26 Maio 2008

O Edifício - Arquivo I

Competências e desempenhos à parte, um edíficio pode dizer muito sobre o seu núcleo...ou então não!

Deixo o desafio aos meus colegas Arquivistas e a todos os que quiserem ajudar a enviarem ou postarem os edifícios por Portugal a dentro e por esse mundo fora que albergam inúmeras peças de puzzle com imensas histórias para decifrar, os Arquivos.

Já que conhecê-los a todos é uma tarefa que exige tempo (e não só), ficam as vistas!
Teremos a prova que um Arquivo denota uma identidade patriota ou é simplesmente uma obra arquitectónica?
No fim veremos!

Incluam por favor o site do Arquivo para podermos ir conhecer um pouco mais.

Começo com a nossa Torre do Tombo, pois claro!

Casa da Direcção Geral de Arquivos - DGARQ
(Em reestruturação)




12 Maio 2008

MANDATO DE AUTO-ARQUIVO

Universidade de Harvard dá o exemplo!

Foi anunciado mais um mandato de auto-arquivo da Universidade de Harvard. Depois da política definida pela Harvad Faculty of Arts and Sciences, foi a vez da Harvard Law School ter aprovado, por unanimidade dos seus membros, uma mandato de auto-arquivo das suas publicações científicas.Tal como a política da Faculty of Arts and Sciences, em que a resolução da Law School se baseia, é requerido não apenas a entrega/depósito dos artigos, mas também a transferência, não-exclusiva, do copyright para a Universidade. A parte substantiva da resolução é a seguinte:

«(...)Each Faculty member grants to the President and Fellows of Harvard College permission to make available his or her scholarly articles and to exercise the copyright in those articles. More specifically, each Faculty member grants to the President and Fellows a nonexclusive, irrevocable, worldwide license to exercise any and all rights under copyright relating to each of his or her scholarly articles, in any medium, and to authorize others to do the same, provided that the articles are not sold for a profit. The policy will apply to all scholarly articles authored or co-authored while the person is a member of the Faculty except for any articles completed before the adoption of this policy and any articles for which the Faculty member entered into an incompatible licensing or assignment agreement before the adoption of this policy. The Dean or the Dean’s designate will waive application of the policy to a particular article upon written request by a Faculty member explaining the need. Each Faculty member will provide an electronic copy of the final version of the article at no charge to the appropriate representative of the Provost’s Office in an appropriate format (such as PDF) specified by the Provost’s Office no later than the date of its publication. The Provost’s Office may make the article available to the public in an open-access repository.(...)»

O texto integral da resolução adoptada pode ser lido em:
http://cyber.law.harvard.edu/node/4289

A exigência de transferência do copyright não é uma condição indispensável para a definição de mandatos de auto-arquivo, e não será realista para "universidades normais" (ou seja universidades sem o peso académico, científico e também mediático das Harvards, Yales, Oxfords e Cambridges deste mundo), mas é certamente um extraordinário passo em frente.

07 Maio 2008

MANIFESTO EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs 52º da Constituição da República Portuguesa, 247º a 249º do Regimento da Assembleia da República, 1º nº. 1, 2º n.º 1, 4º, 5º 6º e seguintes, da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.
2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.
3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em “acordos” mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.
4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).
Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.
Os signatários,
Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra

Quem quiser, pode assinar em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/
Eu já assinei. E já dizia o grande Pessoa: "A minha pátria é a língua portuguesa."

05 Maio 2008

Duas exposições a não perder!!!

O Arquivo Municipal de Lisboa – Arquivo Fotográfico inaugurou no passado dia 18 de Abril de 2008 as exposições “Paisagens Brancas” de Fabrice Ziegler e “Varinas de Lisboa” Fotografias de Joshua Benoliel.
Paisagens Brancas” apresenta um conjunto de 30 imagens, realizadas pelo autor numa zona rural de França perto da mítica floresta de Brocéliande, local da sua infância.
Varinas de Lisboa” imagens da autoria de Joshua Benoliel, o primeiro e mais importante foto-repórter português das duas primeiras décadas do século XX, representam as varinas de Lisboa, tema amplamente fotografado por este autor e pelos fotógrafos da época.
As exposições vão estar patentes ao público de 18 de Abril a 17 de Maio de 2008.
Para mais informações ver: http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/

