30 janeiro 2008

Dadus

Dados Pessoais - Dadus

No Dia Europeu da Protecção de Dados, a CNPD apresentou publicamente o seu Projecto Dadus.
Este projecto, desenvolvido para sensibilizar alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico para questões tão importantes como a protecção dos dados pessoais enquanto se utiliza a internet, foi desenvolvido no âmbito de um protocolo assinado com o Ministério da Educação em 2007.
Será assim lançado já no final deste mês nas escolas públicas do continente, sendo intenção da CNPD alargar o projecto às Regiões
Autónomas.
Para além disso, a CNPD disponibiliza ainda um
Blog do Dadus. Um espaço que se pretende de comentários, ideias, links para fichas e passatempos.

Este projecto revela-se ser um excelente meio de informação e alerta para os perigos do uso da internet.

Alguns Links úteis de Software livre

Pode ser que seja útil:

Sistema Operativo - Linux
Sistema Operativo – Linux – aplicação Caixa Mágica
Antivirus para Windows - Clamwin
Firewall, autenticação de website e mais - Comodo
Web browser e correio electrónico – Mozilla
Gestão de pesquisas/referências on line – ZoteroOpenOffice – versão portuguesa
Diagramas de fluxo – Dia
Gestão de conteúdos/gestão documental – Alfresco

29 janeiro 2008

A Torre de Babel – Concertações na funcionalidade do Arquivista.


Vou falar vos sobre algo que todos nós já vimos, sentimos, pensamos.


Mas sentimos nos excessivamente apavorados para falar desta invasão!.......

Será Possível?

Sim é possível….

Preparem-se! Vou falar vos do famoso……

Ratione officii Arqui vaisto - Estudo da Dinâmica Animal.

Este artigo pretende constituir um espaço de reflexão sobre a importância do estudo do comportamento animal e alerta para um Espécie pouco estudado (ainda não referida no Dicionário de arquivística…grave falha… então? ai….) o seu habit natural são os verdes prados das planícies universitários aonde se estabelecem, caçam, proliferam e acasalam.

A característica que define esta espécie é a sua total aversão a responder a questões básicas… este comportamento é o resultado directo desta subespécie da raça arquivística utilizar um cérebro grandemente deteriorado, uma síndrome incomum denominado Ratione officii Arqui vaisto que dá o nome à espécie.

Este síndrome é caracterizado por uma elevadíssima auto-estima, uma soberba aptidão de sobrevivência, e um pequeno Q.I. Esta combinação gera um interessante estado físico, raramente observado em cativeiro, em que o animal é acometido por diarreias verbais, e o seu discurso é composto por indecifráveis construções frásicas e um rame rame sobre questões normativas imaginárias.

Esta espécie pode ser facilmente reconhecida através deste simples teste.

(Por Favor usem de precaução e um tampão para os ouvidos quando o fizerem!)

Aluna – Bom dia Sr Professor - Afirma a inocente aluna de ciências documentais.

Ratione officii Arqui-va-isto– olá…jovem… estava aqui Justamente a reflectir ( Tavas …tavas..) sobre a questão do sistema arquivístico anglo-saxónico que embora se encontre dominado pelas deliberações do planeamento estratégico oficializados na conferência de Luxemburgo de 98, na realidade encontra-se no seu universo técnico reflexos claros das ilustres jornadas de 39. hahahahahahahah. Ou seja, acaba por ser uma incoerência no sistema deveras delicioso ( ri estupidamente, pois também não tem noção do que está a dizer)..

O território de caça deste espécimen é bastante diversificado sustenta-se através da arte de se introduzir nos Cursos de Pós graduação de forma a adquirir uma aura de sabedoria. Para ser um Veterano Moairelis (macho alfa da matilha), tem de dar aulas em pelo menos três cursos superiores ( de ciências documentais) diferentes.

Garatujar artigos para diversas revistas da especialidade chefiadas por outros espécimen é um modo de socialização e de estratificação social. Geralmente a sua estratificação social é ditada pelo número de artigos publicados em revistas da comunidade (obrigatoriamente tem de escrever pelo menos cinquenta artigos, em que referem sempre o mesmo tema, as mesmas preocupações, as mesmas palavras e ganham pontos se se citarem a si próprios), e pelo número de conferências, jornadas, encontros, grupos, blogues que conseguirem assistir, fazer parte ou criar.

Porém cuidado, apesar de falar, escrever, comer, respirar arquivos, esta espécie nunca tocou num documento, e, não sabe o que fazer perante uma pilha de documentos sujos.

É altamente susceptível ao pó e à labuta manual, e confrontado com trabalho prático de organização, entra em espasmos cerebrais e atira-nos com um trilião de normas, de regras, de leis e esconde se atrás do quadro, aonde escreveu três gráficos diferentes sobre as possibilidades geo-estratégicas e os passos necessários para a organização de um sistema nacional de arquivos.

Contudo jamais prendeu um documento nas suas mãos.

Nunca limpou uma velha pasta, a abriu e lhe descobriu os segredos.

Nunca escreveu uma cota, apesar de escrever vários e discutidíssimos livros sobre catalogação.

Nunca atendeu um investigador, apesar das milhares de conferências que assistiu sobre gestão de qualidade nos serviços.

Nunca se deparou com salas e salas repletas de documentação acumulada, apesar de conhecer todas as normas, todas as regras.

Nunca foi arquivista.

Nunca foi capaz de escrever sobre a natureza da profissão, sobre a sua alma. Sobre quem somos, quem queremos ser.

Nunca trabalhou em arquivo.

Nunca sujou as suas mãos.

Nunca os olhos lhe doeram do pó.

Nunca carregou com caixas.

Nunca se apaixonou pelos documentos.


É na realidade um pobre doente…que não compreende que por detrás das normas e gráficos aonde se esconde…está uma anomalia, um distúrbio de personalidade….um nada…o vazio…


Por Favor, ao reconhecer um membro desta espécie….ignorem no……ao fim ao cabo, é uma espécie em vias de extinção.

27 janeiro 2008

Imperativo consultar!!!

"O Centro de Documentação e de Publicações da Fundação Cuidar O Futuro já tem disponível na Internet, o arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo, através do endereço electrónico http://www.arquivopintasilgo.pt/

Poderão ser consultados 10.000 documentos e 100 fotografias, que constituem uma parte substancial do acervo documental da Engenheira Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004), por esta doado à Fundação Cuidar o Futuro.


O arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo reúne na sua totalidade cerca de 50.000 documentos e 4.600 espécies fotográficas acumulados ao longo da sua vida pessoal e profissional.

Pretende-se recuperar um património de importância singular para a memória portuguesa, seja por Maria de Lourdes Pintasilgo ter ocupado um dos mais altos cargos da vida política, o de primeira-ministra, seja pelo protagonismo que alcançou nos circuitos nacionais e internacionais através da sua forte presença intelectual e cívica.

O tratamento e informatização do arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo tem sido desenvolvido desde Fevereiro de 2006, no âmbito do projecto Memória na Internet de Maria de Lourdes Pintasilgo, apoiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento do III Quadro Comunitário de Apoio."

Fonte: Fundação Cuidar o Futuro

19 janeiro 2008

Daniel Blaufuks contrói "Arquivo" com uma colecção de memórias

"Conservação, erosão, apropriação, esvaziamento, branqueamento, (ir)reprodutibilidade da experiência ou ficcionalização da identidade são algumas das questões levantadas pelas fotografias e instalações que Daniel Blaufuks inaugura hoje, em Lisboa, na Vera Cortês Agência de Arte [Av. 24 de Julho, 54, 1ºEsq. Lx, até 23 de Fevereiro].

Arrumadas sob o título "O Arquivo", todas estas peças recentes jogam "por um lado, com a ideia de conservação e registo, e por outro com a efemeridade dos meios", explica ao DN o artista, que há anos trabalha temáticas como a memória ou o exílio.

