções fotográficas 07 compilado e pubicado pela DGARQ/CPF (Centro Português de Fotografia. Esta publicação teve o apoio do POC e foi coordenado pelo Doutor Silvestre Lacerda e pela Doutora Natália Gravato.

É um guia de extrema importância e relevância a consultar!!

07 Fevereiro 2008

Processos da Inquisição de Lisboa vão ser digitalizados

Digitalização de Cinco milhões de imagens do arquivo da Inquisição

Cinco milhões de imagens do arquivo da Inquisição de Lisboa vão estar disponíveis on-line. O processo de recuperação e digitalização integral dos 17.980 processos, referentes ao período entre 1536 e 1821, ainda vai demorar cerca de três anos a estar completo, mas constitui, sem dúvida, uma boa notícia para os investigadores.
O anúncio foi feito pelo director do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Silvestre Lacerda que considera que a disponibilização destes processos é uma prioridade, já que são os mais consultados e os mais procurados por investigadores nacionais e estrangeiros.
O custo do projecto foi avaliado em um milhão de euros, mais de metade financiados pela REN (Redes Energética Nacionais), o mecenas desta iniciativa.
A Inquisição, como tribunal eclesiástico, perseguiu e condenou aqueles cujas acções e convicções diferiam das leis da Igreja Católica. De acordo com o historiador António Borges Coelho, a Inquisição de Lisboa é especialmente relevante no contexto português, já que "as comunidades estrangeiras estavam sediadas em Lisboa, a liberdade de pensamento emergia mais facilmente, os livros clandestinos chegavam mais facilmente a Lisboa".
Era mais fácil encontrar na capital as principais vítimas da Inquisição: os judeus, as bruxas, os mancebos, os homossexuais, explica o historiador. "Os processos da Inquisição de Lisboa são especialmente ricos por isso."
O escritor e dramaturgo António José da Silva foi uma das vítimas do Santo Ofício. Preso e torturado pelos membros da Inquisição por ser judeu, acabou por ser queimado num auto-de-fé. Este é apenas um dos muitos processos que vão estar acessíveis a partir de qualquer computador.Para António Borges Coelho, a digitalização destes processos "é uma notícia magnífica", mas não é suficiente para reavivar na memória que "milhares de pessoas passaram pela humilhação dos autos-de-fé". E lança a questão: "Para quando uma oliveira nas praças portuguesas, em Lisboa, Évora, Coimbra, onde mais de 2000 pessoas foram queimadas por expressarem opiniões diferentes?".
Fonte: Jornal O Público
Mais uma iniciativa a seguir com atenção!!!

06 Fevereiro 2008

Portal Europeu de Arquivos na Internet

Madrid vai coordenar Portal Europeu de Arquivos na Internet

O governo espanhol vai coordenar a criação de um Portal Europeu de Arquivos na Internet que pretende unificar recursos arquivistas até aqui dispersos e que conta, entre outros, com a participação de Portugal.
O projecto, parcialmente financiado pela Comissão Europeia, através da iniciativa eContentplus, abrange ainda países como a Finlândia, a França, a Alemanha, a Suécia, a Grécia e Eslovénia.
Segundo o Ministério da Cultura espanhol o objectivo do projecto é unificar os arquivos europeus, conseguindo que estes estejam disponíveis na Internet. Deverá facilitar o acesso a documentos e fundos de arquivo em instituições de património cultural, independentemente da sua condição pública ou privada.
Os utilizadores do futuro portal, que se espera esteja pronto em três anos, podem identificar e localizar os recurso, difundir os fundos custodiados nos arquivos e assim evitar a necessitar de transferências. Poderão ainda solicitar reproduções de documentos.

Fonte: Diário Digital/Lusa


30 Janeiro 2008

Dadus

Dados Pessoais - Dadus

No Dia Europeu da Protecção de Dados, a CNPD apresentou publicamente o seu Projecto Dadus.
Este projecto, desenvolvido para sensibilizar alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico para questões tão importantes como a protecção dos dados pessoais enquanto se utiliza a internet, foi desenvolvido no âmbito de um protocolo assinado com o Ministério da Educação em 2007.
Será assim lançado já no final deste mês nas escolas públicas do continente, sendo intenção da CNPD alargar o projecto às Regiões
Autónomas.
Para além disso, a CNPD disponibiliza ainda um
Blog do Dadus. Um espaço que se pretende de comentários, ideias, links para fichas e passatempos.

Este projecto revela-se ser um excelente meio de informação e alerta para os perigos do uso da internet.

Alguns Links úteis de Software livre

Pode ser que seja útil:

Sistema Operativo - Linux
Sistema Operativo – Linux – aplicação Caixa Mágica
Antivirus para Windows - Clamwin
Firewall, autenticação de website e mais - Comodo
Web browser e correio electrónico – Mozilla
Gestão de pesquisas/referências on line – ZoteroOpenOffice – versão portuguesa
Diagramas de fluxo – Dia
Gestão de conteúdos/gestão documental – Alfresco

29 Janeiro 2008

A Torre de Babel – Concertações na funcionalidade do Arquivista.


Vou falar vos sobre algo que todos nós já vimos, sentimos, pensamos.


Mas sentimos nos excessivamente apavorados para falar desta invasão!.......

Será Possível?

Sim é possível….

Preparem-se! Vou falar vos do famoso……

Ratione officii Arqui vaisto - Estudo da Dinâmica Animal.

Este artigo pretende constituir um espaço de reflexão sobre a importância do estudo do comportamento animal e alerta para um Espécie pouco estudado (ainda não referida no Dicionário de arquivística…grave falha… então? ai….) o seu habit natural são os verdes prados das planícies universitários aonde se estabelecem, caçam, proliferam e acasalam.

A característica que define esta espécie é a sua total aversão a responder a questões básicas… este comportamento é o resultado directo desta subespécie da raça arquivística utilizar um cérebro grandemente deteriorado, uma síndrome incomum denominado Ratione officii Arqui vaisto que dá o nome à espécie.

Este síndrome é caracterizado por uma elevadíssima auto-estima, uma soberba aptidão de sobrevivência, e um pequeno Q.I. Esta combinação gera um interessante estado físico, raramente observado em cativeiro, em que o animal é acometido por diarreias verbais, e o seu discurso é composto por indecifráveis construções frásicas e um rame rame sobre questões normativas imaginárias.

Esta espécie pode ser facilmente reconhecida através deste simples teste.

(Por Favor usem de precaução e um tampão para os ouvidos quando o fizerem!)

Aluna – Bom dia Sr Professor - Afirma a inocente aluna de ciências documentais.

Ratione officii Arqui-va-isto– olá…jovem… estava aqui Justamente a reflectir ( Tavas …tavas..) sobre a questão do sistema arquivístico anglo-saxónico que embora se encontre dominado pelas deliberações do planeamento estratégico oficializados na conferência de Luxemburgo de 98, na realidade encontra-se no seu universo técnico reflexos claros das ilustres jornadas de 39. hahahahahahahah. Ou seja, acaba por ser uma incoerência no sistema deveras delicioso ( ri estupidamente, pois também não tem noção do que está a dizer)..

O território de caça deste espécimen é bastante diversificado sustenta-se através da arte de se introduzir nos Cursos de Pós graduação de forma a adquirir uma aura de sabedoria. Para ser um Veterano Moairelis (macho alfa da matilha), tem de dar aulas em pelo menos três cursos superiores ( de ciências documentais) diferentes.

Garatujar artigos para diversas revistas da especialidade chefiadas por outros espécimen é um modo de socialização e de estratificação social. Geralmente a sua estratificação social é ditada pelo número de artigos publicados em revistas da comunidade (obrigatoriamente tem de escrever pelo menos cinquenta artigos, em que referem sempre o mesmo tema, as mesmas preocupações, as mesmas palavras e ganham pontos se se citarem a si próprios), e pelo número de conferências, jornadas, encontros, grupos, blogues que conseguirem assistir, fazer parte ou criar.

