30 abril 2008

Exposição no Arquivo Histórico de Almada

A Imprensa de Almada 1808-2008: 200 anos de História

Data
De 3 de Abril a 11 de Julho

Horário
Seg. a Sex.: 10.00h - 12.30h / 14.00h - 17.00h

Local
Casa Pargana - Arquivo Histórico Municipal, Almada


Descrição
A 15ª mostra documental patente ao público na sala de exposições do Arquivo Histórico de Almada é subordinada ao tema da Imprensa local almadense, salientando a sua evolução e papel predominante na consolidação da identidade de Almada enquanto concelho.
Ao longo de 200 anos, a imprensa regional em Almada desemprenhou um papel de relevo, não só no âmbito territorial a que naturalmente mais diz respeito, mas também na informação e contributo para a manutenção de elos de pura familiaridade entre as gentes locais e as comunidades emigrantes dispersas pelas partes mais longínquas do mundo.

Organização

Câmara Municipal de Almada

Condições de Participação
Visitas guiadas e palestras sujeitas a marcação prévia.

Entrada livre.

Observações
Câmara Municipal de Almada
Casa Pargana - Arquivo Histórico Municipal
Rua Visconde Almeida Garrett 12, Almada
Tel.: 21 272 49 00

28 abril 2008

25 de Abril SEMPRE!!!

Não podia deixar passar em claro a celebração do 25 de Abril sem dizer uma palavrinha a respeito do assunto. Por falta de tempo, não o fiz no próprio dia 25, o que, não sem uma certa ironia, acaba talvez por ser o mais acertado: estava a celebrar a manutenção da liberdade e da democracia, ou seja, o 25 de Abril. Que a luta continue sempre pelos ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Justiça Social e Democracia. E que nunca deixemos de sonhar e de cumprir os nossos sonhos!!! Como dizia o poeta: o sonho é uma constante da vida...

Pedra Filosofal António Gedeão


Eles não sabem que o sonho


é uma constante da vida


tão concreta e definida


como outra coisa qualquer


como esta pedra cinzenta


em que me sento e descanso


como este ribeiro manso


em serenos sobressaltos


como estes pinheiros altos


que em verde e oiro se agitam


como estas árvores que gritam


em bebedeiras de azul.



Eles não sabem que sonho


é vinho, é espuma, é fermento


bichinho alacre e sedento


de focinho pontiagudo


que fuça através de tudo Em


em perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho


é tela é cor é pincel


base, fuste, capitel


que é retorta de alquimista


mapa do mundo distante


Rosa dos Ventos Infante


caravela quinhentista


que é cabo da Boa-Esperança



Ouro, canela, marfim


florete de espadachim


bastidor, passo de dança


Columbina e Arlequim


passarola voadora


pára-raios, locomotiva


barco de proa festiva


alto-forno, geradora


cisão do átomo, radar


ultra-som, televisão


desembarque em foguetão


na superfície lunar



Eles não sabem nem sonham


que o sonho comanda a vida


que sempre que o homem sonha


o mundo pula e avança


como bola colorida


entre as mãos duma criança.

MayDay 2008 - "Save our archives"

Mais uma iniciativa a seguir:




A Call to Action on MayDay

Protecting our collections is one of our fundamental responsibilities as archivists. The Heritage Health Index, released in 2005 soon after hurricanes Katrina, Rita, and Wilma struck the Gulf Coast, reported that few institutions have disaster plans and for those that do, often the plan is out of date. It’s easy to put off emergency response planning as we devote our attentions to tasks with more immediate “payback.”
But on May 1 – this year and every year – you can do something that will make a difference when and if an emergency occurs. That’s the purpose of MayDay – a grassroots effort whose goal is to save our archives.
MayDay is a time when archivists and other cultural heritage professionals take personal and professional responsibility for doing something simple – something that can be accomplished in a day but that can have a significant impact on an individual’s or a repository’s ability to respond.
Individuals can do many things on their own: For example, set aside time to read key policy documents once again, just to keep the information fresh. Quickly survey collections areas to ensure that nothing is stored directly on the floor, where it would be especially vulnerable to water damage. Note the location of fire exits and fire extinguishers. Encourage your repository to participate in MayDay.
Repositories may engage in activities involving all staff: For example, conduct an evacuation drill to acquaint staff members with the evacuation plan and to test its effectiveness. Or update the contact information in your existing emergency preparedness plan and create a wallet-size emergency contact roster to facilitate communication and rapid response.
SAA has prepared a
list of ideas that includes a number of simple MayDay activities that can help you respond to an emergency when and if it occurs. You should adapt them to those hazards that you’re most likely to face: a repository in San Francisco might plan an earthquake drill, while another in Georgia might plan for a hurricane. Many resources are also available through SAA's MayDay partners, Heritage Preservation's Heritage Emergency National Task Force and the Council of State Archivists (with its Emergency Preparedness Initiative).
The most important thing is to do something on MayDay that will help save our archives. If you come up with other activities, we’d like to add them to the list. Please send information to the Society of American Archivists at
MayDay@archivists.org so that we may share it with others. We’d also like to track who has participated in MayDay activities and what you did. If you or your repository conducts MayDay exercises, please send a note to the same address. Here's a list of groups and repositories that notified us of their participation in MayDay 2006.



Declaração Conjunta


A relação entre Arquivos e Guerra não é certamente das mais felizes: em cenários de guerra os arquivos são muitas vezes destruídos, desmantelados e usurpados aos países produtores. Tal situação manifesta-se claramente contra o Princípio Arquivístico da Territorialidade que determina que os arquivos devem ser conservados sob a jurisdição arquivística do território que os produziu.

Cumprindo este princípio e o respeito pelos documentos a Sociedade de Arquivistas Americanos (Society of American Archivists) e a Associação de Arquivistas Canadianos (Association of Canadian Archivists) elaboraram a Declaração Conjunta relativamente à documentação do Iraque que sofreu vários e diversos tipos de “ataque” durante as duas Guerras do Golfo.
Nesta declaração estão referenciadas o tipo de documentação usurpada, a quantidade e os autores dessas usurpações.
Pode ler esta declaração no seguinte endereço:
http://www.archivists.ca/downloads/documentloader.aspx?id=6766
Imagem: Museu de Cabul

24 abril 2008

GNR inaugura Arquivo Histórico

A Guarda Nacional Republicana (GNR) inaugura hoje o seu Arquivo Histórico e Museu. Esta inciativa visa a recuperação e maximização do património histórico e cultural da GNR. O património da GNR inclui importantes espólios documentais, bibliográficos, fotográficos e museológicos, acumulados ao longo dos seus 97 anos de história, bem como por ser herdeira directa do património das Guardas de Políticas suas antecessoras, desde 1801, sendo ainda a herdeira de diversas instituições entretanto extintas, casos da Polícia de Viação e Trânsito e da Guarda Fiscal.