Espólio da família Gama Lobo Salema doado à Torre do Tombo

Cartas de mercê, documentos régios de nomeação ou relativos à administração de casas e propriedades, testamentos e correspondência variada são parte integrante do espólio da família Gama Lobo Salema agora doado ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
O termo de doação do espólio pelo seu actual proprietário, o embaixador António Pinto da França, um dos herdeiros, será assinado em cerimónia a realizar dia 07, às 18:30, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
A doação foi feita «com reserva de usufruto», o que veda o acesso do público ao espólio até à morte do seu proprietário.
Miguel Bandeira Veloso, do gabinete de relações externas e cooperação do Arquivo, esclareceu à Lusa que aquela limitação não significa o fecho absoluto do espólio aos investigadores, mas estes, se pretenderem efectuar pesquisas, terão de apresentar um requerimento nesse sentido ao doador, que o examinará e decidirá da autorização ou negação de acesso.
O acervo preenche 59 caixas e inclui documentação pessoal de diferentes membros da família Lobo Salema, que esteve fundamentalmente ligada à administração pública ao longo de sete séculos da História portuguesa, do século XIV ao século XX.
Bandeira Veloso citou, entre outros, os casos de Fernão Gomes da Gama, do século XVII, e de Francisco Nunes Cardeal, do século XVIII, dois membros da família que desempenharam «cargos muito importantes» no seu tempo e sobre os quais há numerosa documentação no espólio.
No caso concreto de Fernão Gomes da Gama, indicou, a sua vida está «muito documentada» e é «possível ter uma noção perfeita do seu percurso profissional».
Fonte: Notícias da Manhã

30 Abril 2008

Exposição no Arquivo Histórico de Almada

A Imprensa de Almada 1808-2008: 200 anos de História

Data
De 3 de Abril a 11 de Julho

Horário
Seg. a Sex.: 10.00h - 12.30h / 14.00h - 17.00h

Local
Casa Pargana - Arquivo Histórico Municipal, Almada


Descrição
A 15ª mostra documental patente ao público na sala de exposições do Arquivo Histórico de Almada é subordinada ao tema da Imprensa local almadense, salientando a sua evolução e papel predominante na consolidação da identidade de Almada enquanto concelho.
Ao longo de 200 anos, a imprensa regional em Almada desemprenhou um papel de relevo, não só no âmbito territorial a que naturalmente mais diz respeito, mas também na informação e contributo para a manutenção de elos de pura familiaridade entre as gentes locais e as comunidades emigrantes dispersas pelas partes mais longínquas do mundo.

Organização

Câmara Municipal de Almada

Condições de Participação
Visitas guiadas e palestras sujeitas a marcação prévia.

Entrada livre.

Observações
Câmara Municipal de Almada
Casa Pargana - Arquivo Histórico Municipal
Rua Visconde Almeida Garrett 12, Almada
Tel.: 21 272 49 00

28 Abril 2008

25 de Abril SEMPRE!!!

Não podia deixar passar em claro a celebração do 25 de Abril sem dizer uma palavrinha a respeito do assunto. Por falta de tempo, não o fiz no próprio dia 25, o que, não sem uma certa ironia, acaba talvez por ser o mais acertado: estava a celebrar a manutenção da liberdade e da democracia, ou seja, o 25 de Abril. Que a luta continue sempre pelos ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Justiça Social e Democracia. E que nunca deixemos de sonhar e de cumprir os nossos sonhos!!! Como dizia o poeta: o sonho é uma constante da vida...

Pedra Filosofal António Gedeão


Eles não sabem que o sonho


é uma constante da vida


tão concreta e definida


como outra coisa qualquer


como esta pedra cinzenta


em que me sento e descanso


como este ribeiro manso


em serenos sobressaltos


como estes pinheiros altos


que em verde e oiro se agitam


como estas árvores que gritam


em bebedeiras de azul.



Eles não sabem que sonho


é vinho, é espuma, é fermento


bichinho alacre e sedento


de focinho pontiagudo


que fuça através de tudo Em


em perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho


é tela é cor é pincel


base, fuste, capitel


que é retorta de alquimista


mapa do mundo distante


Rosa dos Ventos Infante


caravela quinhentista


que é cabo da Boa-Esperança



Ouro, canela, marfim


florete de espadachim


bastidor, passo de dança


Columbina e Arlequim


passarola voadora


pára-raios, locomotiva


barco de proa festiva


alto-forno, geradora


cisão do átomo, radar


ultra-som, televisão


desembarque em foguetão


na superfície lunar



Eles não sabem nem sonham


que o sonho comanda a vida


que sempre que o homem sonha


o mundo pula e avança


como bola colorida


entre as mãos duma criança.