Neste caso, Blaufuks abordou as diferenças e os cruzamentos entre "arquivo público e privado", conduzindo o olhar do espectador pelas seis salas de modo a que, no final, se questione as próprias noções de tempo e espaço, geral e particular, real e ficção.

Ao colocar lado a lado fotografias suas e imagens ou diapositivos de que se apropriou, o artista questiona, no limite, a integração de "arquivos alheios" nas memórias pessoais.

Se as cassetes e o computador arcaico evocados na primeira sala recordam o problema da duração dos suportes de registo, já as imagens da série Memento Mori, que tenta ordenar alfabeticamente lápides funerárias judias onde apenas se lêem os apelidos, conduzem a análise para o campo simbólico da vida e da morte. "Qualquer pessoa é um arquivo e, quando alguém morre, há um arquivo que desaparece", lembra Daniel Blaufuks.

Em O Arquivista, auto-retratou- -se num banho ritual fúnebre, levando ao extremo a "ideia de se arquivar a si próprio numa caixa". Primal Memory cruza diapositivos idílicos de África e paisagens retiradas a Shoah, filme sobre o Holocausto de Claude Lanzmann, em busca do rasto da memória.

Nos seis pequenos filmes exibidos em iPods, seis pessoas falam do que se lembram, partilhando memórias imediatas que seguem o ritmo do acaso. E na série Álbum, as fotografias esboçam a história possível de alguém que coleccionou objectos únicos como postais, recortes ou bilhetes de espectáculos.

Com algumas referências a séries anteriores, como Terezín ou A Perfect Day, "O Arquivo" reitera, afinal, a impossibilidade de conclusão de um arquivo. No final da exposição será lançado um livro de autor, com textos de Blaufuks, Gonçalo M. Tavares ou Eduardo Prado Coelho."

Fonte: DN 11-02-08

16 janeiro 2008

15 janeiro 2008

A espera...

E enquanto não conseguirmos exercer, sugiro a leitura abusiva da página http://joaquim_ribeiro.web.simplesnet.pt/Arquivo/index.htm não vá passar tanto tempo que começamos a perder o abc da Arquivística!!!

Boas leituras e bons sonhos!

03 janeiro 2008

Bom Ano de 2008 para Todos!!!

A todos os arquivistas ou aspirantes a tal e a todos os que visitam este blogue

Um excelente ano de 2008 para todos com muita saúde, paz, amor e realizações pessoais e profissionais!!!


Tudo de bom para todos.

18 dezembro 2007

Frase do dia

" Todo o planeamento que não possa ser alterado não presta"

Púbio Siro

22 novembro 2007

Frase do dia

"Aqueles que não precisam de trabalhar chamam o trabalho de virtude para enganar quem trabalha"
Santiago Rusiñol y Prats

17 novembro 2007

Arquivo de Praga

Cidade onde estive recentemente. Não me importava de trabalhar lá!

O edifício é sui generis para um arquivo, mas dará certamente muita vida ao dia-a-dia de um arquivista!


Site do Arquivo: http://www.ahmp.cz/eng/index.html



Para descontrair em final de semana...


15 novembro 2007

ArqRob – Arquivo Electrónico – Disponibilização de documentos on-line

Já se encontra acessível o arquivo electrónico da Fundação Robinson – o ArqRob (ver em http— www.arqrob.org-.url ).
Este projecto de arquivo electrónico enquadra-se no Programa Operacional de Cultura (POC) visando dar expressão à medida “Utilização de Novas Tecnologias da Informação para Acesso à Informação”, nomeadamente através de acções de inventariação e divulgação do património imóvel e móvel e sua divulgação.
O ArqRob enquadra-se numa linha de intervenção mais lata que pretende, por um lado, fixar documentalmente a memória do Espaço Robinson, isto é, do território da Fábrica, e por outro, afirmar a Fundação Robinson como um centro de investigação privilegiado no estudo das etapas da industrialização portuguesa a partir de oitocentos.
A missão do ArqRob passa pela preservação e difusão da documentação oral e escrita, seja manuscrita ou impressa, bem como de outras colecções de artefactos que testemunhem a memória da fábrica Robinson, da industrialização e da cidade de Portalegre. Visa permitir a investigação e disponibilização on-line de documentos, para benefício dos investigadores nacionais e estrangeiros, assim como das escolas ou dos simples curiosos.
Uma vez que o ArqRob é um arquivo electrónico e dado que a Fundação Robinson não é detentora, ao momento, de documentação histórica passível de ser disponibilizada em linha, o acervo integra documentos custodiados por outras entidades, contemplando as descrições arquivísticas e, sempre que possível, a imagem digitalizada do documento. O acervo está estruturado de acordo com a proveniência da documentação: ADPTG - Arquivo Distrital de Portalegre, CID/DGEEP - Centro de Informação e Documentação da Direcção-Geral de Estudos Estatística e Planeamento, AMOPTC - Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, AN/ TT – Arquivo Nacional/ Torre do Tombo.
A estrutura temática obedece em grande medida aos quatro núcleos principais considerados na construção do ArqRob: “A família Robinson”, “A Fábrica Robinson”, “A Fábrica e o espaço urbano de Portalegre” e “Os operários da Fábrica Robinson”.

É um projecto para ver e seguir.

ISIAH - Norma Internacional para Instituições com Acervo Arquivístico

Mais uma norma disponível para auxiliar os arquivistas na dura tarefa de regulação descritiva.
No site do CIA encontra-se o draft com esta norma proposta pelo já nosso conhecido Comité de Boas Práticas.
A ISIAH pretende orientar de modo normativo as descrições das entidades produtoras ou custodiais de arquivo que permitirá a circulação da informação em rede e sobretudo para a difusão na Internet. Revela-se, pois um instrumento bastante útil para os arquivos que realizam descrições a as difundem em rede.
É importante realçar nesta norma a possibilidade de orientação para a produção de estatísticas de âmbito regional, nacional e internacional.

02 outubro 2007

Sinto me Ofendida!


Ao incauto pesquisador de um possivel anúncio de trabalho será dificil reparar que a maioria dos anúncios que surgem nos diversos sites de emprego para Arquivistas, solicitam o 10º ano, ou o 9ºano, e pasmem-se, para desempenhar funções na Área de arquivo é necessário deter, "sentido de organização".


Mas para aqueles que tiveram de tirar um curso superior e um pós graduação de dois anos para poder aceder sequer ao estatuto de Técnico superior de Arquivo, como eu, arrepio me até às entranhas com este anúncios.



Afinal se soubesse que bastava " ser organizado" nem a primária tinha feito, porque aparentemente um curso superior por estas terras, é quase motivo de vergonha.


Eu pelo menos tenho vergonha.


Mas mais vergonha tenho da Apbad.


Esta Associação que supostamente deve


"Defender os interesses dosseus associados em todos os aspectos relativos às suas actividades ecarreiras, bem como reforçar os laços de solidariedade;" , tem agido, como a pior inimiga das classe dos arquivistas e bibliotécarios.


Uma organização de amigalhaços, que promovem cursos com preços exorbitantes, para os amigalhaços...


com " congressos" inócuos e vazio de conteúdos e de expressão ...para os amigalhaços....


Ah e claro, não podemos esquecer a publicação com os artigos dos vossos amigalhaços...


Mas toleramos.


E porque?


Porque não existem mais Associações.


Porquê podemos ainda dizer " Ai e tal, nós temos uma Associação..."


Deus....


Tenho tolerado, porque apesar de esta instituição ser completamente desadequada às nossas necessidades, vazia de expressão e completamente alheia das necessidades dos seus profissionais tem tido pelo menos o bom senso de ter colocado uma página"Bolsa de emprego" na qual as intituições colocam anúncios.



Vá lá!



Agora a Associação APBAD publicar este anúncio,é VERGONHOSO!