O Arquivo Histórico e o Museu da GNR estão integrados na estrutura do Comando-Geral da corporação e irão permitir a preservação do património histórico e cultural, assim como a a sua inventariação, digitalização e disponibilização aos cidadãos em geral, fazendo uso das novas tecnologias de informação e do conhecimento.


O Arquivo Histórico da GNR sob a coordenação do Major Nuno V. Andrade localiza-se no Quartel de Alcântara, na Praça da Armada, nº 40 e inclui o Arquivo Documental, o Arquivo de Imagem, a Biblioteca, o Centro de Estudos Históricos e a Sala de Leitura/Auditório.

O Museu fica sedeado no Quartel do Carmo.

Imagem: Brasão da GNR

E assim vão os nossos arquivos!!!

Neto de Humberto Delgado encontrou processo da morte do General degradado, uma"cave" do Tribunal da Boa Hora .


O neto de Humberto Delgado revelou dia 22 de Abril que o processo do assassínio do general pela PIDE permaneceu, nos últimos anos, em "péssimas condições de conservação" e "sujeito a inundações" numa "cave" do Tribunal da Boa Hora, em Lisboa.A revelação de Frederico Delgado Rosa à Agência Lusa de que aquele conjunto de volumes em papel, de grande valor histórico e que nunca foi microfilmado ou devidamente protegido, ocorreu na véspera de o ministro da Justiça entregar ao Arquivo Distrital de Lisboa (Torre do Tombo) o processo relativo ao homicídio do general, ocorrido em 1963 na localidade espanhola de Villanueva del Fresno, junto à fronteira portuguesa. A situação anómala que levou o processo, composto por 18 volumes, a ficar "todo empilhado no chão, em caixotes de cartão, sujeito a inundação e em péssimas condições de conservação" começou há alguns anos quando foram extintos os Tribunais Militares, que haviam julgado e condenado, à revelia, Casimiro Monteiro (elemento da PIDE envolvido no caso) e ilibado outros, incluindo o chefe da brigada da PIDE Rosa Casaco, numa decisão que o neto da vítima classifica de "farsa".Frederico Delgado Rosa, que brevemente vai lançar o livro "Humberto Delgado - Biografia do General Sem Medo", resultado de um trabalho de sete anos de investigação, lembrou que, com a extinção dos tribunais militares, "grande parte dos processos" ali decorridos foram para o "Arquivo Histórico Militar". Segundo o neto do general, a "dúvida" sobre o destino dado ao processo da morte de Humberto Delgado "ficou a pairar" até que, no âmbito da pesquisa que estava a realizar, precisou de "manusear" os autos no antigo Tribunal Militar de Santa Clara, Lisboa, e, após várias indagações, descobriu, em meados do ano passado, que este tinha ido, afinal, para o Tribunal Criminal da Boa Hora, Lisboa, mais concretamente para a 2ª Vara. O neto do "general sem medo" recebeu "autorização" para consultar o processo, mas qual é o seu espanto este estava numa "cave, todo empilhado no chão, em caixotes de cartão, sujeito a inundação e em péssimas condições de conservação". "As funcionárias judiciais nem sequer sabiam que tinham o processo", que inclui "cópia" do processo instruído em Espanha, relatou à Lusa Frederico Delgado Rosa, notando que nos autos está "documentação importantíssima", designadamente o dossier da "Operação Outono". Além da documentação original, existem também "diversas fotografias" no processo relativo ao assassínio do general, após uma cilada em Badajoz (Espanha), montada em redor de uma pretensa reunião com militares portugueses, oposicionistas a Salazar. Além de encontrar os autos na cave na Boa Hora, Frederico Delgado Rosa ficou ainda "espantado" ao saber que um dos volumes do processo estava num piso superior do tribunal, porque juridicamente este caso "estava ainda em aberto", porque "não se sabia se (o PIDE) Casimiro Monteiro estava vivo ou morto". Isto, apesar de, conforme lembrou o neto do general, o inspector da PIDE Sachetti já há muito ter dito publicamente que Casimiro Monteiro tinha morrido na África do Sul. "Vamos esperar até ao ano 3000 para saber se ele está vivo ou morto", criticou, questionando quais foram as diligências que a Justiça e o Estado português fizeram para descobrir se Casimiro Monteiro está vivo ou morto. "Aposto que não fizeram nenhuma (diligência)", antecipou. Inconformado com o estado em que encontrou o processo na Boa Hora, havendo "folhas rasgadas, outras dobradas e em péssimas condições", o neto do general alertou a Fundação Humberto Delgado para a situação, tendo esta intervido, sem efeito, para que a documentação saísse da Boa Hora e fosse entregue ao Arquivo Histórico Militar. Segundo Frederico Delgado Rosa, a resposta da Boa Hora à Fundação Humberto Delgado foi apenas a de que "o tribunal não antecipa decisões". Uma ocasião propíciaQuanto à decisão anunciada de transferir agora o processo da Boa Hora para o Arquivo Distrital de Lisboa (Torre do Tombo) o neto de Humberto Delgado considera tratar-se de "um golpe de teatro", feito com muita rapidez, já que a denúncia da situação é feita no livro biográfico do general a ser lançado a 7 de Maio na Assembleia da República. "O livro sai do prelo e é tomada esta decisão. Estou convencido que é uma decisão mais política do que judicial", em resposta às denúncias feitas no livro, disse, admitindo, contudo, à Lusa que "o mais importante é a salvaguarda e a conservação daquele património da história" de Portugal, num local mais seguro e adequado. O neto do general insiste, porém, que o "lugar mais natural" para o processo ficar é no Arquivo Histórico Militar, tanto mais que foi o Tribunal Militar do Campo de Santa Clara, Lisboa, a julgar o caso. Considerou ainda que a deliberação final aí tomada a 27 de Julho de 1981 foi uma "farsa", que serviu para ilibar Rosa Casaco, os seus superiores hierárquicos e "até o próprio Salazar", observando que "há pessoas ligadas ao sistema judicial português que sabem disso, mas não querem que se saiba". "Isso explica porque é que o processo estava metido na cave (da Boa Hora)", argumentou. Com esta transferência do material, disse esperar que o "processo seja conservado e reproduzido em vários tipos de suporte", pois "é um dever do Estado fazê-lo". "É importante uma microfilmagem, pois dura séculos", propôs, advertindo que "há quem gostaria que o processo ardesse ou ficasse inundado". A Lusa tentou obter um comentário do Ministério da Justiça à situação criada no Tribunal da Boa Hora, mas até ao momento não foi possível obter qualquer resposta. O ministro da Justiça, Alberto Costa, realizou ontem a entrega do "processo comum colectivo nº. 469/04.4TCLSB".
Segundo o Ministério da Justiça, o processo relativo ao assassínio de Humberto Delgado é composto por 18 volumes, 45 apensos e "vai ficar sob custódia do Arquivo Distrital de Lisboa a título de depósito, que se converterá em incorporação decorridos os prazos de conservação previstos em portaria de gestão de documentos dos tribunais".