MayDay 2008 - "Save our archives"

Mais uma iniciativa a seguir:




A Call to Action on MayDay

Protecting our collections is one of our fundamental responsibilities as archivists. The Heritage Health Index, released in 2005 soon after hurricanes Katrina, Rita, and Wilma struck the Gulf Coast, reported that few institutions have disaster plans and for those that do, often the plan is out of date. It’s easy to put off emergency response planning as we devote our attentions to tasks with more immediate “payback.”
But on May 1 – this year and every year – you can do something that will make a difference when and if an emergency occurs. That’s the purpose of MayDay – a grassroots effort whose goal is to save our archives.
MayDay is a time when archivists and other cultural heritage professionals take personal and professional responsibility for doing something simple – something that can be accomplished in a day but that can have a significant impact on an individual’s or a repository’s ability to respond.
Individuals can do many things on their own: For example, set aside time to read key policy documents once again, just to keep the information fresh. Quickly survey collections areas to ensure that nothing is stored directly on the floor, where it would be especially vulnerable to water damage. Note the location of fire exits and fire extinguishers. Encourage your repository to participate in MayDay.
Repositories may engage in activities involving all staff: For example, conduct an evacuation drill to acquaint staff members with the evacuation plan and to test its effectiveness. Or update the contact information in your existing emergency preparedness plan and create a wallet-size emergency contact roster to facilitate communication and rapid response.
SAA has prepared a
list of ideas that includes a number of simple MayDay activities that can help you respond to an emergency when and if it occurs. You should adapt them to those hazards that you’re most likely to face: a repository in San Francisco might plan an earthquake drill, while another in Georgia might plan for a hurricane. Many resources are also available through SAA's MayDay partners, Heritage Preservation's Heritage Emergency National Task Force and the Council of State Archivists (with its Emergency Preparedness Initiative).
The most important thing is to do something on MayDay that will help save our archives. If you come up with other activities, we’d like to add them to the list. Please send information to the Society of American Archivists at
MayDay@archivists.org so that we may share it with others. We’d also like to track who has participated in MayDay activities and what you did. If you or your repository conducts MayDay exercises, please send a note to the same address. Here's a list of groups and repositories that notified us of their participation in MayDay 2006.



Declaração Conjunta


A relação entre Arquivos e Guerra não é certamente das mais felizes: em cenários de guerra os arquivos são muitas vezes destruídos, desmantelados e usurpados aos países produtores. Tal situação manifesta-se claramente contra o Princípio Arquivístico da Territorialidade que determina que os arquivos devem ser conservados sob a jurisdição arquivística do território que os produziu.

Cumprindo este princípio e o respeito pelos documentos a Sociedade de Arquivistas Americanos (Society of American Archivists) e a Associação de Arquivistas Canadianos (Association of Canadian Archivists) elaboraram a Declaração Conjunta relativamente à documentação do Iraque que sofreu vários e diversos tipos de “ataque” durante as duas Guerras do Golfo.
Nesta declaração estão referenciadas o tipo de documentação usurpada, a quantidade e os autores dessas usurpações.
Pode ler esta declaração no seguinte endereço:
http://www.archivists.ca/downloads/documentloader.aspx?id=6766
Imagem: Museu de Cabul

24 Abril 2008

GNR inaugura Arquivo Histórico

A Guarda Nacional Republicana (GNR) inaugura hoje o seu Arquivo Histórico e Museu. Esta inciativa visa a recuperação e maximização do património histórico e cultural da GNR. O património da GNR inclui importantes espólios documentais, bibliográficos, fotográficos e museológicos, acumulados ao longo dos seus 97 anos de história, bem como por ser herdeira directa do património das Guardas de Políticas suas antecessoras, desde 1801, sendo ainda a herdeira de diversas instituições entretanto extintas, casos da Polícia de Viação e Trânsito e da Guarda Fiscal.


O Arquivo Histórico e o Museu da GNR estão integrados na estrutura do Comando-Geral da corporação e irão permitir a preservação do património histórico e cultural, assim como a a sua inventariação, digitalização e disponibilização aos cidadãos em geral, fazendo uso das novas tecnologias de informação e do conhecimento.


O Arquivo Histórico da GNR sob a coordenação do Major Nuno V. Andrade localiza-se no Quartel de Alcântara, na Praça da Armada, nº 40 e inclui o Arquivo Documental, o Arquivo de Imagem, a Biblioteca, o Centro de Estudos Históricos e a Sala de Leitura/Auditório.

O Museu fica sedeado no Quartel do Carmo.

Imagem: Brasão da GNR

E assim vão os nossos arquivos!!!

Neto de Humberto Delgado encontrou processo da morte do General degradado, uma"cave" do Tribunal da Boa Hora .