O grupo X, empresa na área da comunicação social, pretendeidentificar profissional para a sua equipa em Lisboa, para desempenhara função de Arquivista Fotográfico, que terá como principais tarefas ade catalogação de fotografia, e a sua inserção em base de dados.Requisitos:- Habilitações mínimas ao nível do 10ªano escolaridade.- Bons conhecimentos de Excel e de photoshop ao nível do utilizador.- Preferencialmente com curso de documentação e arquivo. Serão ainda considerados requisitos de selecção, profissionais comfacilidade ao nível do relacionamento interpessoal, trabalho em equipae possuidores de cultura geral acima da média.”


Atente-se ao Preferencialmente....se não ...deixem lá...


Asssim como assim....Puffff


Ou só o fazem Preferencialmente, ou seja de preferencia a Apbad tenta..vá lá....fazer alguma diferença....se não..olha...azar.



Acham que promover este tipo de anúncio, que diminui a credibilidade dos profissionais da informação quer junto da sociedade que nos encontramos inseridos, como das intituições que buscam profissionais qualificados é "auxiliar as carreiras"?


Claro...parvos são as instituições que na vossa Bolsa de Emprego solicitam Técnico Profissional ou Superiores.


Ah e expliquem me lá, oh Associação....como é que tem a CORAGEM de colocar anúncios de "Procura de Trabalho" com...


e agora a parodiar...porque a realidade é bem pior...


Sou Salóme, licenciada em matematica e gostava de trabalhar em biblioteca.


Sou Manuel Joaquim, tenho 3 cadeiras de História e experiencia em arquivo. Ofereço me para trabalhar em arquivo Municipal.


Ou...Sou licenciada no curso de Professores do 1.º e 2.º Ciclo, varianteE.V.T., procuro colocação numa biblioteca na zona de Lisboa ou Grande Lisboa, para prestação de serviços....



Claro vais arranjar...de certeza... até porque PREFERENCIALMENTE.::::::::::..não tens pós graduação....



Hummm será que visitar o Bastionário da Ordem dos Médicos ou Advogados, vamos encontrar muitos anúncios deste género.


Olá, Sou X . licenciado em Geografia e gostaria de trabalhar como Cirurgião Plástico na Zona da Grande Lisboa.


Lembra te que Tu Podes mudar o mundo.


Uma pessoa de cada vez.











24 setembro 2007

III Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação

III Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação
Gestão de Arquivos – da Custódia à Comunicação

Local: Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra, Alcobaça Sábado, 29 de setembro de 2007
Inscrições: € 40,00

Coordenação: Armando Malheiro da Silva (CEIS 20), Alfredo Caldeira (FMS)
Direcção dos Módulos: Julce Cornelsen, Mestra pela ECA da USP, Professora da Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil

Os Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação resultam do Protocolo assinado em Alcobaça, a 12 de Abril 2003, entre a Fundação Mário Soares e o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, a que se associou a Câmara Municipal de Alcobaça.
Os I Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação, dedicados aos Arquivos Políticos, tiveram lugar no Centro de Estudos de Alcobaça da Universidade de Coimbra, de 16 a 20 de Setembro de 2003. Os II Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação tiveram lugar de 20 a 22 de Setembro de 2006, abordando a temática dos Testemunhos Orais e a preservação da Memória Digital.
Estes III Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação, agora focados na Gestão de Arquivos - da Custódia à Comunicação, pretendem abordar, de modo sistemático e com base na análise de casos concretos, os seguintes temas principais:
· Dos Arquivos Nacionais aos Lugares de Memória
· Modelos de Gestão e Comunicação
· As Novas Tecnologias e o Imperativo do Acesso

Contactos e inscrições: Dra. Margarida Anastácio tel. - 262580870 fax - 262580871 Email - mmca@ci.uc.pt

Programa:

09.30 - Acolhimento dos Participantes
10.00 - Abertura
10.15 - Intervenção de Abertura: Silvestre Lacerda, Director da DGARQ
11.00 - Intervalo café
11.15 - Módulo 1 – Dos Arquivos Nacionais aos Lugares de Memória
12.15 - Debate (coord. Alfredo Caldeira)
13.00 - Intervalo para almoço
14.30 - Módulo 2 – Modelos de Gestão e Comunicação
15.30 - Intervalo café
15.45 - Debate (coord. Armando Malheiro da Silva)
16.30 - Módulo 3 – As Novas Tecnologias e o Imperativo do Acesso
17.30 - Debate (coord. Alfredo Caldeira)
18.00 - Encerramento Fernanda Rollo (Inst. De História Contemporânea/FCSH da UNL)

Inacreditável!!!!! Desaparecimento de documentos de instituições públicas!!

Documentos raros na Biblioteca Nacional Espanhola podem ter sido furtados por investigador argentino

Um investigador argentino pode ter sido o responsável pelo furto de documentos raros na Biblioteca Nacional Espanhola (ocorrido nos finais do mês de Agosto), deu a entender a ex-directora da instituição Rosa Régas.
Em causa estão dois mapas-mundo do século II, publicados numa edição de 1482 da obra "Cosmografia", do geógrafo grego Ptolomeu (apenas disponíveis para investigadores acreditados na Sala Cervantes) e algumas páginas que terão sido arrancadas de exemplares de obras dos séculos XVI e XVII.Rosa Régas, que se demitiu do seu cargo, após este incidente, disse à rádio Catalunya haver indícios que apontam para o envolvimento de um investigador argentino recomendado pela embaixada espanhola em Buenos Aires.Esta situação levantou uma grande polémica nos meios culturais de Madrid e pode explicar a demissão súbita de Rosa Régas, atribuída pela própria à falta de confiança que o novo ministro da Cultura, César Antonio Molina, demonstrou a seu respeito.Segundo o jornal "El País", Molina considerou "salutar" que os directores da Biblioteca Nacional assumam as suas responsabilidades e afirmou que a demissão de Régas vai dar maior celeridade ao plano de modernização previsto para a instituição.
E no nosso País???
Roubos em bibliotecas nacionais
O último furto na Biblioteca Nacional Portuguesa foi noticiado em Fevereiro deste ano.
Ao todo 35 ilustrações do surrealista Cruzeiro Seixas desapareceram da ala de reservados, em 2005. O caso foi arquivado e considerado inconclusivo pela Polícia Judiciária.
Jorge Couto, director da Biblioteca Nacional, calculou na altura o valor do roubo entre 35 mil e 40 mil euros.

22 setembro 2007

Archivist Offers a Look at a Day in the Life of the Hoover Archives

"A Day in the Life of the Hoover Archives," a presentation by Hoover research fellow and project archivist Anatol Shmelev, November 4 and 5, offered a rarely seen look into the internal workings of the Hoover Library and Archives.

"The archives does more than collect," Shmelev said. "We must organize, preserve, and then disseminate materials to the public." Shmelev, who has been with the Hoover Institution since 1997, is the project archivist for the Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL) collection.
Using that collection Shmelev walked the audience through the process the archives uses in making documents available.""
Iniciativas destas precisam-se!!!!

