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16 maio 2007

ESTUDOS SUPERIORES PARA QUÊ?!

O acesso às carreiras mais altas da função pública vai deixar de exigir licenciatura aos candidatos. Esta é uma das novidade do novo regime de vínculos, carreiras e remunerações que se encontra em fase final de negociação e que deverá dar entrada na Assembleia da República até final de Junho de modo a entrar em vigor em Janeiro do próximo ano.
Até aqui, a candidatura ao concurso de acesso à carreira de topo na função pública - designada, no regime geral, de técnico superior e cujos vencimentos brutos oscilam entre um mínimo de 1300 euros e um máximo de 2940 - exigia a apresentação de uma licenciatura. No futuro, esta será ainda a regra geral, mas deixa de ser uma condição necessária.
O n.º 1 do artigo 50.º refere que "em regra, pode apenas ser candidato ao procedimento quem seja titular do nível habilitacional [...] correspondente ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho para cuja ocupação o procedimento é publicitado". Porém, refere o n.º 2, "a publicitação pode prever a possibilidade de candidatura de quem, não sendo titular da habilitação exigida, considere dispor da formação e, ou, experiência profissionais necessárias e suficientes para a substituição daquela habilitação".
O n.º 3 do mesmo artigo coloca um travão a esta "liberdade" concedida aos serviços e portanto aos seus dirigentes: a dispensa de habilitação não é admissível quando exista uma lei especial a exigir para determinada carreira um título específico.
A dispensa de habilitação literária específica aplica-se igualmente às carreiras associadas à titularidade do 12.º ano, que é o caso da futura carreira de assistente técnico.
Deste modo, o Governo seguiu a recomendação da comissão técnica presidida por Luís Fábrica, que elaborou um relatório sobre a reforma do regime de vínculos e carreiras na função pública. No relatório divulgado em Setembro, a comissão questionava "se a sobrevalorização do título académico e das habilitações literárias traduz o regime mais adequado ao bom exercício de funções públicas - sobretudo quando se sabe que o sistema de ensino em Portugal continua a privilegiar a aquisição de conhecimentos teóricos". Por isso, a comissão propôs "terminar com a sobrevalorização do saber lógico-formal em detrimento da inteligência prática
No futuro, o ingresso na função pública bem como a mudança dentro de uma carreira (alteração de categoria) vai continuar a fazer-se por concurso público, ao qual se podem candidatar todos os funcionários e outros trabalhadores. Já a mudança de nível remuneratório dentro da mesma categoria dependerá da antiguidade no posto e da avaliação de desempenho obtida
Manuel Esteves
Agora pergunto eu:
- Devemos ser o país com maior taxa de licenciados desempregados;
- O processo de Bolonha veio agilizar o processo de obtenção de licenciatura e mestrado; c
- Cada vez teremos mais licenciados....
MAS PARA QUÊ, SE AFINAL PARA SER TÉCNICO SUPERIOR NA FUNÇÃO PÚBLICA E PROSSEGUIR CARREIRA JÁ NEM VAI SER PRECISO TER HABILITAÇÃO SUPERIOR?????????
Questiono já a pertinência de existir habilitação superior de todo em Portugal, porque pelos vistos o 9º ou o 12º faz o mesmo efeito!!!!
Daqui a pouco vêem dizer que a base da pirâmide é que tem de ser altamente qualificada (e ganhar uma ninharia) e o topo da pirâmide só precisa ser competente, ao ponto de corresponder ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho (ATESTADO POR QUEM????) e ganhar o quádruplo!
MAS ANDAM A GOZAR CONNOSCO OU QUÊ?! AI, AI, AI, AI.....

15 maio 2007

"Ganda" Simplex!

Depois do sucesso do programa "Empresa na Hora", o ministério da Educação, em parceria com Universidade Independente, decidiu criar o programa "Licenciatura na hora".

Através deste programa, qualquer cidadão passa a poder tirar qualquer licenciatura em menos de uma hora e sem sair de casa (incluindo domingos). Basta aceder ao site da Uni e seguir os passos e em menos de uma hora tem a licenciatura na mão.

Este programa está inserido no política do governo que visa eliminar um dos grandes entraves ao crescimento do país, que é a excessiva burocracia. Segundo palavras da Ministra da Educação, "era incompreensível que um simples canudo necessitasse de 3 a 5 anos (no mínimo)" para ser conseguido. E, segundo palavras do ministro Mariano Gago, "este programa já tinha sido experimentado anteriormente. Mais concretamente no Governo de António Guterres em 1996, no curso de Engenharia Civil, com o enorme sucesso que toda a gente conhece".

Seja um bom patriota, contribua para o desenvolvimento do País e divulgue esta excepcional medida que visa o nosso bem, o dos nossos filhos e netos.

Fonte: Anónimo