O neto de Humberto Delgado revelou dia 22 de Abril que o processo do assassínio do general pela PIDE permaneceu, nos últimos anos, em "péssimas condições de conservação" e "sujeito a inundações" numa "cave" do Tribunal da Boa Hora, em Lisboa.A revelação de Frederico Delgado Rosa à Agência Lusa de que aquele conjunto de volumes em papel, de grande valor histórico e que nunca foi microfilmado ou devidamente protegido, ocorreu na véspera de o ministro da Justiça entregar ao Arquivo Distrital de Lisboa (Torre do Tombo) o processo relativo ao homicídio do general, ocorrido em 1963 na localidade espanhola de Villanueva del Fresno, junto à fronteira portuguesa. A situação anómala que levou o processo, composto por 18 volumes, a ficar "todo empilhado no chão, em caixotes de cartão, sujeito a inundação e em péssimas condições de conservação" começou há alguns anos quando foram extintos os Tribunais Militares, que haviam julgado e condenado, à revelia, Casimiro Monteiro (elemento da PIDE envolvido no caso) e ilibado outros, incluindo o chefe da brigada da PIDE Rosa Casaco, numa decisão que o neto da vítima classifica de "farsa".Frederico Delgado Rosa, que brevemente vai lançar o livro "Humberto Delgado - Biografia do General Sem Medo", resultado de um trabalho de sete anos de investigação, lembrou que, com a extinção dos tribunais militares, "grande parte dos processos" ali decorridos foram para o "Arquivo Histórico Militar". Segundo o neto do general, a "dúvida" sobre o destino dado ao processo da morte de Humberto Delgado "ficou a pairar" até que, no âmbito da pesquisa que estava a realizar, precisou de "manusear" os autos no antigo Tribunal Militar de Santa Clara, Lisboa, e, após várias indagações, descobriu, em meados do ano passado, que este tinha ido, afinal, para o Tribunal Criminal da Boa Hora, Lisboa, mais concretamente para a 2ª Vara. O neto do "general sem medo" recebeu "autorização" para consultar o processo, mas qual é o seu espanto este estava numa "cave, todo empilhado no chão, em caixotes de cartão, sujeito a inundação e em péssimas condições de conservação". "As funcionárias judiciais nem sequer sabiam que tinham o processo", que inclui "cópia" do processo instruído em Espanha, relatou à Lusa Frederico Delgado Rosa, notando que nos autos está "documentação importantíssima", designadamente o dossier da "Operação Outono". Além da documentação original, existem também "diversas fotografias" no processo relativo ao assassínio do general, após uma cilada em Badajoz (Espanha), montada em redor de uma pretensa reunião com militares portugueses, oposicionistas a Salazar. Além de encontrar os autos na cave na Boa Hora, Frederico Delgado Rosa ficou ainda "espantado" ao saber que um dos volumes do processo estava num piso superior do tribunal, porque juridicamente este caso "estava ainda em aberto", porque "não se sabia se (o PIDE) Casimiro Monteiro estava vivo ou morto". Isto, apesar de, conforme lembrou o neto do general, o inspector da PIDE Sachetti já há muito ter dito publicamente que Casimiro Monteiro tinha morrido na África do Sul. "Vamos esperar até ao ano 3000 para saber se ele está vivo ou morto", criticou, questionando quais foram as diligências que a Justiça e o Estado português fizeram para descobrir se Casimiro Monteiro está vivo ou morto. "Aposto que não fizeram nenhuma (diligência)", antecipou. Inconformado com o estado em que encontrou o processo na Boa Hora, havendo "folhas rasgadas, outras dobradas e em péssimas condições", o neto do general alertou a Fundação Humberto Delgado para a situação, tendo esta intervido, sem efeito, para que a documentação saísse da Boa Hora e fosse entregue ao Arquivo Histórico Militar. Segundo Frederico Delgado Rosa, a resposta da Boa Hora à Fundação Humberto Delgado foi apenas a de que "o tribunal não antecipa decisões". Uma ocasião propíciaQuanto à decisão anunciada de transferir agora o processo da Boa Hora para o Arquivo Distrital de Lisboa (Torre do Tombo) o neto de Humberto Delgado considera tratar-se de "um golpe de teatro", feito com muita rapidez, já que a denúncia da situação é feita no livro biográfico do general a ser lançado a 7 de Maio na Assembleia da República. "O livro sai do prelo e é tomada esta decisão. Estou convencido que é uma decisão mais política do que judicial", em resposta às denúncias feitas no livro, disse, admitindo, contudo, à Lusa que "o mais importante é a salvaguarda e a conservação daquele património da história" de Portugal, num local mais seguro e adequado. O neto do general insiste, porém, que o "lugar mais natural" para o processo ficar é no Arquivo Histórico Militar, tanto mais que foi o Tribunal Militar do Campo de Santa Clara, Lisboa, a julgar o caso. Considerou ainda que a deliberação final aí tomada a 27 de Julho de 1981 foi uma "farsa", que serviu para ilibar Rosa Casaco, os seus superiores hierárquicos e "até o próprio Salazar", observando que "há pessoas ligadas ao sistema judicial português que sabem disso, mas não querem que se saiba". "Isso explica porque é que o processo estava metido na cave (da Boa Hora)", argumentou. Com esta transferência do material, disse esperar que o "processo seja conservado e reproduzido em vários tipos de suporte", pois "é um dever do Estado fazê-lo". "É importante uma microfilmagem, pois dura séculos", propôs, advertindo que "há quem gostaria que o processo ardesse ou ficasse inundado". A Lusa tentou obter um comentário do Ministério da Justiça à situação criada no Tribunal da Boa Hora, mas até ao momento não foi possível obter qualquer resposta. O ministro da Justiça, Alberto Costa, realizou ontem a entrega do "processo comum colectivo nº. 469/04.4TCLSB".
Segundo o Ministério da Justiça, o processo relativo ao assassínio de Humberto Delgado é composto por 18 volumes, 45 apensos e "vai ficar sob custódia do Arquivo Distrital de Lisboa a título de depósito, que se converterá em incorporação decorridos os prazos de conservação previstos em portaria de gestão de documentos dos tribunais".