Porém cuidado, apesar de falar, escrever, comer, respirar arquivos, esta espécie nunca tocou num documento, e, não sabe o que fazer perante uma pilha de documentos sujos.

É altamente susceptível ao pó e à labuta manual, e confrontado com trabalho prático de organização, entra em espasmos cerebrais e atira-nos com um trilião de normas, de regras, de leis e esconde se atrás do quadro, aonde escreveu três gráficos diferentes sobre as possibilidades geo-estratégicas e os passos necessários para a organização de um sistema nacional de arquivos.

Contudo jamais prendeu um documento nas suas mãos.

Nunca limpou uma velha pasta, a abriu e lhe descobriu os segredos.

Nunca escreveu uma cota, apesar de escrever vários e discutidíssimos livros sobre catalogação.

Nunca atendeu um investigador, apesar das milhares de conferências que assistiu sobre gestão de qualidade nos serviços.

Nunca se deparou com salas e salas repletas de documentação acumulada, apesar de conhecer todas as normas, todas as regras.

Nunca foi arquivista.

Nunca foi capaz de escrever sobre a natureza da profissão, sobre a sua alma. Sobre quem somos, quem queremos ser.

Nunca trabalhou em arquivo.

Nunca sujou as suas mãos.

Nunca os olhos lhe doeram do pó.

Nunca carregou com caixas.

Nunca se apaixonou pelos documentos.


É na realidade um pobre doente…que não compreende que por detrás das normas e gráficos aonde se esconde…está uma anomalia, um distúrbio de personalidade….um nada…o vazio…


Por Favor, ao reconhecer um membro desta espécie….ignorem no……ao fim ao cabo, é uma espécie em vias de extinção.

27 Janeiro 2008

Imperativo consultar!!!

"O Centro de Documentação e de Publicações da Fundação Cuidar O Futuro já tem disponível na Internet, o arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo, através do endereço electrónico http://www.arquivopintasilgo.pt/

Poderão ser consultados 10.000 documentos e 100 fotografias, que constituem uma parte substancial do acervo documental da Engenheira Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004), por esta doado à Fundação Cuidar o Futuro.


O arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo reúne na sua totalidade cerca de 50.000 documentos e 4.600 espécies fotográficas acumulados ao longo da sua vida pessoal e profissional.

Pretende-se recuperar um património de importância singular para a memória portuguesa, seja por Maria de Lourdes Pintasilgo ter ocupado um dos mais altos cargos da vida política, o de primeira-ministra, seja pelo protagonismo que alcançou nos circuitos nacionais e internacionais através da sua forte presença intelectual e cívica.

O tratamento e informatização do arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo tem sido desenvolvido desde Fevereiro de 2006, no âmbito do projecto Memória na Internet de Maria de Lourdes Pintasilgo, apoiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento do III Quadro Comunitário de Apoio."

Fonte: Fundação Cuidar o Futuro

19 Janeiro 2008

Daniel Blaufuks contrói "Arquivo" com uma colecção de memórias

"Conservação, erosão, apropriação, esvaziamento, branqueamento, (ir)reprodutibilidade da experiência ou ficcionalização da identidade são algumas das questões levantadas pelas fotografias e instalações que Daniel Blaufuks inaugura hoje, em Lisboa, na Vera Cortês Agência de Arte [Av. 24 de Julho, 54, 1ºEsq. Lx, até 23 de Fevereiro].

Arrumadas sob o título "O Arquivo", todas estas peças recentes jogam "por um lado, com a ideia de conservação e registo, e por outro com a efemeridade dos meios", explica ao DN o artista, que há anos trabalha temáticas como a memória ou o exílio.

Neste caso, Blaufuks abordou as diferenças e os cruzamentos entre "arquivo público e privado", conduzindo o olhar do espectador pelas seis salas de modo a que, no final, se questione as próprias noções de tempo e espaço, geral e particular, real e ficção.

Ao colocar lado a lado fotografias suas e imagens ou diapositivos de que se apropriou, o artista questiona, no limite, a integração de "arquivos alheios" nas memórias pessoais.

Se as cassetes e o computador arcaico evocados na primeira sala recordam o problema da duração dos suportes de registo, já as imagens da série Memento Mori, que tenta ordenar alfabeticamente lápides funerárias judias onde apenas se lêem os apelidos, conduzem a análise para o campo simbólico da vida e da morte. "Qualquer pessoa é um arquivo e, quando alguém morre, há um arquivo que desaparece", lembra Daniel Blaufuks.

Em O Arquivista, auto-retratou- -se num banho ritual fúnebre, levando ao extremo a "ideia de se arquivar a si próprio numa caixa". Primal Memory cruza diapositivos idílicos de África e paisagens retiradas a Shoah, filme sobre o Holocausto de Claude Lanzmann, em busca do rasto da memória.

Nos seis pequenos filmes exibidos em iPods, seis pessoas falam do que se lembram, partilhando memórias imediatas que seguem o ritmo do acaso. E na série Álbum, as fotografias esboçam a história possível de alguém que coleccionou objectos únicos como postais, recortes ou bilhetes de espectáculos.

Com algumas referências a séries anteriores, como Terezín ou A Perfect Day, "O Arquivo" reitera, afinal, a impossibilidade de conclusão de um arquivo. No final da exposição será lançado um livro de autor, com textos de Blaufuks, Gonçalo M. Tavares ou Eduardo Prado Coelho."

Fonte: DN 11-02-08

16 Janeiro 2008

15 Janeiro 2008

A espera...

E enquanto não conseguirmos exercer, sugiro a leitura abusiva da página http://joaquim_ribeiro.web.simplesnet.pt/Arquivo/index.htm não vá passar tanto tempo que começamos a perder o abc da Arquivística!!!

Boas leituras e bons sonhos!

03 Janeiro 2008

Bom Ano de 2008 para Todos!!!

A todos os arquivistas ou aspirantes a tal e a todos os que visitam este blogue

Um excelente ano de 2008 para todos com muita saúde, paz, amor e realizações pessoais e profissionais!!!


Tudo de bom para todos.

18 Dezembro 2007

Frase do dia

" Todo o planeamento que não possa ser alterado não presta"

Púbio Siro

22 Novembro 2007

Frase do dia

"Aqueles que não precisam de trabalhar chamam o trabalho de virtude para enganar quem trabalha"
Santiago Rusiñol y Prats

17 Novembro 2007

Arquivo de Praga

Cidade onde estive recentemente. Não me importava de trabalhar lá!

O edifício é sui generis para um arquivo, mas dará certamente muita vida ao dia-a-dia de um arquivista!


Site do Arquivo: http://www.ahmp.cz/eng/index.html



Para descontrair em final de semana...


15 Novembro 2007

ArqRob – Arquivo Electrónico – Disponibilização de documentos on-line

Já se encontra acessível o arquivo electrónico da Fundação Robinson – o ArqRob (ver em http— www.arqrob.org-.url ).
Este projecto de arquivo electrónico enquadra-se no Programa Operacional de Cultura (POC) visando dar expressão à medida “Utilização de Novas Tecnologias da Informação para Acesso à Informação”, nomeadamente através de acções de inventariação e divulgação do património imóvel e móvel e sua divulgação.
O ArqRob enquadra-se numa linha de intervenção mais lata que pretende, por um lado, fixar documentalmente a memória do Espaço Robinson, isto é, do território da Fábrica, e por outro, afirmar a Fundação Robinson como um centro de investigação privilegiado no estudo das etapas da industrialização portuguesa a partir de oitocentos.
A missão do ArqRob passa pela preservação e difusão da documentação oral e escrita, seja manuscrita ou impressa, bem como de outras colecções de artefactos que testemunhem a memória da fábrica Robinson, da industrialização e da cidade de Portalegre. Visa permitir a investigação e disponibilização on-line de documentos, para benefício dos investigadores nacionais e estrangeiros, assim como das escolas ou dos simples curiosos.
Uma vez que o ArqRob é um arquivo electrónico e dado que a Fundação Robinson não é detentora, ao momento, de documentação histórica passível de ser disponibilizada em linha, o acervo integra documentos custodiados por outras entidades, contemplando as descrições arquivísticas e, sempre que possível, a imagem digitalizada do documento. O acervo está estruturado de acordo com a proveniência da documentação: ADPTG - Arquivo Distrital de Portalegre, CID/DGEEP - Centro de Informação e Documentação da Direcção-Geral de Estudos Estatística e Planeamento, AMOPTC - Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, AN/ TT – Arquivo Nacional/ Torre do Tombo.
A estrutura temática obedece em grande medida aos quatro núcleos principais considerados na construção do ArqRob: “A família Robinson”, “A Fábrica Robinson”, “A Fábrica e o espaço urbano de Portalegre” e “Os operários da Fábrica Robinson”.