E é assim que ainda nos dias de hoje se encontram muitos dos nossos arquivos, ora por ignorância, falta de meios, incúria ou mesmo propositadamente na expectativa de que por "artes mágicas" certos porocessos se percam em parte incerta...



Fonte: Público/Lusa

Processo de Humberto Delgado entregue à Torre do Tombo

Os 18 volumes do processo judicial do general Humberto Delgado, assassinado pela polícia política, foram ontem entregues ao arquivo distrital de Lisboa (Torre do Tombo) numa cerimónia presidida pelo ministro da Justiça.
Além de Alberto Costa, estiveram na cerimónia o ex-presidente da República Mário Soares, que foi advogado de Delgado, e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento.
Humberto Delgado, conhecido como «general sem medo» por desafiar a ditadura e
candidatar-se à Presidência da República nas eleições de 1958, foi assassinado pela PIDE a 13 de Fevereiro em Espanha, junto à fronteira portuguesa, perto de Mourão.
O vasto processo permaneceu nos últimos anos em péssimas condições de conservação, sujeito a inundações numa "cave" do Tribunal da Boa Hora, Lisboa, conforme testemunhou o neto do general, Frederico Delgado Rosa.


Fonte: Diário Digital / Lusa

23 abril 2008

Obra de Saramago na exposição A Consistência dos Sonhos no Palácio da Ajuda

Vida e obra de Saramago vista como um romance

Abre portas hoje a exposição José Saramago – A Consistência dos Sonhos, na Galeria do Rei D. Luís I no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. Esta mostra parte de uma organização conjunta do Instituto dos Museus e Conservação, da Biblioteca Nacional de Portugal e da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. Esta exposição vai contar com obras inéditas do autor.

José Saramago considera que falta a Portugal espírito crítico. Falando à Comunicação Social no decorrer da apresentação da exposição A Consistência dos Sonhos, uma das maiores e mais completas mostras organizadas em torno da sua vida e obra considerou que: ”Nós, os escritores, não podemos salvar o Mundo nem o país em que vivemos. Mas há muito trabalho a fazer para construir um lugar onde Portugal possa reconhecer-se. Estamos um bocado aborregados. Talvez haja necessidade de rever drasticamente certas políticas, mas creio que o mais urgente é a definição de um cidadão cuja principal característica seja o uso do espírito crítico.”



O encontro com a Comunicação Social reuniu o escritor, o comissário e autor da ideia da exposição, Fernando Gómez Aguilera, da Fundação César Manrique, de Lanzarote, e o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. Para o governante, a “exposição é um verdadeiro romance. É uma descrição de uma vida que, sendo singular, é absolutamente universal”.


A exposição A consistência dos Sonhos, que inaugurou em Lanzarote no ano passado, é agora apresentada em Lisboa, num formato mais alargado, incluindo documentação da Biblioteca Nacional de Portugal (que estranha designação!!!). Estruturada em três grandes núcleos, a mostra possui uma forte componente multimédia e poderá ser visitada até 27 de Julho.

Uma exposição a não perder!!



Fontes: LUSA e JN

Dia Mundial do Livro - Prémio Cervantes

Entrega do Prémio Cervantes como acto central do Dia do Livro em Espanha!


A entrega do Prémio Cervantes ao poeta argentino Juan Gelman pelo rei Juan Carlos é um dos actos centrais do Dia Mundial do Livro, assinalado hoje nas principais cidades espanholas.


Gelman, que receberá o prémio na Universidade de Alcalá de Henares, explicou já que deverá discursar sobre o que "sugere" a obra de Cervantes, que o argentino considera "o mais apreciado" da língua espanhola.
Caberá a Gelman iniciar durante a tarde a 12ª leitura contínua de D. Quixote no Circulo de Bellas Artes, em Madrid, que analisará ainda o centenário da chegada de Antonio Machado a Soria.

Imagem: Juan Gelman
Na Catalunha, região com maior tradição desta celebração, cerca de 600 livrarias colocarão postos de venda nas ruas, para aproximar os livros do público.
Como anualmente, as novidades eleitorais disputarão o interesse dos leitores.
Este ano as atenções deverão virar-se para Carlos Ruiz Zafón - autor do bestseller "A sombra do vento" - cujo novo livro, "O jogo do anjo", vendeu 2830 mil exemplares no último fim-de-semana, primeiro que esteve à venda.
Noutros pontos de Barcelona estarão diversos autores como Isabel Allende, Matilde Asensi, Juan José Millás, Juan Eslava Galán, Paul Preston, Donna Leon, Noah Gordon, Julia Navarro, Quim Monzó, Tracy Chevalier e Josep Maria Espinás.
Madrid acolherá a 3ª noite dos livros, com mais de 450 actividades em que participam escritores e artistas, entre eles a cantora norte-americana Patti Smith.