08 setembro 2007

The Archivist’s Story

The Archivist’s Story*, de Travis Holland

"Estamos em Moscovo, no ano de 1939.
Pavel, um antigo professor de Literatura, é agora arquivista na temível [prisão de] Lubyanka. Mas não está só. Em Moscovo, andam também a mãe e Elena, Semyon e Natalya, e outros amigos e amigas de Pavel, e os filhos e as filhas dos seus amigos, e gente anónima que ele encontra nas ruas, no metro, no eléctrico e no comboio. E também por lá andam, entre outros, Sevarov, Radlov, Beria, Molotov e Estaline.
Sim. Travis Holland arrasta-nos para um encontro com a História: a Rússia de Estaline, Butyrka, Lefortovo, Lubyanka e o NKVD, o Acordo de não-Agressão com a Alemanha de Hitler e a divisão da Polónia.
Tudo começa num encontro com o escritor Babel. Só que, de repente, já não sabemos o que é história e ficção, ou se é tudo história, ou se tudo não passa de ficção.
Quando damos por isso, já somos nós quem encarna a dor, o sofrimento e a angústia. Já somos nós quem é arrastado pelos corredores da Lubyanka e treme só de ouvir as chaves tilintar. Já somos nós quem anda pelas ruas de Moscovo sempre a olhar à volta, sempre a olhar para trás. Já somos nós quem sente um aperto no coração só de ouvir alguém bater à porta. Já somos nós quem não sabe o que é melhor: se ficar à espera, ou se fugir.
Descobrimos, então, que há algo que consome mais do que a própria morte: O Medo.
E, quando chegamos ao fim e verificamos que estamos sentados na cama ou no sofá, num banco do metro, do eléctrico, do comboio ou do autocarro, na praia ou no campo, então, respiramos fundo.
Afinal, apenas acabámos de ler um livro extraordinário. "


Á de Moura Pina

* Uma tradução de «A história do arquivista» será brevemente editada em Portugal.


Fonte: Blog Abrasivo


Este promete!!!

Curiosidade

The Archivist Cookbook

"Favorite recipes from members of the University of Wisconsin-Madison's student chapter of the Society of American Archivists. Archivists like to bake. And eat. And then document what we bake and eat. This cookbook chronicles many of the wonderful recipes featured at our various bakesales and potlucks, as well as some new favorites, and some historically interesting or relevant recipes. Contributors include members of the SAA student chapter, and faculty and students from the University of Wisconsin-Madison's School of Library & Information Studies. Any proceeds made from sales of the cookbook will go towards professional development activities and SAA conference scholarships for members."

Book Details:
· Paperback: 60 pages
· Binding: Wire-O
· Published: July 2006
· Product Number: 66931332

Fonte: Cafe Press

Huum.... dá que pensar...

02 setembro 2007

Após dois anos...


E FINALMENTE ACABÁMOS!

Yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh!!!!

Foram 2 anos de intensas emoções e sensações!

Tivemos momentos de verdadeira tranquilidade, de entusiasmo contagiante, de loucuras e devaneios, de grande e sincero companheirismo, mas também tivemos momentos de grande stress, desânimo, muito trabalho e dias a fio mal passados, noites mal dormidas (se dormidas sequer) e constante trabalho duro.


Não, não foi fácil!

MAS CONSEGUIMOS!


Por isso,

A NÓS, ARQUIVISTAS (soa bem não soa?!),

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E quem de vós, leitores permanentes ou passageiros deste Diário, tiver um arquivo neste estado


ou simplesmente quiser uma ou mais mãozinhas de arquivistas especializados para organizar ou contribuir para um arquivo ainda mais eficaz e preparado para a Sociedade da Informação...


NÃO HESITE EM CONTACTAR-NOS (cecid.0507.arquivistica@gmail.com) !!!

24 agosto 2007

Este blog volta dentro de momentos...


Motivo: Remodelações no blog ;)

10 agosto 2007

Slogan do ano!

"Archivists are Teachers"

Título da sessão n.º 210 da Annual meeting of the Society of American Archivists que decorreu em Setembro de 2006.

"Too often students learn to use archival collections in isolation without the assistance of archival professionals. This session focuses on ways to incorporate archivists as teachers into the education process, developing tools that show researchers how to use archives in more effective ways and encouraging information literacy. Speakers explore educational initiatives ranging from using primary sources for History Day and in NARA’s educational program to online tutorials for post-secondary students."

09 agosto 2007

É nosso dever, por um mundo melhor

Apagão Mundial

No dia 10 de Agosto de 2007, entre as 19h55 e as 20h00, propomo-nos apagar todas as luzes para dar um alívio ao planeta.

A proposta partiu de França. Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.

Só 5 minutos, a ver o que acontece.

Reenviem a notícia.
Não estão convencidos?
Ora reflictam sobre os dados seguintes:
- Os portugueses estão a pagar os combustíveis, a electricidade e o gás mais caros do que a média da União Europeia (UE) dos 15, quando ganham menos de metade, considera um estudo do economista Eugénio Rosa;
- Cada português gastou, em média, 12 barris de petróleo no ano passado. Um valor recorde para o consumo de energia que representa também um máximo no desperdício: o fraco crescimento não justifica aumento do consumo;
- Segundo a EWEN, o consumo específico de energia em Portugal, é um dos mais elevados da Europa. Por cada Euro do nosso PIB, gastamos cerca de 15 cêntimos de energia.
Convencidos que temos de poupar o planeta e a nossa carteira?
VAMOS A ISSO!
Mais informação:

Como poupar energia

Eficiência energética

Teste: Está a poupar energia?

Projecto Quercus «Ecocasa»: Poupar energia em casa

TOP TEN: Orientação do consumidor para escolha de equipamentos do dia-a-dia

02 agosto 2007

Digital archivists look to porn

BERKELEY, Calif.--How can society preserve digital art on the Internet the way brick-and-mortar museums can for Picassos and van Goghs?

Oddly enough, at least one preservationist believes the answer might be found in an expression that most curators don't consider art--online pornography.

"I guarantee that a wealth of pornography from the late 20th century will survive in digital distributed form (because) it's a social model that's working extremely well," said Kurt Bollacker, digital research manager at the Long Now Foundation, a nonprofit fostering several digital-works preservation projects. Bollacker spoke Thursday at a symposium called "New Media and Social Memory" at the University of California at Berkeley Art Museum and Pacific Film Archive.

He held up the adult industry--always the digital pioneer--as one example of a self-selected community on the Web that swaps images and videos so regularly and widely that that activity will ultimately help preserve an archive over years. Similarly, he pointed to successful niche archives like the Multi-Arcade Machine Emulator, or MAME, a collective of programmers who preserved video games from the 1980s with CPU and hardware emulators.

"Anyone interested in preserving digital art should evaluate ongoing distributed data efforts," said Bollacker, who has a background in artificial intelligence and previously worked with the Internet Archive, a Web preservation project.

Bollacker was among several technologists, academics and curators considering the question of digital art and how to preserve it in a fast-moving world of technological change.

Challenges to preservationTraditionally, preserving any art--books, music or paintings--has been highly controlled by skilled professionals, who often deal with tangible, long-lasting and, in the case of museum quality art, highly expensive materials. But in the digital world, that model is turned on its ear--just ask the record labels if controlling distribution of digital music is easy. On the Internet, moving data is cheap and easy, the media is ephemeral, and preservationists are amateurs.

And as Bollacker said, "Millions of people can make digital art, and maybe most of it is crap, so we don't know which to save."

The challenges to cataloging and preserving any work online are common to all fields of art. Those include the limits of human resources to track the body of work online--and those are only getting more finite. Another is the obsolescence of file formats: how can future generations access digital media if the formats and software they're recorded in are eventually replaced?

The digital realm does have its benefits, however. Costs of storage have dropped so low that Hitachi recently unveiled the first terabyte hard drive, opening up the possibility of storing all of the text of the Library of Congress on one server, for example. Low-cost bandwidth also makes it easy for people to move media relatively easily. And the Internet is not short on creativity or motivation from the millions of people it attracts.

Still, preservationists are asking themselves how best to record history (...)."
CNET News.com
E pronto quando é para arquivar, é para arquivar MESMO TUDO!
E AGORA DIGAM LÁ QUE SER ARQUIVISTA É MAU?! EHEHEHEHE

27 julho 2007

Pensamento do dia

"Quando um dia chegares a uma encruzilhada e não souberes para onde ir, pára, olha para trás e vê de onde vinhas.
Saberás escolher o caminho certo depois".