É um projecto para ver e seguir.

ISIAH - Norma Internacional para Instituições com Acervo Arquivístico

Mais uma norma disponível para auxiliar os arquivistas na dura tarefa de regulação descritiva.
No site do CIA encontra-se o draft com esta norma proposta pelo já nosso conhecido Comité de Boas Práticas.
A ISIAH pretende orientar de modo normativo as descrições das entidades produtoras ou custodiais de arquivo que permitirá a circulação da informação em rede e sobretudo para a difusão na Internet. Revela-se, pois um instrumento bastante útil para os arquivos que realizam descrições a as difundem em rede.
É importante realçar nesta norma a possibilidade de orientação para a produção de estatísticas de âmbito regional, nacional e internacional.

02 Outubro 2007

Sinto me Ofendida!


Ao incauto pesquisador de um possivel anúncio de trabalho será dificil reparar que a maioria dos anúncios que surgem nos diversos sites de emprego para Arquivistas, solicitam o 10º ano, ou o 9ºano, e pasmem-se, para desempenhar funções na Área de arquivo é necessário deter, "sentido de organização".


Mas para aqueles que tiveram de tirar um curso superior e um pós graduação de dois anos para poder aceder sequer ao estatuto de Técnico superior de Arquivo, como eu, arrepio me até às entranhas com este anúncios.



Afinal se soubesse que bastava " ser organizado" nem a primária tinha feito, porque aparentemente um curso superior por estas terras, é quase motivo de vergonha.


Eu pelo menos tenho vergonha.


Mas mais vergonha tenho da Apbad.


Esta Associação que supostamente deve


"Defender os interesses dosseus associados em todos os aspectos relativos às suas actividades ecarreiras, bem como reforçar os laços de solidariedade;" , tem agido, como a pior inimiga das classe dos arquivistas e bibliotécarios.


Uma organização de amigalhaços, que promovem cursos com preços exorbitantes, para os amigalhaços...


com " congressos" inócuos e vazio de conteúdos e de expressão ...para os amigalhaços....


Ah e claro, não podemos esquecer a publicação com os artigos dos vossos amigalhaços...


Mas toleramos.


E porque?


Porque não existem mais Associações.


Porquê podemos ainda dizer " Ai e tal, nós temos uma Associação..."


Deus....


Tenho tolerado, porque apesar de esta instituição ser completamente desadequada às nossas necessidades, vazia de expressão e completamente alheia das necessidades dos seus profissionais tem tido pelo menos o bom senso de ter colocado uma página"Bolsa de emprego" na qual as intituições colocam anúncios.



Vá lá!



Agora a Associação APBAD publicar este anúncio,é VERGONHOSO!


O grupo X, empresa na área da comunicação social, pretendeidentificar profissional para a sua equipa em Lisboa, para desempenhara função de Arquivista Fotográfico, que terá como principais tarefas ade catalogação de fotografia, e a sua inserção em base de dados.Requisitos:- Habilitações mínimas ao nível do 10ªano escolaridade.- Bons conhecimentos de Excel e de photoshop ao nível do utilizador.- Preferencialmente com curso de documentação e arquivo. Serão ainda considerados requisitos de selecção, profissionais comfacilidade ao nível do relacionamento interpessoal, trabalho em equipae possuidores de cultura geral acima da média.”


Atente-se ao Preferencialmente....se não ...deixem lá...


Asssim como assim....Puffff


Ou só o fazem Preferencialmente, ou seja de preferencia a Apbad tenta..vá lá....fazer alguma diferença....se não..olha...azar.



Acham que promover este tipo de anúncio, que diminui a credibilidade dos profissionais da informação quer junto da sociedade que nos encontramos inseridos, como das intituições que buscam profissionais qualificados é "auxiliar as carreiras"?


Claro...parvos são as instituições que na vossa Bolsa de Emprego solicitam Técnico Profissional ou Superiores.


Ah e expliquem me lá, oh Associação....como é que tem a CORAGEM de colocar anúncios de "Procura de Trabalho" com...


e agora a parodiar...porque a realidade é bem pior...


Sou Salóme, licenciada em matematica e gostava de trabalhar em biblioteca.


Sou Manuel Joaquim, tenho 3 cadeiras de História e experiencia em arquivo. Ofereço me para trabalhar em arquivo Municipal.


Ou...Sou licenciada no curso de Professores do 1.º e 2.º Ciclo, varianteE.V.T., procuro colocação numa biblioteca na zona de Lisboa ou Grande Lisboa, para prestação de serviços....



Claro vais arranjar...de certeza... até porque PREFERENCIALMENTE.::::::::::..não tens pós graduação....



Hummm será que visitar o Bastionário da Ordem dos Médicos ou Advogados, vamos encontrar muitos anúncios deste género.


Olá, Sou X . licenciado em Geografia e gostaria de trabalhar como Cirurgião Plástico na Zona da Grande Lisboa.


Lembra te que Tu Podes mudar o mundo.


Uma pessoa de cada vez.











24 Setembro 2007

III Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação

III Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação
Gestão de Arquivos – da Custódia à Comunicação

Local: Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra, Alcobaça Sábado, 29 de setembro de 2007
Inscrições: € 40,00

Coordenação: Armando Malheiro da Silva (CEIS 20), Alfredo Caldeira (FMS)
Direcção dos Módulos: Julce Cornelsen, Mestra pela ECA da USP, Professora da Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil

Os Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação resultam do Protocolo assinado em Alcobaça, a 12 de Abril 2003, entre a Fundação Mário Soares e o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, a que se associou a Câmara Municipal de Alcobaça.
Os I Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação, dedicados aos Arquivos Políticos, tiveram lugar no Centro de Estudos de Alcobaça da Universidade de Coimbra, de 16 a 20 de Setembro de 2003. Os II Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação tiveram lugar de 20 a 22 de Setembro de 2006, abordando a temática dos Testemunhos Orais e a preservação da Memória Digital.
Estes III Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação, agora focados na Gestão de Arquivos - da Custódia à Comunicação, pretendem abordar, de modo sistemático e com base na análise de casos concretos, os seguintes temas principais:
· Dos Arquivos Nacionais aos Lugares de Memória
· Modelos de Gestão e Comunicação
· As Novas Tecnologias e o Imperativo do Acesso

Contactos e inscrições: Dra. Margarida Anastácio tel. - 262580870 fax - 262580871 Email - mmca@ci.uc.pt

Programa:

09.30 - Acolhimento dos Participantes
10.00 - Abertura
10.15 - Intervenção de Abertura: Silvestre Lacerda, Director da DGARQ
11.00 - Intervalo café
11.15 - Módulo 1 – Dos Arquivos Nacionais aos Lugares de Memória
12.15 - Debate (coord. Alfredo Caldeira)
13.00 - Intervalo para almoço
14.30 - Módulo 2 – Modelos de Gestão e Comunicação
15.30 - Intervalo café
15.45 - Debate (coord. Armando Malheiro da Silva)
16.30 - Módulo 3 – As Novas Tecnologias e o Imperativo do Acesso
17.30 - Debate (coord. Alfredo Caldeira)
18.00 - Encerramento Fernanda Rollo (Inst. De História Contemporânea/FCSH da UNL)

Inacreditável!!!!! Desaparecimento de documentos de instituições públicas!!