Fonte: LUSA

Programa do Dia Mundial do Livro

Ficam aqui indicadas algumas iniciativas para comemorar este dia:

Alcobaça
Abril é o mês dos livros na biblioteca. "Festa dos livros" é o nome de um programa que inclui contadores de histórias, oficinas de livros e sessões de leitura.
Braga
A companhia Filandorra - Teatro do Nordeste vai apresentar, no Theatro Circo, a peça "A menina do mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Cascais
Oito horas de leitura sem parar é a proposta da Fnac do CascaisShopping, com início marcado para as 15 horas.
Coimbra
Trinta farmácias de Coimbra vão oferecer uma série de "receitas de leitura". Nos balcões, vão estar, a cada mês, 30 títulos cuja toma se aconselha, tendo em vista "a saúde do intelecto".
Famalicão
Até domingo, na Galeria Municipal da Antiga Casa do Malheiro, decorre mais uma edição da Feira do Livro de Saldo. Com descontos até 80%, a feira disponibiliza 10 mil títulos.
Gaia
Um ateliê de teatro, dirigido por Isabel Barros a partir da peça "Óscar", de João Paulo Seara Cardoso, é a proposta da Fnac do GaiaShopping. Às 15.30.
Grândola
Conversas à volta dos livros, exibição de filmes que resultam de adaptações literárias e uma exposição de pintura são as iniciativas com que a biblioteca local resolveu assinalar a data.
Loulé
O espectáculo "Onde está a escola?", do Grupo Klassikus, integra o leque de actividades a desenvolver na biblioteca local.
Oliveira de Azeméis
Do vasto programa organizado pela Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, destaca-se a iniciativa "Contos cruzados", que propõe a partilha de histórias por crianças e idosos.
Póvoa de Varzim
"Vamos passar o testemunho" é a iniciativa a decorrer no Auditório Municipal. Entre as 9.30 e as 24 horas, decorre a "Maratona das bibliotecas".

Livros e Leitores - alguns números sobre as letras




Uma vez que hoje se comemora o Dia Mundial do Livro ficam aqui alguns números realtivos à relação entre os livros e os leitores para uma reflexão ou para mera curiosidade.

Segundo os resultados de um inquérito de uma multinacional de estudos de mercado divulgados ontem, em 2007, em Portugal, foram vendidos cerca de 13,5 milhões de livros, correspondendo a 152 milhões de euros, e saíram 28,5 mil livros.
A literatura concluiu também a empresa Gfk - é o género que mais vende (29 por cento), seguido do infantil/juvenil, e Lisboa concentra metade das vendas.
Entre os cinco autores mais vendidos em 2007, lista encabeçada por Rhonda Byrne ("O Segredo"), figuram dois portugueses, José Rodrigues dos Santos e Miguel Sousa Tavares, indica a mesma fonte.
Num outro estudo, encomendado pelo ministério da Cultura e divulgado em Janeiro passado, indica que o volume de negócios do sector do livro em Portugal atingiu 318 milhões de euros em 2005.
De acordo com um inquérito de dois investigadores do ISCTE divulgado a semana passada, a maioria dos portugueses considera que a leitura é "importante" e tem vindo a crescer na última década, mas apenas 44 por cento afirmam ter o hábito de ler.

Fonte:Lusa

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor foi instituído em 1996 pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril, dia de São Jorge, em 100 países. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge (Saint Jordi) e recebem em troca, um livro. Em simultâneo, como já foi referido anteriormente, é prestada homenagem à obra de dois dos maiores escritores da história da humanidade, Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril. Partilhar livros e flores, nesta Primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão (tal como a Su teve a amabilidade de partilhar connosco).


A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).


Já anunciaram várias vezes a sua morte, mas o anúncio revelou-se prematuro: o livro está vivo e no dia que anualmente lhe dedica a UNESCO continua a valorizá-lo como "um instrumento único de cultura, educação, comunicação e divertimento".
O livro contribui para construir e manter o tecido educativo, cultural e económico das nossas sociedades, onde desempenha múltiplos e fundamentais papéis", diz o director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, na mensagem alusiva ao "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor", que é assinalado hoje em cerca de cem países.
O livro salienta o director-geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) "é o pivot de uma vasta cadeia de actividades e profissões geradoras de rendimentos e uma componente importante do desenvolvimento económico".
A UNESCO exorta também os decisores políticos e agentes económicos a reconhecerem "plenamente" o papel do livro e da leitura, salientando o "benefício" que isso representa para o mundo.


Nesta data celebra-se também o direito de autor. Um direito que é reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigo 27º) e pela Constituição da República Portuguesa (artigo 42º). O direito de autor funciona simultaneamente como garantia de defesa do património e dos valores culturais.


A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Desde então o dia 23 de Abril tem sido comemorado de diversas formas um pouco por todo o mundo. Em Portugal, o Dia será assinalado por bibliotecas, editoras e autarquias, e em Lisboa, uma das antigas livrarias da cidade cumprirá a tradição oferecendo uma rosa a quem comprar um livro. Neste sentido, hoje realizam-se feiras do livro, exposições, espectáculos culturais, palestras, declamações ou outros simples gestos de assinalar deste dia.

Fonte: LUSA

Dia do Livro, dia de S. Jorge

Desde 1996 que a UNESCO decidiu comemorar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor a 23 de Abril, também dia de São Jorge.
Este dia também ficou marcado pela morte de Shakespeare (dizem) e Cervantes.
Segundo a tradição catalã, os cavaleiros ao oferecerem uma rosa vermelha de São Jorge às damas, recebem em troca um livro.
Aqui ficam...