E é assim que ainda nos dias de hoje se encontram muitos dos nossos arquivos, ora por ignorância, falta de meios, incúria ou mesmo propositadamente na expectativa de que por "artes mágicas" certos porocessos se percam em parte incerta...



Fonte: Público/Lusa

Processo de Humberto Delgado entregue à Torre do Tombo

Os 18 volumes do processo judicial do general Humberto Delgado, assassinado pela polícia política, foram ontem entregues ao arquivo distrital de Lisboa (Torre do Tombo) numa cerimónia presidida pelo ministro da Justiça.
Além de Alberto Costa, estiveram na cerimónia o ex-presidente da República Mário Soares, que foi advogado de Delgado, e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento.
Humberto Delgado, conhecido como «general sem medo» por desafiar a ditadura e
candidatar-se à Presidência da República nas eleições de 1958, foi assassinado pela PIDE a 13 de Fevereiro em Espanha, junto à fronteira portuguesa, perto de Mourão.
O vasto processo permaneceu nos últimos anos em péssimas condições de conservação, sujeito a inundações numa "cave" do Tribunal da Boa Hora, Lisboa, conforme testemunhou o neto do general, Frederico Delgado Rosa.


Fonte: Diário Digital / Lusa

23 Abril 2008

Obra de Saramago na exposição A Consistência dos Sonhos no Palácio da Ajuda

Vida e obra de Saramago vista como um romance

Abre portas hoje a exposição José Saramago – A Consistência dos Sonhos, na Galeria do Rei D. Luís I no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. Esta mostra parte de uma organização conjunta do Instituto dos Museus e Conservação, da Biblioteca Nacional de Portugal e da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. Esta exposição vai contar com obras inéditas do autor.

José Saramago considera que falta a Portugal espírito crítico. Falando à Comunicação Social no decorrer da apresentação da exposição A Consistência dos Sonhos, uma das maiores e mais completas mostras organizadas em torno da sua vida e obra considerou que: ”Nós, os escritores, não podemos salvar o Mundo nem o país em que vivemos. Mas há muito trabalho a fazer para construir um lugar onde Portugal possa reconhecer-se. Estamos um bocado aborregados. Talvez haja necessidade de rever drasticamente certas políticas, mas creio que o mais urgente é a definição de um cidadão cuja principal característica seja o uso do espírito crítico.”



O encontro com a Comunicação Social reuniu o escritor, o comissário e autor da ideia da exposição, Fernando Gómez Aguilera, da Fundação César Manrique, de Lanzarote, e o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. Para o governante, a “exposição é um verdadeiro romance. É uma descrição de uma vida que, sendo singular, é absolutamente universal”.


A exposição A consistência dos Sonhos, que inaugurou em Lanzarote no ano passado, é agora apresentada em Lisboa, num formato mais alargado, incluindo documentação da Biblioteca Nacional de Portugal (que estranha designação!!!). Estruturada em três grandes núcleos, a mostra possui uma forte componente multimédia e poderá ser visitada até 27 de Julho.

Uma exposição a não perder!!



Fontes: LUSA e JN

Dia Mundial do Livro - Prémio Cervantes

Entrega do Prémio Cervantes como acto central do Dia do Livro em Espanha!


A entrega do Prémio Cervantes ao poeta argentino Juan Gelman pelo rei Juan Carlos é um dos actos centrais do Dia Mundial do Livro, assinalado hoje nas principais cidades espanholas.