Documentos raros na Biblioteca Nacional Espanhola podem ter sido furtados por investigador argentino

Um investigador argentino pode ter sido o responsável pelo furto de documentos raros na Biblioteca Nacional Espanhola (ocorrido nos finais do mês de Agosto), deu a entender a ex-directora da instituição Rosa Régas.
Em causa estão dois mapas-mundo do século II, publicados numa edição de 1482 da obra "Cosmografia", do geógrafo grego Ptolomeu (apenas disponíveis para investigadores acreditados na Sala Cervantes) e algumas páginas que terão sido arrancadas de exemplares de obras dos séculos XVI e XVII.Rosa Régas, que se demitiu do seu cargo, após este incidente, disse à rádio Catalunya haver indícios que apontam para o envolvimento de um investigador argentino recomendado pela embaixada espanhola em Buenos Aires.Esta situação levantou uma grande polémica nos meios culturais de Madrid e pode explicar a demissão súbita de Rosa Régas, atribuída pela própria à falta de confiança que o novo ministro da Cultura, César Antonio Molina, demonstrou a seu respeito.Segundo o jornal "El País", Molina considerou "salutar" que os directores da Biblioteca Nacional assumam as suas responsabilidades e afirmou que a demissão de Régas vai dar maior celeridade ao plano de modernização previsto para a instituição.
E no nosso País???
Roubos em bibliotecas nacionais
O último furto na Biblioteca Nacional Portuguesa foi noticiado em Fevereiro deste ano.
Ao todo 35 ilustrações do surrealista Cruzeiro Seixas desapareceram da ala de reservados, em 2005. O caso foi arquivado e considerado inconclusivo pela Polícia Judiciária.
Jorge Couto, director da Biblioteca Nacional, calculou na altura o valor do roubo entre 35 mil e 40 mil euros.

22 Setembro 2007

Archivist Offers a Look at a Day in the Life of the Hoover Archives

"A Day in the Life of the Hoover Archives," a presentation by Hoover research fellow and project archivist Anatol Shmelev, November 4 and 5, offered a rarely seen look into the internal workings of the Hoover Library and Archives.

"The archives does more than collect," Shmelev said. "We must organize, preserve, and then disseminate materials to the public." Shmelev, who has been with the Hoover Institution since 1997, is the project archivist for the Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL) collection.
Using that collection Shmelev walked the audience through the process the archives uses in making documents available.""
Iniciativas destas precisam-se!!!!

08 Setembro 2007

The Archivist’s Story

The Archivist’s Story*, de Travis Holland

"Estamos em Moscovo, no ano de 1939.
Pavel, um antigo professor de Literatura, é agora arquivista na temível [prisão de] Lubyanka. Mas não está só. Em Moscovo, andam também a mãe e Elena, Semyon e Natalya, e outros amigos e amigas de Pavel, e os filhos e as filhas dos seus amigos, e gente anónima que ele encontra nas ruas, no metro, no eléctrico e no comboio. E também por lá andam, entre outros, Sevarov, Radlov, Beria, Molotov e Estaline.
Sim. Travis Holland arrasta-nos para um encontro com a História: a Rússia de Estaline, Butyrka, Lefortovo, Lubyanka e o NKVD, o Acordo de não-Agressão com a Alemanha de Hitler e a divisão da Polónia.
Tudo começa num encontro com o escritor Babel. Só que, de repente, já não sabemos o que é história e ficção, ou se é tudo história, ou se tudo não passa de ficção.
Quando damos por isso, já somos nós quem encarna a dor, o sofrimento e a angústia. Já somos nós quem é arrastado pelos corredores da Lubyanka e treme só de ouvir as chaves tilintar. Já somos nós quem anda pelas ruas de Moscovo sempre a olhar à volta, sempre a olhar para trás. Já somos nós quem sente um aperto no coração só de ouvir alguém bater à porta. Já somos nós quem não sabe o que é melhor: se ficar à espera, ou se fugir.
Descobrimos, então, que há algo que consome mais do que a própria morte: O Medo.
E, quando chegamos ao fim e verificamos que estamos sentados na cama ou no sofá, num banco do metro, do eléctrico, do comboio ou do autocarro, na praia ou no campo, então, respiramos fundo.
Afinal, apenas acabámos de ler um livro extraordinário. "


Á de Moura Pina

* Uma tradução de «A história do arquivista» será brevemente editada em Portugal.


Fonte: Blog Abrasivo


Este promete!!!

Curiosidade

The Archivist Cookbook

"Favorite recipes from members of the University of Wisconsin-Madison's student chapter of the Society of American Archivists. Archivists like to bake. And eat. And then document what we bake and eat. This cookbook chronicles many of the wonderful recipes featured at our various bakesales and potlucks, as well as some new favorites, and some historically interesting or relevant recipes. Contributors include members of the SAA student chapter, and faculty and students from the University of Wisconsin-Madison's School of Library & Information Studies. Any proceeds made from sales of the cookbook will go towards professional development activities and SAA conference scholarships for members."

Book Details:
· Paperback: 60 pages
· Binding: Wire-O
· Published: July 2006
· Product Number: 66931332

Fonte: Cafe Press

Huum.... dá que pensar...

02 Setembro 2007

Após dois anos...


E FINALMENTE ACABÁMOS!

Yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh!!!!

Foram 2 anos de intensas emoções e sensações!

Tivemos momentos de verdadeira tranquilidade, de entusiasmo contagiante, de loucuras e devaneios, de grande e sincero companheirismo, mas também tivemos momentos de grande stress, desânimo, muito trabalho e dias a fio mal passados, noites mal dormidas (se dormidas sequer) e constante trabalho duro.


Não, não foi fácil!

MAS CONSEGUIMOS!


Por isso,

A NÓS, ARQUIVISTAS (soa bem não soa?!),

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E quem de vós, leitores permanentes ou passageiros deste Diário, tiver um arquivo neste estado


ou simplesmente quiser uma ou mais mãozinhas de arquivistas especializados para organizar ou contribuir para um arquivo ainda mais eficaz e preparado para a Sociedade da Informação...


NÃO HESITE EM CONTACTAR-NOS (cecid.0507.arquivistica@gmail.com) !!!

24 Agosto 2007

Este blog volta dentro de momentos...


Motivo: Remodelações no blog ;)

10 Agosto 2007

Slogan do ano!

"Archivists are Teachers"

Título da sessão n.º 210 da Annual meeting of the Society of American Archivists que decorreu em Setembro de 2006.

"Too often students learn to use archival collections in isolation without the assistance of archival professionals. This session focuses on ways to incorporate archivists as teachers into the education process, developing tools that show researchers how to use archives in more effective ways and encouraging information literacy. Speakers explore educational initiatives ranging from using primary sources for History Day and in NARA’s educational program to online tutorials for post-secondary students."

09 Agosto 2007

É nosso dever, por um mundo melhor

Apagão Mundial

No dia 10 de Agosto de 2007, entre as 19h55 e as 20h00, propomo-nos apagar todas as luzes para dar um alívio ao planeta.

A proposta partiu de França. Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.

Só 5 minutos, a ver o que acontece.

Reenviem a notícia.
Não estão convencidos?
Ora reflictam sobre os dados seguintes:
- Os portugueses estão a pagar os combustíveis, a electricidade e o gás mais caros do que a média da União Europeia (UE) dos 15, quando ganham menos de metade, considera um estudo do economista Eugénio Rosa;
- Cada português gastou, em média, 12 barris de petróleo no ano passado. Um valor recorde para o consumo de energia que representa também um máximo no desperdício: o fraco crescimento não justifica aumento do consumo;
- Segundo a EWEN, o consumo específico de energia em Portugal, é um dos mais elevados da Europa. Por cada Euro do nosso PIB, gastamos cerca de 15 cêntimos de energia.
Convencidos que temos de poupar o planeta e a nossa carteira?
VAMOS A ISSO!
Mais informação:

Como poupar energia

Eficiência energética

Teste: Está a poupar energia?