Uma rosa
Um livro

15 abril 2008

Ministério da Cultura e Misericórdias assinam acordo

Ministério da Cultura e Misericórdias assinam acordo para preservar imóveis e arquivos


O ministro da Cultura e a direcção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) celebraram dia 4 deste mês em Fátima um protocolo para a recuperação do património imóvel, móvel e arquivístico daquelas instituições.
Para o ministro Pinto Ribeiro, a “lei do património prevê este tipo de parcerias” que são uma prioridade da tutela, visando sempre “recuperar e revivificar” os espaços culturais.
No seu entender, este e outros protocolos celebrados com instituições da sociedade civil procuram resolver um “problema de eficácia cultural e social” que ainda existe em Portugal.
“Os fundos escassos que temos para aplicar devem servir para trazer mais pessoas e alargar as parcerias”, acrescentou o ministro.
Por seu turno, o presidente da UMP, Manuel Lemos, considerou que este protocolo irá permitir “uma visão coordenada das intervenções a realizar” por cada instituição.
“É uma área nova que se abre ao nosso trabalho e que queremos agarrar com rigor e qualidade”, acrescentou Manuel Lemos.
O protocolo é válido por dois anos e envolve várias instituições do Ministério, que se comprometem a prestar apoio técnico à inventariação do património das Misericórdias com interesse cultural e prestar apoio técnico à valorização, recuperação, conservação e acompanhamento das intervenções em imóveis das Misericórdias.
No que respeita ao património móvel, a UMP contará com apoio técnico na área de museologia e em intervenções de conservação e restauro.
Já no que respeita ao último ponto do protocolo, os serviços ministeriais deverão disponibilizar on-line, em parceria com a UMP, “o inventário dos arquivos das Misericórdias e promover o apoio técnico à informatização dos arquivos, digitalização da documentação e preservação de arquivos digitais”.
Por seu turno, as Misericórdias comprometem-se a fornecer à tutela a sua bases de dados de imóveis com interesse cultural e em sensibilizar as instituições para o “empréstimo dos seus acervos documentais aos arquivos da rede DGARQ (Arquivo Nacional Torre do Tombo, Arquivos Distritais, Centro Português de Fotografia)” bem como “estimular e implementar” outras parcerias.
Além disso, a UMP irá sensibilizar as suas 384 associadas para a “cedência dos seus espaços aos serviços e organismos que integram o Ministério da Cultura tendo em vista a celebração de parcerias tendentes à dinamização e criação de redes”, refere o protocolo.
Fonte: Agência Ecclesia

14 abril 2008

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Comemora-se no dia 18 de Abril o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Criado precisamente a 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios) e aprovado pela UNESCO, este dia tenta dar visibilidade aos monumentos e sítios (arqueológicos, bairros históricos, entre outros).

O tema deste ano é o Património Religioso e Espaços Sagrados. E o programa de comemoração é vasto e variado (visitas guiadas, teatro, exposições, música, filmes, peddy papers, actividades pedagógicas, entre outras actividades) de Norte a Sul do país.

Consultar o programa deste dia no seguinte endereço: http://18deabril.sapo.pt/index.php.

Imagem: Igreja de Santiago - Belmonte

11 abril 2008

Arquivos Iberoamericanos

Archivos de Iberoamérica




O arquivista espanhol Pablo Durand Baquerizo criou uma página web intitulada Archivos de Iberoamérica. Esta página oferece informação muito interssante sobre recursos arquivísticos na América Latina, Espanha e Portugal. Inclui directórios de organizações profissionais, programas académicos e blogues sobre arquivística.








Tem informações relevantes no caso de Portugal, apesar de algumas limitações. Porém, é uma iniciativa a seguir com atenção.

07 abril 2008

Preservação Digital


Recomendações para a produção de planos de preservação digital.


Foi publicada recentemente pela DGARQ uma compilação sobre preservação digital intitulada: Recomendações para a Produção de Planos de Preservação Digital.

Esta iniciativa denota um interesse cada vez mais crescente e premente para as questões desta temática. É fundamental que se comece a pensar e agir hoje para se evitar perdas no futuro. Por isso é uma obra a consultar com atenção.

Estas recomendações elaboradas sob a coordenação de Francisco Barbedo em parceria com Glória Santos, Luís Corujo e Mário Sant'Ana encontram-se no site da DGARQ.

26 março 2008

Prioridades!!!!

Afinal quais são as prioridades da vida?


Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que “sim”. O professor pegou então numa caixa de fósforos esvaziou-a dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que “Sim”. Logo, o professor pegou numa caixa de areia e vazou-a dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um “Sim” retumbante. O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou: «Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, e o resto é só areia.» Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: - «Então e o que representa o café?» O professor sorriu e disse: «Ainda bem que perguntas! Isso é só para lhes mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com um amigo.»

A amizade é o que nos permite caminhar para a frente!!! Um obrigada a todos os que cultivam as amizades!!!

Cadernos BAD sobre Blogues

Blogues nos Cadernos BAD

Foi recentemente publicado um novo número dos Cadernos BAD.
E este número trata sobre blogues na área da Informação e Documentação. Mais um número que merece uma leitura e algumas reflexões!!! O sumário deste número encontra-se disponível no site da BAD.

16 março 2008


“Os arquivos são o arsenal da administração e o celeiro da história.”


(Charles Braibant, 1970)



09 março 2008

24 fevereiro 2008

Quem foi que disse que os Arquivos não dão dinheiro?

"Um Arquivista, funcionário público de Nova Iorque, foi preso acusado de vender documentos históricos dos arquivos do governo pelo site de leilões eBay, informaram nesta segunda-feira as autoridades norte-americanas. Daniel Lorello, 54, de Rensselaer, Nova York, foi acusado de roubo, posse indevida e fraude.
Entre os documentos roubados, está uma carta de 1823 do vice-presidente John C. Calhoun e cópias do Davy Crockett Almanacs, panfleto escrito pela figura histórica que morreu em Alamo, no Estado norte-americano do Texas. (...)
O arquivista afirmou que apenas em 2007 pegou de 300 a 400 itens, incluindo as quatro páginas da carta do vice-presidente Calhoun, o que lhe rendeu ofertas de mais de US$ 1.700 enquanto os investigadores monitoravam as vendas. As autoridades recuperaram cerca de 400 itens levados pelo arquivista.
De acordo com Lorello, esta quantidade corresponde a aproximadamente 90% de tudo que foi levado, embora ele não determine quantos itens foram vendidos on-line. Nos leilões do eBay lançados por Lorello também constavam litografias da Currier & Ives, que ele descrevia como "em excelente condições". No leilão das cartas do vice-presidente Calhoun dizia "100% de satisfação garantida."
Fonte: Folha Online - 29/01/2008
Só é pena que não tenha sido da melhor forma...

22 fevereiro 2008

Nós fazemos parte da estatística...

43 mil licenciados entram pelo cano
por Joana Pereira Bastos, Agência Lusa

Concluída a universidade mergulham no mercado de trabalho em apneia sem fim. Desesperados aceitam o que lhe aparece: caixas de hipermercados, recepcionistas, "call centers". Há cada vez mais licenciados em trabalhos não qualificados ou de baixa qualificação.