22 julho 2007

Creditação para Mestrado

A inscrição da Dissertação/Trabalho Projecto ou do Estágio com Relatório, implica o preenchimento do formulário disponibilizado acompanhado dos respectivos anexos [no site abaixo indicado], os quais devem ser entregues no secretariado do Departamento do curso até dia 5 de Setembro.

A decisão é comunicada, a partir do dia 27 de Setembro, através de aviso na Secretaria Virtual. Recorda-se que o aluno deverá previamente formalizar o pedido de creditação relativo à componente lectiva realizada no curso de Pós-Graduação em 2006/2007 [e 2005/2006? esperemos que também!].

Fonte: FCSH-UNL

17 julho 2007

BYE BYE FORMIGAS....

Caros colegas,

Considero que há um feito a merecer comemoração:


DERROTÁMOS A SISTÉMICA!!!!!!!
PARABÉNS A NÓS!!!!

Provámos que conseguimos aumentar e diminuir o grau de Entropia a nosso belo prazer!

MANDÁMOS AS FORMIGUINHAS PARA A TERRA DELAS DE JACTO
E SEM BILHETE DE VOLTA!

TENHO DITO!

12 julho 2007

Para descontrair...


O nosso país é uma comédia. de muito mau gosto ultimamente, e os protagonistas? Nós, os tugas...

Porém, como tristezas não pagam dívidas, o melhor é mesmo rirmo-nos de tudo isto. Alunos da Universidade do Porto elaboraram um retrato do verdadeiro portuga salientando as características indissociáveis dos portugueses.

Vale a pena ler este trabalho de bom-humor e muito bom grafismo , ainda que, e à bom portuga, contenha erros básicos de português...



NOTA: Interajam com o rato do computador nas imagens que vão surgindo...

Apesar de tudo acho que somos um povo único! No bom sentido, claro ;)

23 junho 2007

Código de ética do Arquivísta

Quase, quase, quase Técnicos Superiores de Arquivo acho que se impõe um "juramento" em que nos comprometamos a seguir o código de ética que rege a nossa profissão. E também dá-lo a conhecer a profissionais de outras áreas...pode ser que a visão tida do Arquivista mude um pouco...

Um código de ética dos Arquivistas tem por finalidade fornecer à profissão arquivística regras de conduta de alto nível. Ele deve sensibilizar os novos membros da profissão a essa regras, relembrar os arquivistas experientes suas responsabilidade profissionais e inspirar ao público confiança na profissão. O tema “arquivista”, tal como é usado neste texto, se aplica a todos aqueles que têm responsabilidade de controlar, vigiar, tratar, guardar, conservar e administrar os arquivos. As instituições empregadoras e os serviços de arquivo são encorajados a adotar políticas e práticas que permitam a aplicação deste código. Este código destina-se a oferecer um quadro ético de conduta aos membros da profissão, não se aplicando as soluções especificadas de problemas particulares. Todos os artigos são acompanhados de comentários, desenvolvendo e ilustrando o principio enunciado; artigos e comentários formam um todo e assim constituem o texto completo do código. A aplicação do código depende da boa vontade das instruções de arquivos e das associações profissionais. Ela pode ser feita indiretamente através do estabelecimento e do uso de procedimentos para sugerir orientações, em casos de duvida, examinar condutas contrarias á ética e, se for necessário, aplicar sanções.
Texto

1. Os arquivistas mantêm a integridade dos arquivos, garantindo assim que possam se constituir em testemunho permanente e digno de fé do passado.
O primeiro dever dos arquivistas é de manter a integridade dos documentos que são valorizados por seus cuidados e sua vigilância. No cumprimento desse dever, eles consideram os direitos, algumas vezes discordantes, e os interesses dos seus empregadores, dos proprietários, das pessoas citadas nos documentos e dos usuários, passados, presentes e futuros. A objetividade e a imparcialidade dos arquivistas permitem aquilatar o grau de seu profissionalismo. Os arquivistas resistem a toda pressão, venha ela de onde vier, visando manipular os testemunhos, assim como dissimular ou deformar os fatos.

2. Os arquivistas tratam, selecionam e mantêm os arquivos em seu contexto histórico, jurídico e administrativo, respeitando, portanto, sua proveniência, preservando e tornado assim manifestas suas interelações originais.
Os arquivistas agem em conformidade com os princípios e as praticas geralmente reconhecidas. No cumprimento de sua missão e de suas funções, os arquivistas se pautam pêlos princípios arquivísticos que regem a criação, a gestão e a escolha da destinação dos arquivos correntes e intermediários, a seleção e a aquisição de documento com vistas ao seu arquivamento definitivo, a salvaguardar, a preservação e a conservação dos arquivos que estão sob a sua guarda, e a classificação, a análise, a publicação e os meios de tornar os documentos acessíveis. Os arquivistas fazem a triagem dos documentos com imparcialidade, fundamentando seu julgamento em um profundo conhecimento das exigências administrativa e das políticas de aquisição de suas instituições. Eles classificam analisam os documentos escolhidos para serem retidos, de acordo com os princípios arquivísticos (em particular o princípio de proveniência e o princípio de classificação original) e as normas reconhecidas universalmente, tudo isso rapidamente quanto possível. Os arquivistas tem uma política de aquisição de documentos conforme os objetivos e os recursos de suas instituições. Eles não buscam ou não aceitam aquisições, quando elas se constituem em perigo para a integridade ou a segurança dos documentos; eles se dispõem a cooperar para que os documentos sejam conservados nos serviços mais adequados. Os arquivos favorecem o retorno dos arquivos públicos a seus países de origem, quando eles tenham sido seqüestrado em tempo de guerra ou de ocupação.

3. Os arquivistas preservaram a autenticidade dos documentos nos trabalhos de tratamento, conservação e pesquisa.
Os arquivistas agem de modo que o valor arquivístico dos documentos, neles compreendidos os documentos eletrônicos ou informáticos, não seja diminuído pelos trabalhos arquivísticos de triagem, de classificação e de inventário, de conservação e de pesquisa. Se eles devem proceder a amostragens, eles fundamentam sua decisão sobre métodos e critérios seriamente estabelecidos. A substituição dos originais por outros suportes é decidida considerando-se seus valores legais, intrínsecos e de informação. Quando os documentos excluídos da consulta tenham sido retirados momentaneamente do dossiê, o usuário deve ser modificado.

4. Os arquivistas asseguram permanentemente a comunicabilidade e a compreensão dos documentos.
Os arquivistas dirigem sua reflexão sobre a triagem dos documentos a serem conservados ou eliminados, prioritariamente, em função da necessidade de salvaguardar a memória da atividade da pessoa ou da instituição que os produziu ou acumulou, mas igualmente em função dos interesses evolutivos dos interesses da pesquisa histórica. Os arquivistas têm consciência de que a aquisição de documentos de origem duvidosa, mesmo de grande interesse, é de natureza a encorajar um comércio ilegal. Eles prestam a sua colaboração a seus colegas e aos serviços pertinentes para a identificação e a procura das pessoas suspeitas de roubos de documentos de arquivos.

5. Os arquivistas se responsabilizam pelo tratamento dos documentos e justificam a maneira como o fazem.
Os arquivistas se preocupam não somente com o recolhimento dos documentos existentes, mas também cooperam com os gestores de documentos de maneira que, nos sistemas de informação e arquivamento eletrônico, sejam levados em conta, desde a origem, os procedimentos destinados à proteção de documentos de valor permanente. Os arquivistas quando negociam com os serviços responsáveis pela guarda ou com os proprietários de documentos, fundamentam sua decisão, em tal circunstância, considerando os seguintes elementos: autorização de recolhimento, doação ou venda; negociações financeiras; planos de tratamento; direitos de produção e condições de acessibilidade. Eles aguardam um registro escrito de entrada de documentos, de sua conservação e de seu tratamento.