Projecto Quercus «Ecocasa»: Poupar energia em casa

TOP TEN: Orientação do consumidor para escolha de equipamentos do dia-a-dia

02 Agosto 2007

Digital archivists look to porn

BERKELEY, Calif.--How can society preserve digital art on the Internet the way brick-and-mortar museums can for Picassos and van Goghs?

Oddly enough, at least one preservationist believes the answer might be found in an expression that most curators don't consider art--online pornography.

"I guarantee that a wealth of pornography from the late 20th century will survive in digital distributed form (because) it's a social model that's working extremely well," said Kurt Bollacker, digital research manager at the Long Now Foundation, a nonprofit fostering several digital-works preservation projects. Bollacker spoke Thursday at a symposium called "New Media and Social Memory" at the University of California at Berkeley Art Museum and Pacific Film Archive.

He held up the adult industry--always the digital pioneer--as one example of a self-selected community on the Web that swaps images and videos so regularly and widely that that activity will ultimately help preserve an archive over years. Similarly, he pointed to successful niche archives like the Multi-Arcade Machine Emulator, or MAME, a collective of programmers who preserved video games from the 1980s with CPU and hardware emulators.

"Anyone interested in preserving digital art should evaluate ongoing distributed data efforts," said Bollacker, who has a background in artificial intelligence and previously worked with the Internet Archive, a Web preservation project.

Bollacker was among several technologists, academics and curators considering the question of digital art and how to preserve it in a fast-moving world of technological change.

Challenges to preservationTraditionally, preserving any art--books, music or paintings--has been highly controlled by skilled professionals, who often deal with tangible, long-lasting and, in the case of museum quality art, highly expensive materials. But in the digital world, that model is turned on its ear--just ask the record labels if controlling distribution of digital music is easy. On the Internet, moving data is cheap and easy, the media is ephemeral, and preservationists are amateurs.

And as Bollacker said, "Millions of people can make digital art, and maybe most of it is crap, so we don't know which to save."

The challenges to cataloging and preserving any work online are common to all fields of art. Those include the limits of human resources to track the body of work online--and those are only getting more finite. Another is the obsolescence of file formats: how can future generations access digital media if the formats and software they're recorded in are eventually replaced?

The digital realm does have its benefits, however. Costs of storage have dropped so low that Hitachi recently unveiled the first terabyte hard drive, opening up the possibility of storing all of the text of the Library of Congress on one server, for example. Low-cost bandwidth also makes it easy for people to move media relatively easily. And the Internet is not short on creativity or motivation from the millions of people it attracts.

Still, preservationists are asking themselves how best to record history (...)."
CNET News.com
E pronto quando é para arquivar, é para arquivar MESMO TUDO!
E AGORA DIGAM LÁ QUE SER ARQUIVISTA É MAU?! EHEHEHEHE

27 Julho 2007

Pensamento do dia

"Quando um dia chegares a uma encruzilhada e não souberes para onde ir, pára, olha para trás e vê de onde vinhas.
Saberás escolher o caminho certo depois".

22 Julho 2007

Creditação para Mestrado

A inscrição da Dissertação/Trabalho Projecto ou do Estágio com Relatório, implica o preenchimento do formulário disponibilizado acompanhado dos respectivos anexos [no site abaixo indicado], os quais devem ser entregues no secretariado do Departamento do curso até dia 5 de Setembro.

A decisão é comunicada, a partir do dia 27 de Setembro, através de aviso na Secretaria Virtual. Recorda-se que o aluno deverá previamente formalizar o pedido de creditação relativo à componente lectiva realizada no curso de Pós-Graduação em 2006/2007 [e 2005/2006? esperemos que também!].

Fonte: FCSH-UNL

17 Julho 2007

BYE BYE FORMIGAS....

Caros colegas,

Considero que há um feito a merecer comemoração:


DERROTÁMOS A SISTÉMICA!!!!!!!
PARABÉNS A NÓS!!!!

Provámos que conseguimos aumentar e diminuir o grau de Entropia a nosso belo prazer!

MANDÁMOS AS FORMIGUINHAS PARA A TERRA DELAS DE JACTO
E SEM BILHETE DE VOLTA!

TENHO DITO!

12 Julho 2007

Para descontrair...


O nosso país é uma comédia. de muito mau gosto ultimamente, e os protagonistas? Nós, os tugas...

Porém, como tristezas não pagam dívidas, o melhor é mesmo rirmo-nos de tudo isto. Alunos da Universidade do Porto elaboraram um retrato do verdadeiro portuga salientando as características indissociáveis dos portugueses.

Vale a pena ler este trabalho de bom-humor e muito bom grafismo , ainda que, e à bom portuga, contenha erros básicos de português...



NOTA: Interajam com o rato do computador nas imagens que vão surgindo...

Apesar de tudo acho que somos um povo único! No bom sentido, claro ;)

24 Junho 2007

Arquivistas lutam pelo reconhecimento da profissão


"Desde que o homem passou a registrar seus feitos, houve a necessidade de que alguém organizasse a coleta, armazenamento e conservação desses registros; a função de arquivista, pois, remonta a esses tempos.

Atualmente, em meio a toda tecnologia de armazenamento e troca de informações proporcionada pelo advento da informática, cresceu a necessidade desse profissional que, em última instância, objetiva propiciar a recuperação, no menor tempo possível, de uma informação armazenada em qualquer que seja o seu suporte.

Hoje as empresas e instituições trabalham com um volume muito grande de informações, o que está gerando mais mercado para os arquivistas, pois cada vez mais é preciso organizar tudo para agilizar o trabalho (...).
O arquivista é um profissional de nível superior (...) que tem como atribuições tudo o que se refira ao planejamento, organização e direção de arquivos, documentos e informações de empresas e instituições; além de avaliar e selecionar documentos para fins de preservação e planejar a automação aplicada aos arquivos.

Entre as vantagens obtidas com a contratação de um arquivista por uma empresa ou instituição estão a otimização da rotina de trabalho; melhor aproveitamento do tempo do funcionário; redução de custos com impressão, cópias, material e espaço físico do arquivo; maior eficiência em virtude da rapidez e segurança na obtenção de informações solicitadas e preservação da história da empresa ou instituição.

A profissão ainda não está largamente disseminada em virtude, principalmente, do desconhecimento, por parte das empresas, das qualificações do profissional e das vantagens da implantação de um sistema de arquivos na empresa. No caso de sistematização e normatização do fluxo documental dentro de uma empresa, o trabalho desenvolvido pelo arquivista (como consultor ou funcionário) equivale ao trabalho realizado, por ex., por uma consultoria de qualidade total (...)."
Fonte: Acervo

23 Junho 2007

Código de ética do Arquivísta

Quase, quase, quase Técnicos Superiores de Arquivo acho que se impõe um "juramento" em que nos comprometamos a seguir o código de ética que rege a nossa profissão. E também dá-lo a conhecer a profissionais de outras áreas...pode ser que a visão tida do Arquivista mude um pouco...

Um código de ética dos Arquivistas tem por finalidade fornecer à profissão arquivística regras de conduta de alto nível. Ele deve sensibilizar os novos membros da profissão a essa regras, relembrar os arquivistas experientes suas responsabilidade profissionais e inspirar ao público confiança na profissão. O tema “arquivista”, tal como é usado neste texto, se aplica a todos aqueles que têm responsabilidade de controlar, vigiar, tratar, guardar, conservar e administrar os arquivos. As instituições empregadoras e os serviços de arquivo são encorajados a adotar políticas e práticas que permitam a aplicação deste código. Este código destina-se a oferecer um quadro ético de conduta aos membros da profissão, não se aplicando as soluções especificadas de problemas particulares. Todos os artigos são acompanhados de comentários, desenvolvendo e ilustrando o principio enunciado; artigos e comentários formam um todo e assim constituem o texto completo do código. A aplicação do código depende da boa vontade das instruções de arquivos e das associações profissionais. Ela pode ser feita indiretamente através do estabelecimento e do uso de procedimentos para sugerir orientações, em casos de duvida, examinar condutas contrarias á ética e, se for necessário, aplicar sanções.
Texto

1. Os arquivistas mantêm a integridade dos arquivos, garantindo assim que possam se constituir em testemunho permanente e digno de fé do passado.
O primeiro dever dos arquivistas é de manter a integridade dos documentos que são valorizados por seus cuidados e sua vigilância. No cumprimento desse dever, eles consideram os direitos, algumas vezes discordantes, e os interesses dos seus empregadores, dos proprietários, das pessoas citadas nos documentos e dos usuários, passados, presentes e futuros. A objetividade e a imparcialidade dos arquivistas permitem aquilatar o grau de seu profissionalismo. Os arquivistas resistem a toda pressão, venha ela de onde vier, visando manipular os testemunhos, assim como dissimular ou deformar os fatos.