Gelman, que receberá o prémio na Universidade de Alcalá de Henares, explicou já que deverá discursar sobre o que "sugere" a obra de Cervantes, que o argentino considera "o mais apreciado" da língua espanhola.
Caberá a Gelman iniciar durante a tarde a 12ª leitura contínua de D. Quixote no Circulo de Bellas Artes, em Madrid, que analisará ainda o centenário da chegada de Antonio Machado a Soria.

Imagem: Juan Gelman
Na Catalunha, região com maior tradição desta celebração, cerca de 600 livrarias colocarão postos de venda nas ruas, para aproximar os livros do público.
Como anualmente, as novidades eleitorais disputarão o interesse dos leitores.
Este ano as atenções deverão virar-se para Carlos Ruiz Zafón - autor do bestseller "A sombra do vento" - cujo novo livro, "O jogo do anjo", vendeu 2830 mil exemplares no último fim-de-semana, primeiro que esteve à venda.
Noutros pontos de Barcelona estarão diversos autores como Isabel Allende, Matilde Asensi, Juan José Millás, Juan Eslava Galán, Paul Preston, Donna Leon, Noah Gordon, Julia Navarro, Quim Monzó, Tracy Chevalier e Josep Maria Espinás.
Madrid acolherá a 3ª noite dos livros, com mais de 450 actividades em que participam escritores e artistas, entre eles a cantora norte-americana Patti Smith.


Fonte: LUSA

Programa do Dia Mundial do Livro

Ficam aqui indicadas algumas iniciativas para comemorar este dia:

Alcobaça
Abril é o mês dos livros na biblioteca. "Festa dos livros" é o nome de um programa que inclui contadores de histórias, oficinas de livros e sessões de leitura.
Braga
A companhia Filandorra - Teatro do Nordeste vai apresentar, no Theatro Circo, a peça "A menina do mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Cascais
Oito horas de leitura sem parar é a proposta da Fnac do CascaisShopping, com início marcado para as 15 horas.
Coimbra
Trinta farmácias de Coimbra vão oferecer uma série de "receitas de leitura". Nos balcões, vão estar, a cada mês, 30 títulos cuja toma se aconselha, tendo em vista "a saúde do intelecto".
Famalicão
Até domingo, na Galeria Municipal da Antiga Casa do Malheiro, decorre mais uma edição da Feira do Livro de Saldo. Com descontos até 80%, a feira disponibiliza 10 mil títulos.
Gaia
Um ateliê de teatro, dirigido por Isabel Barros a partir da peça "Óscar", de João Paulo Seara Cardoso, é a proposta da Fnac do GaiaShopping. Às 15.30.
Grândola
Conversas à volta dos livros, exibição de filmes que resultam de adaptações literárias e uma exposição de pintura são as iniciativas com que a biblioteca local resolveu assinalar a data.
Loulé
O espectáculo "Onde está a escola?", do Grupo Klassikus, integra o leque de actividades a desenvolver na biblioteca local.
Oliveira de Azeméis
Do vasto programa organizado pela Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, destaca-se a iniciativa "Contos cruzados", que propõe a partilha de histórias por crianças e idosos.
Póvoa de Varzim
"Vamos passar o testemunho" é a iniciativa a decorrer no Auditório Municipal. Entre as 9.30 e as 24 horas, decorre a "Maratona das bibliotecas".

Livros e Leitores - alguns números sobre as letras




Uma vez que hoje se comemora o Dia Mundial do Livro ficam aqui alguns números realtivos à relação entre os livros e os leitores para uma reflexão ou para mera curiosidade.

Segundo os resultados de um inquérito de uma multinacional de estudos de mercado divulgados ontem, em 2007, em Portugal, foram vendidos cerca de 13,5 milhões de livros, correspondendo a 152 milhões de euros, e saíram 28,5 mil livros.
A literatura concluiu também a empresa Gfk - é o género que mais vende (29 por cento), seguido do infantil/juvenil, e Lisboa concentra metade das vendas.
Entre os cinco autores mais vendidos em 2007, lista encabeçada por Rhonda Byrne ("O Segredo"), figuram dois portugueses, José Rodrigues dos Santos e Miguel Sousa Tavares, indica a mesma fonte.
Num outro estudo, encomendado pelo ministério da Cultura e divulgado em Janeiro passado, indica que o volume de negócios do sector do livro em Portugal atingiu 318 milhões de euros em 2005.
De acordo com um inquérito de dois investigadores do ISCTE divulgado a semana passada, a maioria dos portugueses considera que a leitura é "importante" e tem vindo a crescer na última década, mas apenas 44 por cento afirmam ter o hábito de ler.