6. Os arquivistas facilitam o acesso aos arquivos ao maior número possível de usuários, oferecendo seus serviços a todos com imparcialidade.
Os arquivistas produzem instrumento de pesquisa gerais e específicos adaptados às exigências, para a totalidade dos fundos que têm sob sua guarda. Em todas as circunstâncias, eles oferecem pareceres com imparcialidade e utilizam os recursos disponíveis para fornecer uma série de opiniões equilibradas. Os arquivistas respondem com cortesia, e com a preocupação de ajudar, a todas as pesquisas razoáveis referentes aos documentos dos quais eles garantem a conservação e encorajam a sua utilização em grande número, dentro dos limites impostos pela política das instituições dependem a necessidade de preservar os documentos, o respeito à legislação e à regulamentação, aos direitos dos indivíduos e aos acordos com os doadores. Eles definem as restrições aos usuários eventuais e as aplicam com eqüidade. Os arquivistas desencorajam as limitações de acesso e de utilização dos documentos quando eles não são razoáveis, mas podem aceitar ou sugerir restrições claramente definidas e de uma duração limitada quando elas são a condição de uma aquisição. Eles observam fielmente e aplicam com imparcialidade todos os acordos firmados no momento de uma aquisição, mas, no interesse da liberação de acesso aos documentos, eles podem renegociar as cláusulas quando as circunstâncias mudam.

7. Os arquivistas visam encontrar o justo equilíbrio, no quadro da legislação em vigor, entre o direito ao conhecimento e o respeito à vida privada.
Os arquivistas se preocupam para que a vida das pessoas jurídicas e físicas, assim como a segurança nacional, sejam protegidas, sem que haja necessidade de se destruir as informações sobretudo no caso dos arquivos informatizados, onde os dados podem ser deletados e novos dados inseridos, como é prática corrente. Os arquivistas defendem o respeito a vida privada das pessoas que estão ligadas à origem ou que são a própria matéria dos documentos, sobretudo daquelas que não foram consultadas quanto `a utilização ou destino dos documentos.

8. Os arquivistas servem aos interesses de todos e evitam tirar de sua posição vantagens para eles mesmos ou para quem quer que seja.
Os arquivistas se abstêm de toda atividade prejudicial à sua integridade profissional, à sua objetividade e à sua imparcialidade.
Os arquivistas não tiram de suas atividades nenhuma vantagem pessoal, financeira ou de qualquer outra ordem que possa resultar em detrimento das instituições, dos usuários e de seus colegas. Os arquivistas não colecionam pessoalmente documentos originais nem participam de um comércio de documentos em sua área de jurisdição. Eles evitam as atividades que possam ciar no espírito do público a impressão de um conflito de interesses. Os arquivistas podem explorar os fundos arquivísticos de sua instituição para fins de pesquisa e de publicações pessoais, desde que tal trabalho seja conduzido de acordo coma s mesmas regras impostas aos demais usuários. Eles não revelam nem utilizam, nos fundos arquivísticos, onde o acesso é limitado, as informações obtidas em seus trabalhos. Eles não permitem que suas pesquisas pessoais ou suas publicações interfiram com as tarefas profissionais ou administrativas para as quais foram contratados. No que concerne à exploração de seus fundos arquivísticos, os arquivistas não utilizam seu conhecimento das descobertas feitas por um pesquisador, ainda não publicadas por ele sem adverti-lo de sua intenção de tirar partido delas. Os arquivistas podem criticar e comentar os trabalhos afins a suas áreas de pesquisa, aí compreendidos os trabalhos baseados nos fundos que se acham sob sua guarda. Os arquivistas não permitem a pessoas estranhas à sua profissão interferirem em suas práticas e obrigações.

9. Os arquivistas procuram atingir o melhor nível profissional, renovando, sistemática e continuamente, seus conhecimentos arquivísticos e compartilhando os resultados de suas pesquisas e de sua experiência.
Os arquivistas se esforçam para desenvolver seu saber profissional e seus conhecimentos técnicos e contribuir para o progresso da Arquivologia, zelando para que as pessoas, cuja formação e orientação estejam sob sua responsabilidade, exerçam suas tarefas com competência.

10. Os arquivistas trabalham em colaboração com seus colegas e os membros das profissões afins, visando assegurar, universalmente, a conservação e a utilização do patrimônio documental.
Os arquivistas procuram estimular a colaboração e evitar conflitos com seus colegas, resolvendo suas dificuldades pelo encorajamento ao respeito às normas arquivísticas e à ética profissional. Os arquivistas cooperam com os representantes das profissões paralelas dentro de um espírito de respeito e compreensão mútua.

01 junho 2007

ISDF International Standard for Describing Functions (ex-ISAF)

Texto da norma aprovada em Dresden a 2-4 Maio 2007:

ISDF 1ª Edição (Inglês - pdf.212kb)

ISDF 1ª Edição (Francês - pdf.229kb)

Une nouvelle norme pour décrire les fonctions:ICA-ISDF (Francês - pdf.100kb)

No comments...

"O Tribunal de Contas (TC) detectou despesas públicas irregulares num valor superior a 700 milhões nas auditorias realizadas no ano passado. Esta soma é revelada, pela primeira vez, no relatório de actividades das instituições, ontem divulgado."
Versão completa sobre a excelente administração dos dinheiros PÚBLICOS em Diário de Notícias 1.6.2007

29 maio 2007

Pormenores...

"(...) Sabe que com esse curso (Especialização em Ciências da Informação e Documentação - Arquivística) só vai conseguir trabalhos como Administrativa, não sabe? (...)"
CLARO QUE SEI, DEVE SER POR ISSO QUE O FUI TIRAR! DUUUUUHHHHH
É ÓBVIO QUE NÃO!
Mas respondi "Tenho esperança de conseguir trabalho no arquivo de uma empresa..."

(Acho que a senhora se deve ter ficado a rir de mim....mas pronto...)

É a falta de visibilidade.... e a completa miséria ....

24 maio 2007

Animados?

Também achei que não!
MAS, NÃO SE ESQUEÇAM:
A CORAGEM NÃO É A LIBERTAÇÃO DO MEDO.
É TER MEDO E CONTINUAR!!!!!!!!


FORÇA, ESTÁ QUASE!!!!
VAMOS CONSEGUIR!!!

18 maio 2007

VERDES DE RAIVA

Ao contrário do que possa parecer num primeiro instante, este post não tem nada a ver com os adeptos do Sporting, nem com o facto de estarem mais dependentes do FCP do que de si próprios para ganharem a Liga!
Verdes de raiva estamos nós com a situação de recibos verdes que Portugal vive há já largos anos!

Relatos como:

"Acabei a minha licenciatura há quase cinco anos e desde então tenho trabalhado sempre no regime de prestação de serviços, a recibos verdes, com contratos cuja duração vai de 1 meses a 2 anos. Não tenho direito a subdídio de férias, de natal, de desemprego, nem licenças por doença ou maternidade"
são como a água em Portugal! E nós (Aspirantes) Arquivistas conhecemos bem essa realidade, não é?!
Pois bem, para além de "Geração rasca", como vulgarmente somos apelidados, somos também guerreiros, fique-se a saber. Somos destemidos, não temos nada a perder, para além dos anos que passamos a estudar na esperança de um lugarzinho ao Sol, precisamente pelo facto de NÃO TERMOS NADA, NADA. Somente um canudo na mão, em breve uma pós-gradução, com o processo de Bolonha imensos Mestres....mas sem possibilidades de contrair empréstimos ao banco para ajeitarmos a nossa vidinha fora do colo dos pais e sem perspectivas de um emprego duradouro e com um contrato decente!
No tempo dos nossos pais conseguia-se, com esforço, mas conseguia-se!
Não podemos é desistir!!! Porque o futuro seremos nós e o que depois de nós vierem...porque os apologistas do "trabalho de escravo" não são imortais!
Felizmente o 25 de Abril já se deu e cada menos menos temos receio de falar abertamente (cada vez menos mas não totalmente!).
Porém, um prova desta luta é a existência do blog FERVE (Fartos d'Estes Recibos VErdes) em http://fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com.
Este blog foi lançado por uma psicóloga e um jornalista com o intuito de neste serem denunciadas situações de uso abusivo de recibos verdes. Um espaço de partilha daqueles que lutam por sobreviver num país de oportunistas e exploradores descarados!
Fica o convite!
Bom fim-de-semana

16 maio 2007

ESTUDOS SUPERIORES PARA QUÊ?!