2. Os arquivistas tratam, selecionam e mantêm os arquivos em seu contexto histórico, jurídico e administrativo, respeitando, portanto, sua proveniência, preservando e tornado assim manifestas suas interelações originais.
Os arquivistas agem em conformidade com os princípios e as praticas geralmente reconhecidas. No cumprimento de sua missão e de suas funções, os arquivistas se pautam pêlos princípios arquivísticos que regem a criação, a gestão e a escolha da destinação dos arquivos correntes e intermediários, a seleção e a aquisição de documento com vistas ao seu arquivamento definitivo, a salvaguardar, a preservação e a conservação dos arquivos que estão sob a sua guarda, e a classificação, a análise, a publicação e os meios de tornar os documentos acessíveis. Os arquivistas fazem a triagem dos documentos com imparcialidade, fundamentando seu julgamento em um profundo conhecimento das exigências administrativa e das políticas de aquisição de suas instituições. Eles classificam analisam os documentos escolhidos para serem retidos, de acordo com os princípios arquivísticos (em particular o princípio de proveniência e o princípio de classificação original) e as normas reconhecidas universalmente, tudo isso rapidamente quanto possível. Os arquivistas tem uma política de aquisição de documentos conforme os objetivos e os recursos de suas instituições. Eles não buscam ou não aceitam aquisições, quando elas se constituem em perigo para a integridade ou a segurança dos documentos; eles se dispõem a cooperar para que os documentos sejam conservados nos serviços mais adequados. Os arquivos favorecem o retorno dos arquivos públicos a seus países de origem, quando eles tenham sido seqüestrado em tempo de guerra ou de ocupação.

3. Os arquivistas preservaram a autenticidade dos documentos nos trabalhos de tratamento, conservação e pesquisa.
Os arquivistas agem de modo que o valor arquivístico dos documentos, neles compreendidos os documentos eletrônicos ou informáticos, não seja diminuído pelos trabalhos arquivísticos de triagem, de classificação e de inventário, de conservação e de pesquisa. Se eles devem proceder a amostragens, eles fundamentam sua decisão sobre métodos e critérios seriamente estabelecidos. A substituição dos originais por outros suportes é decidida considerando-se seus valores legais, intrínsecos e de informação. Quando os documentos excluídos da consulta tenham sido retirados momentaneamente do dossiê, o usuário deve ser modificado.

4. Os arquivistas asseguram permanentemente a comunicabilidade e a compreensão dos documentos.
Os arquivistas dirigem sua reflexão sobre a triagem dos documentos a serem conservados ou eliminados, prioritariamente, em função da necessidade de salvaguardar a memória da atividade da pessoa ou da instituição que os produziu ou acumulou, mas igualmente em função dos interesses evolutivos dos interesses da pesquisa histórica. Os arquivistas têm consciência de que a aquisição de documentos de origem duvidosa, mesmo de grande interesse, é de natureza a encorajar um comércio ilegal. Eles prestam a sua colaboração a seus colegas e aos serviços pertinentes para a identificação e a procura das pessoas suspeitas de roubos de documentos de arquivos.

5. Os arquivistas se responsabilizam pelo tratamento dos documentos e justificam a maneira como o fazem.
Os arquivistas se preocupam não somente com o recolhimento dos documentos existentes, mas também cooperam com os gestores de documentos de maneira que, nos sistemas de informação e arquivamento eletrônico, sejam levados em conta, desde a origem, os procedimentos destinados à proteção de documentos de valor permanente. Os arquivistas quando negociam com os serviços responsáveis pela guarda ou com os proprietários de documentos, fundamentam sua decisão, em tal circunstância, considerando os seguintes elementos: autorização de recolhimento, doação ou venda; negociações financeiras; planos de tratamento; direitos de produção e condições de acessibilidade. Eles aguardam um registro escrito de entrada de documentos, de sua conservação e de seu tratamento.

6. Os arquivistas facilitam o acesso aos arquivos ao maior número possível de usuários, oferecendo seus serviços a todos com imparcialidade.
Os arquivistas produzem instrumento de pesquisa gerais e específicos adaptados às exigências, para a totalidade dos fundos que têm sob sua guarda. Em todas as circunstâncias, eles oferecem pareceres com imparcialidade e utilizam os recursos disponíveis para fornecer uma série de opiniões equilibradas. Os arquivistas respondem com cortesia, e com a preocupação de ajudar, a todas as pesquisas razoáveis referentes aos documentos dos quais eles garantem a conservação e encorajam a sua utilização em grande número, dentro dos limites impostos pela política das instituições dependem a necessidade de preservar os documentos, o respeito à legislação e à regulamentação, aos direitos dos indivíduos e aos acordos com os doadores. Eles definem as restrições aos usuários eventuais e as aplicam com eqüidade. Os arquivistas desencorajam as limitações de acesso e de utilização dos documentos quando eles não são razoáveis, mas podem aceitar ou sugerir restrições claramente definidas e de uma duração limitada quando elas são a condição de uma aquisição. Eles observam fielmente e aplicam com imparcialidade todos os acordos firmados no momento de uma aquisição, mas, no interesse da liberação de acesso aos documentos, eles podem renegociar as cláusulas quando as circunstâncias mudam.

7. Os arquivistas visam encontrar o justo equilíbrio, no quadro da legislação em vigor, entre o direito ao conhecimento e o respeito à vida privada.
Os arquivistas se preocupam para que a vida das pessoas jurídicas e físicas, assim como a segurança nacional, sejam protegidas, sem que haja necessidade de se destruir as informações sobretudo no caso dos arquivos informatizados, onde os dados podem ser deletados e novos dados inseridos, como é prática corrente. Os arquivistas defendem o respeito a vida privada das pessoas que estão ligadas à origem ou que são a própria matéria dos documentos, sobretudo daquelas que não foram consultadas quanto `a utilização ou destino dos documentos.

8. Os arquivistas servem aos interesses de todos e evitam tirar de sua posição vantagens para eles mesmos ou para quem quer que seja.
Os arquivistas se abstêm de toda atividade prejudicial à sua integridade profissional, à sua objetividade e à sua imparcialidade.
Os arquivistas não tiram de suas atividades nenhuma vantagem pessoal, financeira ou de qualquer outra ordem que possa resultar em detrimento das instituições, dos usuários e de seus colegas. Os arquivistas não colecionam pessoalmente documentos originais nem participam de um comércio de documentos em sua área de jurisdição. Eles evitam as atividades que possam ciar no espírito do público a impressão de um conflito de interesses. Os arquivistas podem explorar os fundos arquivísticos de sua instituição para fins de pesquisa e de publicações pessoais, desde que tal trabalho seja conduzido de acordo coma s mesmas regras impostas aos demais usuários. Eles não revelam nem utilizam, nos fundos arquivísticos, onde o acesso é limitado, as informações obtidas em seus trabalhos. Eles não permitem que suas pesquisas pessoais ou suas publicações interfiram com as tarefas profissionais ou administrativas para as quais foram contratados. No que concerne à exploração de seus fundos arquivísticos, os arquivistas não utilizam seu conhecimento das descobertas feitas por um pesquisador, ainda não publicadas por ele sem adverti-lo de sua intenção de tirar partido delas. Os arquivistas podem criticar e comentar os trabalhos afins a suas áreas de pesquisa, aí compreendidos os trabalhos baseados nos fundos que se acham sob sua guarda. Os arquivistas não permitem a pessoas estranhas à sua profissão interferirem em suas práticas e obrigações.