Fonte:Lusa

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor foi instituído em 1996 pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril, dia de São Jorge, em 100 países. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge (Saint Jordi) e recebem em troca, um livro. Em simultâneo, como já foi referido anteriormente, é prestada homenagem à obra de dois dos maiores escritores da história da humanidade, Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril. Partilhar livros e flores, nesta Primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão (tal como a Su teve a amabilidade de partilhar connosco).


A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).


Já anunciaram várias vezes a sua morte, mas o anúncio revelou-se prematuro: o livro está vivo e no dia que anualmente lhe dedica a UNESCO continua a valorizá-lo como "um instrumento único de cultura, educação, comunicação e divertimento".
O livro contribui para construir e manter o tecido educativo, cultural e económico das nossas sociedades, onde desempenha múltiplos e fundamentais papéis", diz o director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, na mensagem alusiva ao "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor", que é assinalado hoje em cerca de cem países.
O livro salienta o director-geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) "é o pivot de uma vasta cadeia de actividades e profissões geradoras de rendimentos e uma componente importante do desenvolvimento económico".
A UNESCO exorta também os decisores políticos e agentes económicos a reconhecerem "plenamente" o papel do livro e da leitura, salientando o "benefício" que isso representa para o mundo.


Nesta data celebra-se também o direito de autor. Um direito que é reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigo 27º) e pela Constituição da República Portuguesa (artigo 42º). O direito de autor funciona simultaneamente como garantia de defesa do património e dos valores culturais.


A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Desde então o dia 23 de Abril tem sido comemorado de diversas formas um pouco por todo o mundo. Em Portugal, o Dia será assinalado por bibliotecas, editoras e autarquias, e em Lisboa, uma das antigas livrarias da cidade cumprirá a tradição oferecendo uma rosa a quem comprar um livro. Neste sentido, hoje realizam-se feiras do livro, exposições, espectáculos culturais, palestras, declamações ou outros simples gestos de assinalar deste dia.

Fonte: LUSA

Dia do Livro, dia de S. Jorge

Desde 1996 que a UNESCO decidiu comemorar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor a 23 de Abril, também dia de São Jorge.
Este dia também ficou marcado pela morte de Shakespeare (dizem) e Cervantes.
Segundo a tradição catalã, os cavaleiros ao oferecerem uma rosa vermelha de São Jorge às damas, recebem em troca um livro.
Aqui ficam...


Uma rosa
Um livro

15 Abril 2008

Ministério da Cultura e Misericórdias assinam acordo

Ministério da Cultura e Misericórdias assinam acordo para preservar imóveis e arquivos


O ministro da Cultura e a direcção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) celebraram dia 4 deste mês em Fátima um protocolo para a recuperação do património imóvel, móvel e arquivístico daquelas instituições.
Para o ministro Pinto Ribeiro, a “lei do património prevê este tipo de parcerias” que são uma prioridade da tutela, visando sempre “recuperar e revivificar” os espaços culturais.
No seu entender, este e outros protocolos celebrados com instituições da sociedade civil procuram resolver um “problema de eficácia cultural e social” que ainda existe em Portugal.
“Os fundos escassos que temos para aplicar devem servir para trazer mais pessoas e alargar as parcerias”, acrescentou o ministro.
Por seu turno, o presidente da UMP, Manuel Lemos, considerou que este protocolo irá permitir “uma visão coordenada das intervenções a realizar” por cada instituição.
“É uma área nova que se abre ao nosso trabalho e que queremos agarrar com rigor e qualidade”, acrescentou Manuel Lemos.
O protocolo é válido por dois anos e envolve várias instituições do Ministério, que se comprometem a prestar apoio técnico à inventariação do património das Misericórdias com interesse cultural e prestar apoio técnico à valorização, recuperação, conservação e acompanhamento das intervenções em imóveis das Misericórdias.
No que respeita ao património móvel, a UMP contará com apoio técnico na área de museologia e em intervenções de conservação e restauro.
Já no que respeita ao último ponto do protocolo, os serviços ministeriais deverão disponibilizar on-line, em parceria com a UMP, “o inventário dos arquivos das Misericórdias e promover o apoio técnico à informatização dos arquivos, digitalização da documentação e preservação de arquivos digitais”.
Por seu turno, as Misericórdias comprometem-se a fornecer à tutela a sua bases de dados de imóveis com interesse cultural e em sensibilizar as instituições para o “empréstimo dos seus acervos documentais aos arquivos da rede DGARQ (Arquivo Nacional Torre do Tombo, Arquivos Distritais, Centro Português de Fotografia)” bem como “estimular e implementar” outras parcerias.
Além disso, a UMP irá sensibilizar as suas 384 associadas para a “cedência dos seus espaços aos serviços e organismos que integram o Ministério da Cultura tendo em vista a celebração de parcerias tendentes à dinamização e criação de redes”, refere o protocolo.
Fonte: Agência Ecclesia

14 Abril 2008

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Comemora-se no dia 18 de Abril o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Criado precisamente a 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios) e aprovado pela UNESCO, este dia tenta dar visibilidade aos monumentos e sítios (arqueológicos, bairros históricos, entre outros).