O acesso às carreiras mais altas da função pública vai deixar de exigir licenciatura aos candidatos. Esta é uma das novidade do novo regime de vínculos, carreiras e remunerações que se encontra em fase final de negociação e que deverá dar entrada na Assembleia da República até final de Junho de modo a entrar em vigor em Janeiro do próximo ano.
Até aqui, a candidatura ao concurso de acesso à carreira de topo na função pública - designada, no regime geral, de técnico superior e cujos vencimentos brutos oscilam entre um mínimo de 1300 euros e um máximo de 2940 - exigia a apresentação de uma licenciatura. No futuro, esta será ainda a regra geral, mas deixa de ser uma condição necessária.
O n.º 1 do artigo 50.º refere que "em regra, pode apenas ser candidato ao procedimento quem seja titular do nível habilitacional [...] correspondente ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho para cuja ocupação o procedimento é publicitado". Porém, refere o n.º 2, "a publicitação pode prever a possibilidade de candidatura de quem, não sendo titular da habilitação exigida, considere dispor da formação e, ou, experiência profissionais necessárias e suficientes para a substituição daquela habilitação".
O n.º 3 do mesmo artigo coloca um travão a esta "liberdade" concedida aos serviços e portanto aos seus dirigentes: a dispensa de habilitação não é admissível quando exista uma lei especial a exigir para determinada carreira um título específico.
A dispensa de habilitação literária específica aplica-se igualmente às carreiras associadas à titularidade do 12.º ano, que é o caso da futura carreira de assistente técnico.
Deste modo, o Governo seguiu a recomendação da comissão técnica presidida por Luís Fábrica, que elaborou um relatório sobre a reforma do regime de vínculos e carreiras na função pública. No relatório divulgado em Setembro, a comissão questionava "se a sobrevalorização do título académico e das habilitações literárias traduz o regime mais adequado ao bom exercício de funções públicas - sobretudo quando se sabe que o sistema de ensino em Portugal continua a privilegiar a aquisição de conhecimentos teóricos". Por isso, a comissão propôs "terminar com a sobrevalorização do saber lógico-formal em detrimento da inteligência prática
No futuro, o ingresso na função pública bem como a mudança dentro de uma carreira (alteração de categoria) vai continuar a fazer-se por concurso público, ao qual se podem candidatar todos os funcionários e outros trabalhadores. Já a mudança de nível remuneratório dentro da mesma categoria dependerá da antiguidade no posto e da avaliação de desempenho obtida
Manuel Esteves
Agora pergunto eu:
- Devemos ser o país com maior taxa de licenciados desempregados;
- O processo de Bolonha veio agilizar o processo de obtenção de licenciatura e mestrado; c
- Cada vez teremos mais licenciados....
MAS PARA QUÊ, SE AFINAL PARA SER TÉCNICO SUPERIOR NA FUNÇÃO PÚBLICA E PROSSEGUIR CARREIRA JÁ NEM VAI SER PRECISO TER HABILITAÇÃO SUPERIOR?????????
Questiono já a pertinência de existir habilitação superior de todo em Portugal, porque pelos vistos o 9º ou o 12º faz o mesmo efeito!!!!
Daqui a pouco vêem dizer que a base da pirâmide é que tem de ser altamente qualificada (e ganhar uma ninharia) e o topo da pirâmide só precisa ser competente, ao ponto de corresponder ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho (ATESTADO POR QUEM????) e ganhar o quádruplo!
MAS ANDAM A GOZAR CONNOSCO OU QUÊ?! AI, AI, AI, AI.....

15 maio 2007

"Ganda" Simplex!

Depois do sucesso do programa "Empresa na Hora", o ministério da Educação, em parceria com Universidade Independente, decidiu criar o programa "Licenciatura na hora".

Através deste programa, qualquer cidadão passa a poder tirar qualquer licenciatura em menos de uma hora e sem sair de casa (incluindo domingos). Basta aceder ao site da Uni e seguir os passos e em menos de uma hora tem a licenciatura na mão.

Este programa está inserido no política do governo que visa eliminar um dos grandes entraves ao crescimento do país, que é a excessiva burocracia. Segundo palavras da Ministra da Educação, "era incompreensível que um simples canudo necessitasse de 3 a 5 anos (no mínimo)" para ser conseguido. E, segundo palavras do ministro Mariano Gago, "este programa já tinha sido experimentado anteriormente. Mais concretamente no Governo de António Guterres em 1996, no curso de Engenharia Civil, com o enorme sucesso que toda a gente conhece".

Seja um bom patriota, contribua para o desenvolvimento do País e divulgue esta excepcional medida que visa o nosso bem, o dos nossos filhos e netos.

Fonte: Anónimo

12 maio 2007

Um pouco de ânimo...

10 maio 2007

Alguém?

Mais alguém sente vontade de gritar desmesuradamente, ou sou só eu que estou a elouquecer com o relatório de estágio?
E já repararam que a estrutura é igual a uma Tese de Mestrado, mas com a diferença que apenas tivemos 2 meses para o conceber?

Apetece-me mesmo gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!

09 maio 2007

DIAP sem meios para arquivar

Há 50 mil inquéritos findos no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, mas os arguidos continuam a desconhecer o arquivamento do processo. Em causa está a falta de meios para dar cumprimento às notificações.

A informação foi divulgada pela Procuradoria-Geral Distrital (PGD) de Lisboa no habitual balanço trimestral divulgado na internet. Segundo a análise da procuradora distrital, Francisca Van Dunen, o DIAP de Lisboa é um dos departamentos do Ministério Público que suscita “particular preocupação” pelo volume de inquéritos que aguardam despacho há mais de um mês. Para a magistrada, que apresentou também a comparação com o ano de 2006, “persistem as dificuldades de resposta de magistrados e/ou oficiais de justiça, num grupo significativo de comarcas”, entre os quais se destaca Lisboa e o respectivo DIAP.

Contactada pelo CM, Maria José Morgado, que no mês passado sucedeu a Van Dunen na coordenação do DIAP, lembrou que este departamento, tal como afirmou no discurso de tomada de posse, “não tem um sistema informático da gestão do inquérito”, garantindo que a situação do DIAP é do conhecimento do Ministério Público. Segundo Morgado, a falta do sistema informático implicaria um quadro completo de funcionários administrativos – 30 em falta – para dar cumprimento a três mil notificações por dia.

A pendência de processos findos por falta de notificação foi, aliás, um dos exemplos dado por Morgado, quando tomou posse como coordenadora do DIAP, a 17 de Abril, para demonstrar as consequências da ausência de um sistema integrado de gestão de inquérito, situação responsável “por um gigantesco carrossel de desperdício de recursos humanos”.

Na mesma ocasião, também o procurador-geral da República (PGR), Fernando Pinto Monteiro, que destacou a importância do DIAP pela percentagem da criminalidade que ali é investigada – cerca de 20 por cento em relação ao total do País –, admitiu que este departamento “precisará de alguma reestruturação” e de “meios operacionais de que não dispõe”. No entanto, ontem, o CM tentou obter um comentário do PGR, o que não foi possível até ao fecho da edição. Durante a manhã, o PGR esteve reunido com Morgado no âmbito das habituais reuniões de trabalho.