9. Os arquivistas procuram atingir o melhor nível profissional, renovando, sistemática e continuamente, seus conhecimentos arquivísticos e compartilhando os resultados de suas pesquisas e de sua experiência.
Os arquivistas se esforçam para desenvolver seu saber profissional e seus conhecimentos técnicos e contribuir para o progresso da Arquivologia, zelando para que as pessoas, cuja formação e orientação estejam sob sua responsabilidade, exerçam suas tarefas com competência.

10. Os arquivistas trabalham em colaboração com seus colegas e os membros das profissões afins, visando assegurar, universalmente, a conservação e a utilização do patrimônio documental.
Os arquivistas procuram estimular a colaboração e evitar conflitos com seus colegas, resolvendo suas dificuldades pelo encorajamento ao respeito às normas arquivísticas e à ética profissional. Os arquivistas cooperam com os representantes das profissões paralelas dentro de um espírito de respeito e compreensão mútua.

01 Junho 2007

ISDF International Standard for Describing Functions (ex-ISAF)

Texto da norma aprovada em Dresden a 2-4 Maio 2007:

ISDF 1ª Edição (Inglês - pdf.212kb)

ISDF 1ª Edição (Francês - pdf.229kb)

Une nouvelle norme pour décrire les fonctions:ICA-ISDF (Francês - pdf.100kb)

No comments...

"O Tribunal de Contas (TC) detectou despesas públicas irregulares num valor superior a 700 milhões nas auditorias realizadas no ano passado. Esta soma é revelada, pela primeira vez, no relatório de actividades das instituições, ontem divulgado."
Versão completa sobre a excelente administração dos dinheiros PÚBLICOS em Diário de Notícias 1.6.2007

29 Maio 2007

Pormenores...

"(...) Sabe que com esse curso (Especialização em Ciências da Informação e Documentação - Arquivística) só vai conseguir trabalhos como Administrativa, não sabe? (...)"
CLARO QUE SEI, DEVE SER POR ISSO QUE O FUI TIRAR! DUUUUUHHHHH
É ÓBVIO QUE NÃO!
Mas respondi "Tenho esperança de conseguir trabalho no arquivo de uma empresa..."

(Acho que a senhora se deve ter ficado a rir de mim....mas pronto...)

É a falta de visibilidade.... e a completa miséria ....

24 Maio 2007

Animados?

Também achei que não!
MAS, NÃO SE ESQUEÇAM:
A CORAGEM NÃO É A LIBERTAÇÃO DO MEDO.
É TER MEDO E CONTINUAR!!!!!!!!


FORÇA, ESTÁ QUASE!!!!
VAMOS CONSEGUIR!!!

18 Maio 2007

VERDES DE RAIVA

Ao contrário do que possa parecer num primeiro instante, este post não tem nada a ver com os adeptos do Sporting, nem com o facto de estarem mais dependentes do FCP do que de si próprios para ganharem a Liga!
Verdes de raiva estamos nós com a situação de recibos verdes que Portugal vive há já largos anos!

Relatos como:

"Acabei a minha licenciatura há quase cinco anos e desde então tenho trabalhado sempre no regime de prestação de serviços, a recibos verdes, com contratos cuja duração vai de 1 meses a 2 anos. Não tenho direito a subdídio de férias, de natal, de desemprego, nem licenças por doença ou maternidade"
são como a água em Portugal! E nós (Aspirantes) Arquivistas conhecemos bem essa realidade, não é?!
Pois bem, para além de "Geração rasca", como vulgarmente somos apelidados, somos também guerreiros, fique-se a saber. Somos destemidos, não temos nada a perder, para além dos anos que passamos a estudar na esperança de um lugarzinho ao Sol, precisamente pelo facto de NÃO TERMOS NADA, NADA. Somente um canudo na mão, em breve uma pós-gradução, com o processo de Bolonha imensos Mestres....mas sem possibilidades de contrair empréstimos ao banco para ajeitarmos a nossa vidinha fora do colo dos pais e sem perspectivas de um emprego duradouro e com um contrato decente!
No tempo dos nossos pais conseguia-se, com esforço, mas conseguia-se!
Não podemos é desistir!!! Porque o futuro seremos nós e o que depois de nós vierem...porque os apologistas do "trabalho de escravo" não são imortais!
Felizmente o 25 de Abril já se deu e cada menos menos temos receio de falar abertamente (cada vez menos mas não totalmente!).
Porém, um prova desta luta é a existência do blog FERVE (Fartos d'Estes Recibos VErdes) em http://fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com.
Este blog foi lançado por uma psicóloga e um jornalista com o intuito de neste serem denunciadas situações de uso abusivo de recibos verdes. Um espaço de partilha daqueles que lutam por sobreviver num país de oportunistas e exploradores descarados!
Fica o convite!
Bom fim-de-semana

16 Maio 2007

ESTUDOS SUPERIORES PARA QUÊ?!

O acesso às carreiras mais altas da função pública vai deixar de exigir licenciatura aos candidatos. Esta é uma das novidade do novo regime de vínculos, carreiras e remunerações que se encontra em fase final de negociação e que deverá dar entrada na Assembleia da República até final de Junho de modo a entrar em vigor em Janeiro do próximo ano.
Até aqui, a candidatura ao concurso de acesso à carreira de topo na função pública - designada, no regime geral, de técnico superior e cujos vencimentos brutos oscilam entre um mínimo de 1300 euros e um máximo de 2940 - exigia a apresentação de uma licenciatura. No futuro, esta será ainda a regra geral, mas deixa de ser uma condição necessária.
O n.º 1 do artigo 50.º refere que "em regra, pode apenas ser candidato ao procedimento quem seja titular do nível habilitacional [...] correspondente ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho para cuja ocupação o procedimento é publicitado". Porém, refere o n.º 2, "a publicitação pode prever a possibilidade de candidatura de quem, não sendo titular da habilitação exigida, considere dispor da formação e, ou, experiência profissionais necessárias e suficientes para a substituição daquela habilitação".
O n.º 3 do mesmo artigo coloca um travão a esta "liberdade" concedida aos serviços e portanto aos seus dirigentes: a dispensa de habilitação não é admissível quando exista uma lei especial a exigir para determinada carreira um título específico.
A dispensa de habilitação literária específica aplica-se igualmente às carreiras associadas à titularidade do 12.º ano, que é o caso da futura carreira de assistente técnico.
Deste modo, o Governo seguiu a recomendação da comissão técnica presidida por Luís Fábrica, que elaborou um relatório sobre a reforma do regime de vínculos e carreiras na função pública. No relatório divulgado em Setembro, a comissão questionava "se a sobrevalorização do título académico e das habilitações literárias traduz o regime mais adequado ao bom exercício de funções públicas - sobretudo quando se sabe que o sistema de ensino em Portugal continua a privilegiar a aquisição de conhecimentos teóricos". Por isso, a comissão propôs "terminar com a sobrevalorização do saber lógico-formal em detrimento da inteligência prática
No futuro, o ingresso na função pública bem como a mudança dentro de uma carreira (alteração de categoria) vai continuar a fazer-se por concurso público, ao qual se podem candidatar todos os funcionários e outros trabalhadores. Já a mudança de nível remuneratório dentro da mesma categoria dependerá da antiguidade no posto e da avaliação de desempenho obtida
Manuel Esteves
Agora pergunto eu:
- Devemos ser o país com maior taxa de licenciados desempregados;
- O processo de Bolonha veio agilizar o processo de obtenção de licenciatura e mestrado; c
- Cada vez teremos mais licenciados....
MAS PARA QUÊ, SE AFINAL PARA SER TÉCNICO SUPERIOR NA FUNÇÃO PÚBLICA E PROSSEGUIR CARREIRA JÁ NEM VAI SER PRECISO TER HABILITAÇÃO SUPERIOR?????????
Questiono já a pertinência de existir habilitação superior de todo em Portugal, porque pelos vistos o 9º ou o 12º faz o mesmo efeito!!!!
Daqui a pouco vêem dizer que a base da pirâmide é que tem de ser altamente qualificada (e ganhar uma ninharia) e o topo da pirâmide só precisa ser competente, ao ponto de corresponder ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho (ATESTADO POR QUEM????) e ganhar o quádruplo!
MAS ANDAM A GOZAR CONNOSCO OU QUÊ?! AI, AI, AI, AI.....

