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03 março 2009

Perda histórica no Arquivo de Colónia


Berlim, 03 Mar (Lusa) - As equipas de resgate continuam a procurar três pessoas que se encontram desaparecidas em consequência do desmoronamento, hoje, do Arquivo Histórico da Colónia e de dois edifícios próximos, informou a polícia.
O paradeiro de outras seis pessoas, que estavam dadas como desaparecidas, foi entretanto esclarecido.
Se as três pessoas que estão a ser procuradas se encontrarem entre os escombros, as possibilidades de saírem com vida são escassas, considera a polícia.
Os empregados do arquivo e as pessoas que estavam a consultar documentos conseguiram salvar-se porque ouviram um ruído que anunciava o desmoronamento e fugiram para a rua.
Pensa-se que o desmoronamento do edifício se ficou a dever às obras de ampliação da linha do metro de Colónia.
Alguns funcionários do arquivo disseram ter alertado há semanas para o aparecimento de fendas.
O Arquivo Histórico de Colónia continha documentos com mais de mil anos de História e recentemente tinha recebido o legado completo do Prémio Nobel da Literatura de 1972, Heinrich Boll.
A "memória" da cidade renana - como era conhecido o edifício de la Severinstrasse - continha 65 mil actas, a mais antiga do ano 922, 104.00 mapas e planos, 50 mil cartazes e cerca de meio milhão de fotografias.
Tinha ainda 780 legados e colecções, designadamente o de Boll, comprado pela cidade de Colónia à família do escritor o mês passado.
O legado de Boll continha 6.400 manuscritos, além de cartas e documentos.
O Arquivo Histórico era considerado como um dos maiores arquivos municipais a Norte dos Alpes.
Em declarações à imprensa alemã, funcionários do arquivo admitiram que as perdas causadas podem ser mais valiosas do que as registadas no incêndio da biblioteca Anna Amalia de Weimar.
"Estamos a falar de 18 quilómetros de estantes que continham documentos do mais alto valor a nível europeu", disse Eberhard Illner, um homem que durante muitos anos trabalhou no arquivo, à emisssora Deutschland Radio.


TM.
Fonte: Agência Lusa

04 setembro 2008

Manuscritos do Mar Morto disponíveis na Internet

Cientistas israelitas estão a digitalizar documentos dos Manuscritos do Mar Morto, com cerca de dois mil anos, com o propósito de os disponibilizarem na Internet. A Autoridade Israelita de Antiguidades, que tem sob custódia os textos que lançam luz sobre a vida dos judeus e dos primeiros cristãos, disse que serão necessários mais de dois anos para completar o projecto.
Os documentos — considerados alguns dos mais estudados e, ainda assim, controversos da História — foram encontrados em cavernas próximas ao Mar Morto, em 1947, por pastores beduínos e durante muitos anos só um reduzido número de estudiosos pôde vê-los. O acesso, entretanto, foi ampliado depois e os textos foram publicados na íntegra há sete anos. A chegada dos textos à Internet poderá aumentar a controvérsia, pois permitirá novas interpretações para pontos que hoje já são debatidos.
Usando câmaras de precisão e focos que não emitem calor, os cientistas israelitas puderam decifrar capítulos e caracteres invisíveis ao olho humano.Os manuscritos são as cópias mais antigas da Bíblia em hebraico e incluem textos apócrifos que remontam do século III a.C. até o primeiro século da era cristã. Os especialistas fotografaram cerca de nove mil fragmentos. No total há 900 rolos, com 15 mil fragmentos. Como estão partidos, os textos permitem mais de uma interpretação.
Parte dos manuscritos está em exposição permanente no Museu de Israel. A colecção completa só havia sido fotografada uma vez, nos anos 50, com a ajuda de infravermelho. As imagens reveladas estão acomodadas em salas com temperatura controlada porque mostram detalhes que foram perdidos dos originais. Essas antigas fotos também serão digitalizadas dentro do novo projecto. Os cientistas esperam que a tecnologia ajude também a preservar os manuscritos ao detectar qualquer dano causado por humidade e calor.


Fonte: O Globo, Rio de Janeiro.