Pelo menos 43 mil licenciados desempenhavam em 2007 trabalhos de baixa qualificação ou não qualificados, como limpezas ou construção civil, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Sem emprego nas suas áreas, dizem-se "dispostos a tudo" para sobreviver.

De acordo com números estimados pelo INE com base no Inquérito ao Emprego, no ano passado 7.200 pessoas com formação académica superior estavam empregadas em trabalhos não qualificados. Vendedores por telefone ou ao domicílio, pessoal de limpeza, lavadeiras e engomadores de roupa, empregadas domésticas ou estafetas são alguns dos exemplos constantes da lista de trabalhos não qualificados, segundo a classificação nacional de profissões.

A estes, somam-se mais de 35.800 licenciados em trabalhos de baixa qualificação, que o INE integra em categorias como "operadores de máquinas e trabalhadores de montagem", "operários, artífices e trabalhadores similares" ou "pessoal dos serviços e vendedores". Seguranças, metalúrgicos, mecânicos, motoristas ou empregados de loja são algumas das profissões.

No total são pelo menos 43 mil os diplomados nestas situações, mais cinco mil do que em 2006. No entanto, o verdadeiro número de pessoas com excesso de formação para o trabalho que desempenham pode ser muito superior, uma vez que aquele conjunto não abrange os 46 mil licenciados que integram o "pessoal administrativo e similares", uma categoria que inclui empregados de recepção, telefonistas ou cobradores de portagem, por exemplo, além de funções mais qualificadas como escriturários ou gestores de conta bancária.

Cursos desenquadrados do mercado de trabalho

"Estão a aumentar os casos de não correspondência entre as habilitações e o tipo de trabalho, por um lado devido ao aumento do desemprego e, por outro, devido à falta de articulação entre as universidades e o mercado de trabalho. A formação nem sempre corresponde às necessidades do mercado", disse à Lusa Marinus Pires de Lima, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e especialista em Sociologia do Trabalho.

Apesar do número de diplomados por ano ter quase duplicado entre 1997/98 e 2005/06, quando atingiu os 71.828, Portugal continua a ser o segundo país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com a menor percentagem de pessoas com formação académica superior, apenas à frente de Itália.

De acordo com a OCDE, só 13% dos portugueses entre os 25 e os 64 anos têm um diploma do ensino universitário ou politécnico, o que corresponde a metade da média dos países-membros da organização (26%).

Ainda assim, em Portugal os diplomados têm cada vez mais dificuldade em arranjar trabalho. A taxa de desemprego entre as pessoas com habilitações superiores mais do que duplicou desde 2002 e hoje são quase 60 mil os que não conseguem um lugar no mercado.

"Call-centers" recheados de doutores

Fartos de esperar por um emprego condicente com os anos que dedicaram aos estudos, muitos jovens licenciados "arrumam" o canudo na gaveta e dirigem-se às empresas de trabalho temporário, dispostos a aceitar qualquer tarefa por qualquer remuneração.

"Cerca de 80% de todos os currículos que recebemos são de licenciados. São sobretudo da área das ciências sociais, embora também comecem a aumentar na área das ciências exactas", disse à Lusa Sónia Silva, directora da Select, uma das maiores empresas de trabalho temporário a operar em Portugal.

Só no mundo dos "call-centers", onde o pagamento à hora fica-se em média pelos 2,5 euros, 35% dos cerca de 7.500 operadores têm um curso superior, segundo a Select. Também nos super e hipermercados são cada vez mais os diplomados na reposição de stocks ou atrás das caixas registadoras.

O grupo Auchan, proprietário das marcas Jumbo e Pão de Açúcar e um dos líderes no sector da distribuição alimentar, por exemplo, não foge à regra. Cerca de 10% dos 7.100 colaboradores têm um "canudo" e 270 são operadores de caixa.

Geração desperdiçada

"É paradoxal que um país que tem tão poucos licenciados desperdice desta forma pessoas especializadas que estudaram anos a fio". É assim que Daniela, de 27 anos, resume o seu "desencanto". Licenciada em Engenharia do Ambiente pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde está agora a concluir um mestrado, nunca conseguiu uma oportunidade de trabalho correspondente à sua formação. Sempre sonhou trabalhar na conservação da Natureza, mas hoje é empregada num bar da capital, onde ganha o equivalente ao ordenado mínimo nacional.

Com o curso acabado há dois anos, Daniela lembra-se de ter chegado a enviar mais de 50 currículos por semana, mas quase nunca recebeu resposta. Candidatou-se a seis bolsas de investigação, mas todas foram negadas. Sente-se num "ciclo vicioso": "Pedem sempre pessoas com experiência e por isso nunca me aceitam, mas se nunca me derem uma oportunidade, nunca poderei ganhar experiência".

"Se nada mudar, terei de começar a pensar em sair de Portugal. Se o meu país não me valoriza, talvez outros o façam", desabafa.

"Revoltada" e "desencantada" é também como se sente Ana, de 32 anos, psicóloga clínica, com uma pós-graduação em Psicoterapia. Depois de oito anos a trabalhar num "call center" para pagar os estudos, deixou os telefones em 2006. Alugou um consultório e também dá consultas num hospital, mas no final do mês recebe cerca de 400 euros. "Desesperada", diz-se na disposição de concorrer "a rigorosamente qualquer coisa" e pensa passar a engomar para fora. Por enquanto, sente que já não lhe é permitido sonhar muito e questões como construir família e ter filhos nem sequer se podem colocar.

"A minha geração está profundamente deprimida. Andámos a tirar licenciaturas e pós-graduações para não ter emprego ou arranjar trabalhos a ganhar uma merda. Vivemos à custa dos pais, sem termos sequer condições para sermos independentes e vivermos condignamente. Sentimos que o Estado não faz nada por nós. Estamos por conta própria".


O que fazer para inverter esta situação?????????????

18 fevereiro 2008

História Perdida!!

Encontra-se patente no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, a maior exposição sobre o comércio ilícito de antiguidades intitulada: História Perdida: uma exposição acerca do comércio ilícito de antiguidades no mundo.

Esta esposição organizada pela Fundação Helénica da Cultura vai estar patente até o dia 31 de Março de 2008.

Temos uma mostra de como se perde o património ao nível museológico, mas que pode ser transposta para a dimensão dos arquivos e bibliotecas. É o património que é saqueado e a memória da humanidade que se desvanece.