O tema deste ano é o Património Religioso e Espaços Sagrados. E o programa de comemoração é vasto e variado (visitas guiadas, teatro, exposições, música, filmes, peddy papers, actividades pedagógicas, entre outras actividades) de Norte a Sul do país.

Consultar o programa deste dia no seguinte endereço: http://18deabril.sapo.pt/index.php.

Imagem: Igreja de Santiago - Belmonte

11 Abril 2008

Arquivos Iberoamericanos

Archivos de Iberoamérica




O arquivista espanhol Pablo Durand Baquerizo criou uma página web intitulada Archivos de Iberoamérica. Esta página oferece informação muito interssante sobre recursos arquivísticos na América Latina, Espanha e Portugal. Inclui directórios de organizações profissionais, programas académicos e blogues sobre arquivística.








Tem informações relevantes no caso de Portugal, apesar de algumas limitações. Porém, é uma iniciativa a seguir com atenção.

07 Abril 2008

Preservação Digital


Recomendações para a produção de planos de preservação digital.


Foi publicada recentemente pela DGARQ uma compilação sobre preservação digital intitulada: Recomendações para a Produção de Planos de Preservação Digital.

Esta iniciativa denota um interesse cada vez mais crescente e premente para as questões desta temática. É fundamental que se comece a pensar e agir hoje para se evitar perdas no futuro. Por isso é uma obra a consultar com atenção.

Estas recomendações elaboradas sob a coordenação de Francisco Barbedo em parceria com Glória Santos, Luís Corujo e Mário Sant'Ana encontram-se no site da DGARQ.

26 Março 2008

Prioridades!!!!

Afinal quais são as prioridades da vida?


Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que “sim”. O professor pegou então numa caixa de fósforos esvaziou-a dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que “Sim”. Logo, o professor pegou numa caixa de areia e vazou-a dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um “Sim” retumbante. O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou: «Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, e o resto é só areia.» Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: - «Então e o que representa o café?» O professor sorriu e disse: «Ainda bem que perguntas! Isso é só para lhes mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com um amigo.»

A amizade é o que nos permite caminhar para a frente!!! Um obrigada a todos os que cultivam as amizades!!!

Cadernos BAD sobre Blogues

Blogues nos Cadernos BAD

Foi recentemente publicado um novo número dos Cadernos BAD.
E este número trata sobre blogues na área da Informação e Documentação. Mais um número que merece uma leitura e algumas reflexões!!! O sumário deste número encontra-se disponível no site da BAD.

16 Março 2008


“Os arquivos são o arsenal da administração e o celeiro da história.”


(Charles Braibant, 1970)



09 Março 2008

Our friends, the Archives

24 Fevereiro 2008

Quem foi que disse que os Arquivos não dão dinheiro?

"Um Arquivista, funcionário público de Nova Iorque, foi preso acusado de vender documentos históricos dos arquivos do governo pelo site de leilões eBay, informaram nesta segunda-feira as autoridades norte-americanas. Daniel Lorello, 54, de Rensselaer, Nova York, foi acusado de roubo, posse indevida e fraude.
Entre os documentos roubados, está uma carta de 1823 do vice-presidente John C. Calhoun e cópias do Davy Crockett Almanacs, panfleto escrito pela figura histórica que morreu em Alamo, no Estado norte-americano do Texas. (...)
O arquivista afirmou que apenas em 2007 pegou de 300 a 400 itens, incluindo as quatro páginas da carta do vice-presidente Calhoun, o que lhe rendeu ofertas de mais de US$ 1.700 enquanto os investigadores monitoravam as vendas. As autoridades recuperaram cerca de 400 itens levados pelo arquivista.
De acordo com Lorello, esta quantidade corresponde a aproximadamente 90% de tudo que foi levado, embora ele não determine quantos itens foram vendidos on-line. Nos leilões do eBay lançados por Lorello também constavam litografias da Currier & Ives, que ele descrevia como "em excelente condições". No leilão das cartas do vice-presidente Calhoun dizia "100% de satisfação garantida."
Fonte: Folha Online - 29/01/2008
Só é pena que não tenha sido da melhor forma...

22 Fevereiro 2008

Nós fazemos parte