ACUSAÇÕES SÃO APENAS 5 POR CENTO: A análise do movimento processual registado, no primeiro trimestre de 2007, no distrito judicial de Lisboa, revela que três em cada quatro processos têm como despacho final o arquivamento e apenas cerca de 15 por cento dos inquéritos tem como desfecho acusações – números semelhantes aos registados em 2006. Quanto à pendência processual no distrito, situa-se nos 78 mil processos, sendo que cerca de 19 mil têm data de entrada anterior a 2005, ou seja, são classificados como processos antigos. Nesta matéria, a magistrada Francisca Van Dunen admite que é necessário um “esforço significativo para eliminar a pendência dos processos antigos”. A procuradora distrital de Lisboa, que sucedeu no cargo a João Dias Borges, considera que há falta de funcionários e também ausência de formação, situação que contribui para a elevada pendência processual. E adianta que houve sucessivos pedidos de intervenção à Direcção-Geral da Administração da Justiça, mas que “não lograram atenuar ou pôr fim a este estado de coisas”.

APONTAMENTOS

DISTRITO: O distrito judicial de Lisboa, que engloba as regiões autónomas da Madeira e dos Açores e compreende 42 comarcas agrupadas em 12 círculos judiciais, tem 400 procuradores e 650 funcionários. Só o DIAP, o maior departamento do Ministério Público, tem 169 funcionários e 70 magistrados.

DIAP: O DIAP de Lisboa, à semelhança dos DIAP do Porto, Évora e Coimbra, foi criado em 1999. Este departamento, que em Lisboa tem 12 secções - oito na Rua Gomes Freire e as 4 restantes na Casal Ribeiro -, é responsável pela direcção do inquérito e pelo exercício da acção penal na comarca de Lisboa.

CRIMINALIDADE: Pelo DIAP, coordenado por Maria José Morgado, passa cerca de 20 por cento da criminalidade em geral – designadamente crimes graves e complexos ocorridos na área do distrito de Lisboa –, correspondendo a um dos maiores departamentos do Ministério Público na primeira instância.

78 520 inquéritos estavam pendentes no distrito judicial de Lisboa no final do primeiro trimestre de 2007, menos quatro mil do que o número registado no final de 2006.

42 649 dos 55 mil processos findos nos primeiros três meses de 2007 foram arquivados. Apenas cerca de sete mil acabaram com dedução de acusação (...).

Ana Luísa Nascimento

Fonte: Correio da Manhã 9/5/2007

Acho que este artigo dispensa qualquer tipo de comentário, não é?!

Dia Aberto no Arquivo Fotográfico de Lisboa

04 maio 2007

PESADELO (Bem real em Portugal)

DAVID BAILIN
Archivist, 2006
charcoal on paper
54 by 54.5 inches

27 abril 2007

Archivist

An aging archivist struggles with past memories in a desolate future library.

23 abril 2007

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor


Celebra-se hoje o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Uma data instituída pela UNESCO, que procura promover o livro.

O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril em 100 países. A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov.
A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).

ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Desde então o dia 23 de Abril tem sido comemorado de diversas formas um pouco por todo o mundo. Todos os anos o Comité da UNESCO nomeia a Capital Mundial do Livro. Este ano o programa para a promoção do livro escolhido foi a cidade colombiana de Bogotá.
Nota: Podia agora por uns links e tal para umas leituras interessantes..mas este curso deixou-me ainda mais saturada de livros do que a Licenciatura em Literatura...desmotivante...mas continuo a adorar livros, simplesmente não me os apetece ler...

13 abril 2007

A NÃO PERDER!!!!!!

André Guedes vence Prémio União Latina
O artista plástico André Guedes, de 36 anos, venceu a 9ª. edição do Prémio União Latina, no valor de 7.500 euros, com a instalação "Amanhã hoje". Era um dos cinco artistas plásticos candidatos ao prémio, de carácter bienal, ao lado de Alexandre Estrela (1971), Sancho Silva (1973) e da dupla formada por João Maria Gusmão (1979) e Pedro Paiva (1977).
A contemporaneidade da temática escolhida por André Guedes foi decisiva para o júri, afirmou à agência Lusa um dos seus membros, o director do Centro Galego de Arte Contemporânea, Manuel Olveira. O responsável destacou "a problemática da vida e da cultura de hoje através do trabalho de arquivista", presente na obra de André Guedes.
A instalação recria o ambiente de um escritório de arquivos, com as estantes, os papéis, os computadores, as secretárias e os próprios arquivistas. "Os arquivos representam a ideia de que são inúteis e que são colocados agora em salas de museus", afirmou Manuel Olveira, sublinhando uma ideia de política e da relação com o poder subjacente ao trabalho do artista português.
"Amanhã hoje" e as obras dos quatro finalistas estão expostas na Galeria 1 da Culturgest, em Lisboa, até 13 de Maio. É recriado o ambiente do arquivo, com a presença no local de dois arquivistas a trabalhar.
Criado inicialmente para jovens artistas na área da pintura, o Prémio União Latina já distinguiu nomes como Pedro Calapez, Rui Chafes, João Onofre e Rui Toscano.
Informações:
Conversa com os artistas, Galeria 1
Sancho Silva Sábado, 14 de Abril, 17h00
Alexandre Estrela Quinta, 26 de Abril, 18h30
André Guedes Quinta, 3 de Maio, 18h30
Visita guiada geral
Domingo, 6 de Maio, 17h00
Galeria 1 · 2 Euros (Bilhete único para as duas exposições)
Culturgest - Gestão de Espaços Culturais, SA.
Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos
Rua Arco do Cego
1000-300 Lisboa
Horário de funcionamento
De Segunda a Sexta-Feira, das 11h00 às 19h00
Sábados, Domingos e Feriados, das 14h00 às 20h00.
ENCERRADAS À TERÇA-FEIRA.

Informações 21 790 51 55

11 abril 2007

História de anões

Acho que estamos a precisar de nos rir, como tal aqui fica uma anedota...

Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.

Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.

Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a casa de banho para trocar de roupa. O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles. Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.

Um bêbedo, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa de azul. Estranha, mas continua a beber.

Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz:
- Eu não me quero meter... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola...



09 abril 2007

Revolta

Vou passar do "being polite" para o "being completely rude", desculpem-me os mais sensíveis.
Epá, estas merdas revoltam-me! Já não bastava a bosta de situação que temos no país relativamente a emprego, aos inúmeros licenciados na apanha da mosca, agora já preferem profissionais não qualificados para exercer funções só para NÃO TEREM DE PAGAR MAIS e designam a categoria em função da pessoa e não da função!
Sei que a situação está uma merda para toda a gente, as calos estão a ser apertados à grande generalidade, mas isto já é reduzir os profissionais especializados a nhaca, a cócó, a merdum do grande! VÃO PÓ CARAÇAS!
Não percebem que a terem profissionais que não percebem puto da cena só tão a perder mais guita?! Trabalho feito incorrectamente....é o quê?! DUUUH!!!!
Motivo da revolta:
ANÚNCIO
publicado numa dessas empresas de trabalho temporário
"Categoria: Secretária/Administrativa
Empresa especializada em Gestão de Arquivo procura candidatos com o seguinte perfil:
-Experiência de pelo menos 2 anos na área administrativa;
-Habilitações ao nível do 10º/12º ano;
-Conhecimentos do Office na óptica do utilizador;
-Disponibilidade imediata, horário completo;
-Elevada capacidade de trabalho e resistência física;
-Rigor e pensamento estruturado;
-Dinamismo e iniciativa.
Funções:
A função integra uma elevada componente de trabalho de arquivo, com tarefas ao nível do registo, tratamento e arquivo de correspondência, registo de dados em base de dados e organização física de processos de arquivo."
Sim senhora, até podem ser tarefas que TAMBÉM constem das funções de Secretariado/Administrativos MAS vindo de um empresa ESPECIALIZADA em Gestão de Arquivo...que nome se dá a esta categoria?! Todos sabem, né?!
TÉCNICO DE ARQUIVO
ah pois é!