08 fevereiro 2008

Seminário Projecto Arquivos de Arquitectura


No próximo dia 14 de Fevereiro vai realizar-se o Seminário Projecto Arquivos de Arquitectura: Disponibilização dos Espólios de Raul Lino e Cristino da Silva, a partir das 10h00 no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian.

E tem o seguinte programa:
10h00 - 10h20
Abertura
Teresa Patrício Gouveia
Administradora da Fundação Calouste Gulbenkian
Jaime Quesado
Gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento
José Afonso Furtado
Director da Biblioteca de Arte

10h20 - 11h15
Apresentação do Projecto Arquivos de Arquitectura
Ana Paula Gordo
Directora Adjunta da Biblioteca de Arte

Espólios Raul Lino e Cristino da Silva: um contributo para o estudo da história da arquitectura portuguesa do século 20
Ana Barata
Biblioteca de Arte

A Fundação Calouste Gulbenkian e a investigação em Arquitectura: uma experiência pessoal dos espólios Raul Lino e Cristino da Silva
Susana Lobo
Arquitecta - Darq-FCTUC, Bolseira de Doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia

11h15 - 11h30
Pausa para café

11h30 - 12h40
Arquivos de Arquitectura e sistemas de informação sobre Arquitectura: uma relação cooperativa
João Vieira
Coordenador do Departamento de informação, Biblioteca e arquivos do IHRU, membro da Direcção da Secção de Arquivos de Arquitectura do ICA

Registar e comunicar a informação: o processamento bibliográfico de arquivos de arquitectura na Biblioteca de Arte
Eunice Silva Pinto, Ana Caldeira
Biblioteca de Arte

Conservação e restauro de espólios de arquitectura: que intervenção, que metodologias? Contributos para uma reflexão
Constança Rosa
Biblioteca de Arte

12h40 - 13h00
Debate

13h00 - 14h30
Almoço

14h30 - 16h00
Uma casa atlântica, Berlim em Lisboa ou os problemas do velho Direito de Autor na Net
Manuel Lopes Rocha
Advogado, PLMJ advogados

Imagens de arquitectura: políticas de acesso
Jorge Resende
Biblioteca de Arte

Para além das aparências: produção, organização e disponibilização de objectos digitais
Paulo Leitão
Biblioteca de Arte

16h00 - 17h00
Debate.
Encerramento


Para quem puder é uma oportunidade única para explorar alguns temas bastante interessantes!!!!

Guia de Fundos e Colecções Fotográficas

Já se encontra disponível o Guia de fundos e colecções fotográficas 07 compilado e pubicado pela DGARQ/CPF (Centro Português de Fotografia. Esta publicação teve o apoio do POC e foi coordenado pelo Doutor Silvestre Lacerda e pela Doutora Natália Gravato.

É um guia de extrema importância e relevância a consultar!!

07 fevereiro 2008

Processos da Inquisição de Lisboa vão ser digitalizados

Digitalização de Cinco milhões de imagens do arquivo da Inquisição

Cinco milhões de imagens do arquivo da Inquisição de Lisboa vão estar disponíveis on-line. O processo de recuperação e digitalização integral dos 17.980 processos, referentes ao período entre 1536 e 1821, ainda vai demorar cerca de três anos a estar completo, mas constitui, sem dúvida, uma boa notícia para os investigadores.
O anúncio foi feito pelo director do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Silvestre Lacerda que considera que a disponibilização destes processos é uma prioridade, já que são os mais consultados e os mais procurados por investigadores nacionais e estrangeiros.
O custo do projecto foi avaliado em um milhão de euros, mais de metade financiados pela REN (Redes Energética Nacionais), o mecenas desta iniciativa.
A Inquisição, como tribunal eclesiástico, perseguiu e condenou aqueles cujas acções e convicções diferiam das leis da Igreja Católica. De acordo com o historiador António Borges Coelho, a Inquisição de Lisboa é especialmente relevante no contexto português, já que "as comunidades estrangeiras estavam sediadas em Lisboa, a liberdade de pensamento emergia mais facilmente, os livros clandestinos chegavam mais facilmente a Lisboa".
Era mais fácil encontrar na capital as principais vítimas da Inquisição: os judeus, as bruxas, os mancebos, os homossexuais, explica o historiador. "Os processos da Inquisição de Lisboa são especialmente ricos por isso."
O escritor e dramaturgo António José da Silva foi uma das vítimas do Santo Ofício. Preso e torturado pelos membros da Inquisição por ser judeu, acabou por ser queimado num auto-de-fé. Este é apenas um dos muitos processos que vão estar acessíveis a partir de qualquer computador.Para António Borges Coelho, a digitalização destes processos "é uma notícia magnífica", mas não é suficiente para reavivar na memória que "milhares de pessoas passaram pela humilhação dos autos-de-fé". E lança a questão: "Para quando uma oliveira nas praças portuguesas, em Lisboa, Évora, Coimbra, onde mais de 2000 pessoas foram queimadas por expressarem opiniões diferentes?".
Fonte: Jornal O Público
Mais uma iniciativa a seguir com atenção!!!

06 fevereiro 2008

Portal Europeu de Arquivos na Internet

Madrid vai coordenar Portal Europeu de Arquivos na Internet

O governo espanhol vai coordenar a criação de um Portal Europeu de Arquivos na Internet que pretende unificar recursos arquivistas até aqui dispersos e que conta, entre outros, com a participação de Portugal.
O projecto, parcialmente financiado pela Comissão Europeia, através da iniciativa eContentplus, abrange ainda países como a Finlândia, a França, a Alemanha, a Suécia, a Grécia e Eslovénia.
Segundo o Ministério da Cultura espanhol o objectivo do projecto é unificar os arquivos europeus, conseguindo que estes estejam disponíveis na Internet. Deverá facilitar o acesso a documentos e fundos de arquivo em instituições de património cultural, independentemente da sua condição pública ou privada.
Os utilizadores do futuro portal, que se espera esteja pronto em três anos, podem identificar e localizar os recurso, difundir os fundos custodiados nos arquivos e assim evitar a necessitar de transferências. Poderão ainda solicitar reproduções de documentos.