15 Maio 2007

"Ganda" Simplex!

Depois do sucesso do programa "Empresa na Hora", o ministério da Educação, em parceria com Universidade Independente, decidiu criar o programa "Licenciatura na hora".

Através deste programa, qualquer cidadão passa a poder tirar qualquer licenciatura em menos de uma hora e sem sair de casa (incluindo domingos). Basta aceder ao site da Uni e seguir os passos e em menos de uma hora tem a licenciatura na mão.

Este programa está inserido no política do governo que visa eliminar um dos grandes entraves ao crescimento do país, que é a excessiva burocracia. Segundo palavras da Ministra da Educação, "era incompreensível que um simples canudo necessitasse de 3 a 5 anos (no mínimo)" para ser conseguido. E, segundo palavras do ministro Mariano Gago, "este programa já tinha sido experimentado anteriormente. Mais concretamente no Governo de António Guterres em 1996, no curso de Engenharia Civil, com o enorme sucesso que toda a gente conhece".

Seja um bom patriota, contribua para o desenvolvimento do País e divulgue esta excepcional medida que visa o nosso bem, o dos nossos filhos e netos.

Fonte: Anónimo

12 Maio 2007

Um pouco de ânimo...

10 Maio 2007

Alguém?

Mais alguém sente vontade de gritar desmesuradamente, ou sou só eu que estou a elouquecer com o relatório de estágio?
E já repararam que a estrutura é igual a uma Tese de Mestrado, mas com a diferença que apenas tivemos 2 meses para o conceber?

Apetece-me mesmo gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!

09 Maio 2007

DIAP sem meios para arquivar

Há 50 mil inquéritos findos no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, mas os arguidos continuam a desconhecer o arquivamento do processo. Em causa está a falta de meios para dar cumprimento às notificações.

A informação foi divulgada pela Procuradoria-Geral Distrital (PGD) de Lisboa no habitual balanço trimestral divulgado na internet. Segundo a análise da procuradora distrital, Francisca Van Dunen, o DIAP de Lisboa é um dos departamentos do Ministério Público que suscita “particular preocupação” pelo volume de inquéritos que aguardam despacho há mais de um mês. Para a magistrada, que apresentou também a comparação com o ano de 2006, “persistem as dificuldades de resposta de magistrados e/ou oficiais de justiça, num grupo significativo de comarcas”, entre os quais se destaca Lisboa e o respectivo DIAP.

Contactada pelo CM, Maria José Morgado, que no mês passado sucedeu a Van Dunen na coordenação do DIAP, lembrou que este departamento, tal como afirmou no discurso de tomada de posse, “não tem um sistema informático da gestão do inquérito”, garantindo que a situação do DIAP é do conhecimento do Ministério Público. Segundo Morgado, a falta do sistema informático implicaria um quadro completo de funcionários administrativos – 30 em falta – para dar cumprimento a três mil notificações por dia.

A pendência de processos findos por falta de notificação foi, aliás, um dos exemplos dado por Morgado, quando tomou posse como coordenadora do DIAP, a 17 de Abril, para demonstrar as consequências da ausência de um sistema integrado de gestão de inquérito, situação responsável “por um gigantesco carrossel de desperdício de recursos humanos”.

Na mesma ocasião, também o procurador-geral da República (PGR), Fernando Pinto Monteiro, que destacou a importância do DIAP pela percentagem da criminalidade que ali é investigada – cerca de 20 por cento em relação ao total do País –, admitiu que este departamento “precisará de alguma reestruturação” e de “meios operacionais de que não dispõe”. No entanto, ontem, o CM tentou obter um comentário do PGR, o que não foi possível até ao fecho da edição. Durante a manhã, o PGR esteve reunido com Morgado no âmbito das habituais reuniões de trabalho.

ACUSAÇÕES SÃO APENAS 5 POR CENTO: A análise do movimento processual registado, no primeiro trimestre de 2007, no distrito judicial de Lisboa, revela que três em cada quatro processos têm como despacho final o arquivamento e apenas cerca de 15 por cento dos inquéritos tem como desfecho acusações – números semelhantes aos registados em 2006. Quanto à pendência processual no distrito, situa-se nos 78 mil processos, sendo que cerca de 19 mil têm data de entrada anterior a 2005, ou seja, são classificados como processos antigos. Nesta matéria, a magistrada Francisca Van Dunen admite que é necessário um “esforço significativo para eliminar a pendência dos processos antigos”. A procuradora distrital de Lisboa, que sucedeu no cargo a João Dias Borges, considera que há falta de funcionários e também ausência de formação, situação que contribui para a elevada pendência processual. E adianta que houve sucessivos pedidos de intervenção à Direcção-Geral da Administração da Justiça, mas que “não lograram atenuar ou pôr fim a este estado de coisas”.

APONTAMENTOS

DISTRITO: O distrito judicial de Lisboa, que engloba as regiões autónomas da Madeira e dos Açores e compreende 42 comarcas agrupadas em 12 círculos judiciais, tem 400 procuradores e 650 funcionários. Só o DIAP, o maior departamento do Ministério Público, tem 169 funcionários e 70 magistrados.

DIAP: O DIAP de Lisboa, à semelhança dos DIAP do Porto, Évora e Coimbra, foi criado em 1999. Este departamento, que em Lisboa tem 12 secções - oito na Rua Gomes Freire e as 4 restantes na Casal Ribeiro -, é responsável pela direcção do inquérito e pelo exercício da acção penal na comarca de Lisboa.

CRIMINALIDADE: Pelo DIAP, coordenado por Maria José Morgado, passa cerca de 20 por cento da criminalidade em geral – designadamente crimes graves e complexos ocorridos na área do distrito de Lisboa –, correspondendo a um dos maiores departamentos do Ministério Público na primeira instância.

78 520 inquéritos estavam pendentes no distrito judicial de Lisboa no final do primeiro trimestre de 2007, menos quatro mil do que o número registado no final de 2006.

42 649 dos 55 mil processos findos nos primeiros três meses de 2007 foram arquivados. Apenas cerca de sete mil acabaram com dedução de acusação (...).

Ana Luísa Nascimento

Fonte: Correio da Manhã 9/5/2007

Acho que este artigo dispensa qualquer tipo de comentário, não é?!

Dia Aberto no Arquivo Fotográfico de Lisboa

04 Maio 2007

PESADELO (Bem real em Portugal)

DAVID BAILIN
Archivist, 2006
charcoal on paper
54 by 54.5 inches

27 Abril 2007

Archivist

An aging archivist struggles with past memories in a desolate future library.

23 Abril 2007

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor


Celebra-se hoje o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Uma data instituída pela UNESCO, que procura promover o livro.

O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril em 100 países. A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov.
A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).

ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Desde então o dia 23 de Abril tem sido comemorado de diversas formas um pouco por todo o mundo. Todos os anos o Comité da UNESCO nomeia a Capital Mundial do Livro. Este ano o programa para a promoção do livro escolhido foi a cidade colombiana de Bogotá.
Nota: Podia agora por uns links e tal para umas leituras interessantes..mas este curso deixou-me ainda mais saturada de livros do que a Licenciatura em Literatura...desmotivante...mas continuo a adorar livros, simplesmente não me os apetece ler...

13 Abril 2007

A NÃO PERDER!!!!!!

André Guedes vence Prémio União Latina
O artista plástico André Guedes, de 36 anos, venceu a 9ª. edição do Prémio União Latina, no