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02 agosto 2007

Digital archivists look to porn

BERKELEY, Calif.--How can society preserve digital art on the Internet the way brick-and-mortar museums can for Picassos and van Goghs?

Oddly enough, at least one preservationist believes the answer might be found in an expression that most curators don't consider art--online pornography.

"I guarantee that a wealth of pornography from the late 20th century will survive in digital distributed form (because) it's a social model that's working extremely well," said Kurt Bollacker, digital research manager at the Long Now Foundation, a nonprofit fostering several digital-works preservation projects. Bollacker spoke Thursday at a symposium called "New Media and Social Memory" at the University of California at Berkeley Art Museum and Pacific Film Archive.

He held up the adult industry--always the digital pioneer--as one example of a self-selected community on the Web that swaps images and videos so regularly and widely that that activity will ultimately help preserve an archive over years. Similarly, he pointed to successful niche archives like the Multi-Arcade Machine Emulator, or MAME, a collective of programmers who preserved video games from the 1980s with CPU and hardware emulators.

"Anyone interested in preserving digital art should evaluate ongoing distributed data efforts," said Bollacker, who has a background in artificial intelligence and previously worked with the Internet Archive, a Web preservation project.

Bollacker was among several technologists, academics and curators considering the question of digital art and how to preserve it in a fast-moving world of technological change.

Challenges to preservationTraditionally, preserving any art--books, music or paintings--has been highly controlled by skilled professionals, who often deal with tangible, long-lasting and, in the case of museum quality art, highly expensive materials. But in the digital world, that model is turned on its ear--just ask the record labels if controlling distribution of digital music is easy. On the Internet, moving data is cheap and easy, the media is ephemeral, and preservationists are amateurs.

And as Bollacker said, "Millions of people can make digital art, and maybe most of it is crap, so we don't know which to save."

The challenges to cataloging and preserving any work online are common to all fields of art. Those include the limits of human resources to track the body of work online--and those are only getting more finite. Another is the obsolescence of file formats: how can future generations access digital media if the formats and software they're recorded in are eventually replaced?

The digital realm does have its benefits, however. Costs of storage have dropped so low that Hitachi recently unveiled the first terabyte hard drive, opening up the possibility of storing all of the text of the Library of Congress on one server, for example. Low-cost bandwidth also makes it easy for people to move media relatively easily. And the Internet is not short on creativity or motivation from the millions of people it attracts.

Still, preservationists are asking themselves how best to record history (...)."
CNET News.com
E pronto quando é para arquivar, é para arquivar MESMO TUDO!
E AGORA DIGAM LÁ QUE SER ARQUIVISTA É MAU?! EHEHEHEHE

09 maio 2007

DIAP sem meios para arquivar

Há 50 mil inquéritos findos no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, mas os arguidos continuam a desconhecer o arquivamento do processo. Em causa está a falta de meios para dar cumprimento às notificações.

A informação foi divulgada pela Procuradoria-Geral Distrital (PGD) de Lisboa no habitual balanço trimestral divulgado na internet. Segundo a análise da procuradora distrital, Francisca Van Dunen, o DIAP de Lisboa é um dos departamentos do Ministério Público que suscita “particular preocupação” pelo volume de inquéritos que aguardam despacho há mais de um mês. Para a magistrada, que apresentou também a comparação com o ano de 2006, “persistem as dificuldades de resposta de magistrados e/ou oficiais de justiça, num grupo significativo de comarcas”, entre os quais se destaca Lisboa e o respectivo DIAP.

Contactada pelo CM, Maria José Morgado, que no mês passado sucedeu a Van Dunen na coordenação do DIAP, lembrou que este departamento, tal como afirmou no discurso de tomada de posse, “não tem um sistema informático da gestão do inquérito”, garantindo que a situação do DIAP é do conhecimento do Ministério Público. Segundo Morgado, a falta do sistema informático implicaria um quadro completo de funcionários administrativos – 30 em falta – para dar cumprimento a três mil notificações por dia.

A pendência de processos findos por falta de notificação foi, aliás, um dos exemplos dado por Morgado, quando tomou posse como coordenadora do DIAP, a 17 de Abril, para demonstrar as consequências da ausência de um sistema integrado de gestão de inquérito, situação responsável “por um gigantesco carrossel de desperdício de recursos humanos”.

Na mesma ocasião, também o procurador-geral da República (PGR), Fernando Pinto Monteiro, que destacou a importância do DIAP pela percentagem da criminalidade que ali é investigada – cerca de 20 por cento em relação ao total do País –, admitiu que este departamento “precisará de alguma reestruturação” e de “meios operacionais de que não dispõe”. No entanto, ontem, o CM tentou obter um comentário do PGR, o que não foi possível até ao fecho da edição. Durante a manhã, o PGR esteve reunido com Morgado no âmbito das habituais reuniões de trabalho.

ACUSAÇÕES SÃO APENAS 5 POR CENTO: A análise do movimento processual registado, no primeiro trimestre de 2007, no distrito judicial de Lisboa, revela que três em cada quatro processos têm como despacho final o arquivamento e apenas cerca de 15 por cento dos inquéritos tem como desfecho acusações – números semelhantes aos registados em 2006. Quanto à pendência processual no distrito, situa-se nos 78 mil processos, sendo que cerca de 19 mil têm data de entrada anterior a 2005, ou seja, são classificados como processos antigos. Nesta matéria, a magistrada Francisca Van Dunen admite que é necessário um “esforço significativo para eliminar a pendência dos processos antigos”. A procuradora distrital de Lisboa, que sucedeu no cargo a João Dias Borges, considera que há falta de funcionários e também ausência de formação, situação que contribui para a elevada pendência processual. E adianta que houve sucessivos pedidos de intervenção à Direcção-Geral da Administração da Justiça, mas que “não lograram atenuar ou pôr fim a este estado de coisas”.

APONTAMENTOS

DISTRITO: O distrito judicial de Lisboa, que engloba as regiões autónomas da Madeira e dos Açores e compreende 42 comarcas agrupadas em 12 círculos judiciais, tem 400 procuradores e 650 funcionários. Só o DIAP, o maior departamento do Ministério Público, tem 169 funcionários e 70 magistrados.

DIAP: O DIAP de Lisboa, à semelhança dos DIAP do Porto, Évora e Coimbra, foi criado em 1999. Este departamento, que em Lisboa tem 12 secções - oito na Rua Gomes Freire e as 4 restantes na Casal Ribeiro -, é responsável pela direcção do inquérito e pelo exercício da acção penal na comarca de Lisboa.

CRIMINALIDADE: Pelo DIAP, coordenado por Maria José Morgado, passa cerca de 20 por cento da criminalidade em geral – designadamente crimes graves e complexos ocorridos na área do distrito de Lisboa –, correspondendo a um dos maiores departamentos do Ministério Público na primeira instância.

78 520 inquéritos estavam pendentes no distrito judicial de Lisboa no final do primeiro trimestre de 2007, menos quatro mil do que o número registado no final de 2006.

42 649 dos 55 mil processos findos nos primeiros três meses de 2007 foram arquivados. Apenas cerca de sete mil acabaram com dedução de acusação (...).

Ana Luísa Nascimento

Fonte: Correio da Manhã 9/5/2007

Acho que este artigo dispensa qualquer tipo de comentário, não é?!

Dia Aberto no Arquivo Fotográfico de Lisboa