Fonte: Diário Digital/Lusa


30 janeiro 2008

Dadus

Dados Pessoais - Dadus

No Dia Europeu da Protecção de Dados, a CNPD apresentou publicamente o seu Projecto Dadus.
Este projecto, desenvolvido para sensibilizar alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico para questões tão importantes como a protecção dos dados pessoais enquanto se utiliza a internet, foi desenvolvido no âmbito de um protocolo assinado com o Ministério da Educação em 2007.
Será assim lançado já no final deste mês nas escolas públicas do continente, sendo intenção da CNPD alargar o projecto às Regiões
Autónomas.
Para além disso, a CNPD disponibiliza ainda um
Blog do Dadus. Um espaço que se pretende de comentários, ideias, links para fichas e passatempos.

Este projecto revela-se ser um excelente meio de informação e alerta para os perigos do uso da internet.

Alguns Links úteis de Software livre

Pode ser que seja útil:

Sistema Operativo - Linux
Sistema Operativo – Linux – aplicação Caixa Mágica
Antivirus para Windows - Clamwin
Firewall, autenticação de website e mais - Comodo
Web browser e correio electrónico – Mozilla
Gestão de pesquisas/referências on line – ZoteroOpenOffice – versão portuguesa
Diagramas de fluxo – Dia
Gestão de conteúdos/gestão documental – Alfresco

29 janeiro 2008

A Torre de Babel – Concertações na funcionalidade do Arquivista.


Vou falar vos sobre algo que todos nós já vimos, sentimos, pensamos.


Mas sentimos nos excessivamente apavorados para falar desta invasão!.......

Será Possível?

Sim é possível….

Preparem-se! Vou falar vos do famoso……

Ratione officii Arqui vaisto - Estudo da Dinâmica Animal.

Este artigo pretende constituir um espaço de reflexão sobre a importância do estudo do comportamento animal e alerta para um Espécie pouco estudado (ainda não referida no Dicionário de arquivística…grave falha… então? ai….) o seu habit natural são os verdes prados das planícies universitários aonde se estabelecem, caçam, proliferam e acasalam.

A característica que define esta espécie é a sua total aversão a responder a questões básicas… este comportamento é o resultado directo desta subespécie da raça arquivística utilizar um cérebro grandemente deteriorado, uma síndrome incomum denominado Ratione officii Arqui vaisto que dá o nome à espécie.

Este síndrome é caracterizado por uma elevadíssima auto-estima, uma soberba aptidão de sobrevivência, e um pequeno Q.I. Esta combinação gera um interessante estado físico, raramente observado em cativeiro, em que o animal é acometido por diarreias verbais, e o seu discurso é composto por indecifráveis construções frásicas e um rame rame sobre questões normativas imaginárias.

Esta espécie pode ser facilmente reconhecida através deste simples teste.

(Por Favor usem de precaução e um tampão para os ouvidos quando o fizerem!)

Aluna – Bom dia Sr Professor - Afirma a inocente aluna de ciências documentais.

Ratione officii Arqui-va-isto– olá…jovem… estava aqui Justamente a reflectir ( Tavas …tavas..) sobre a questão do sistema arquivístico anglo-saxónico que embora se encontre dominado pelas deliberações do planeamento estratégico oficializados na conferência de Luxemburgo de 98, na realidade encontra-se no seu universo técnico reflexos claros das ilustres jornadas de 39. hahahahahahahah. Ou seja, acaba por ser uma incoerência no sistema deveras delicioso ( ri estupidamente, pois também não tem noção do que está a dizer)..

O território de caça deste espécimen é bastante diversificado sustenta-se através da arte de se introduzir nos Cursos de Pós graduação de forma a adquirir uma aura de sabedoria. Para ser um Veterano Moairelis (macho alfa da matilha), tem de dar aulas em pelo menos três cursos superiores ( de ciências documentais) diferentes.

Garatujar artigos para diversas revistas da especialidade chefiadas por outros espécimen é um modo de socialização e de estratificação social. Geralmente a sua estratificação social é ditada pelo número de artigos publicados em revistas da comunidade (obrigatoriamente tem de escrever pelo menos cinquenta artigos, em que referem sempre o mesmo tema, as mesmas preocupações, as mesmas palavras e ganham pontos se se citarem a si próprios), e pelo número de conferências, jornadas, encontros, grupos, blogues que conseguirem assistir, fazer parte ou criar.

Porém cuidado, apesar de falar, escrever, comer, respirar arquivos, esta espécie nunca tocou num documento, e, não sabe o que fazer perante uma pilha de documentos sujos.

É altamente susceptível ao pó e à labuta manual, e confrontado com trabalho prático de organização, entra em espasmos cerebrais e atira-nos com um trilião de normas, de regras, de leis e esconde se atrás do quadro, aonde escreveu três gráficos diferentes sobre as possibilidades geo-estratégicas e os passos necessários para a organização de um sistema nacional de arquivos.

Contudo jamais prendeu um documento nas suas mãos.

Nunca limpou uma velha pasta, a abriu e lhe descobriu os segredos.

Nunca escreveu uma cota, apesar de escrever vários e discutidíssimos livros sobre catalogação.

Nunca atendeu um investigador, apesar das milhares de conferências que assistiu sobre gestão de qualidade nos serviços.

Nunca se deparou com salas e salas repletas de documentação acumulada, apesar de conhecer todas as normas, todas as regras.

Nunca foi arquivista.

Nunca foi capaz de escrever sobre a natureza da profissão, sobre a sua alma. Sobre quem somos, quem queremos ser.

Nunca trabalhou em arquivo.

Nunca sujou as suas mãos.

Nunca os olhos lhe doeram do pó.

Nunca carregou com caixas.

Nunca se apaixonou pelos documentos.


É na realidade um pobre doente…que não compreende que por detrás das normas e gráficos aonde se esconde…está uma anomalia, um distúrbio de personalidade….um nada…o vazio…


Por Favor, ao reconhecer um membro desta espécie….ignorem no……ao fim ao cabo, é uma espécie em vias de extinção.

27 janeiro 2008

Imperativo consultar!!!

"O Centro de Documentação e de Publicações da Fundação Cuidar O Futuro já tem disponível na Internet, o arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo, através do endereço electrónico http://www.arquivopintasilgo.pt/

Poderão ser consultados 10.000 documentos e 100 fotografias, que constituem uma parte substancial do acervo documental da Engenheira Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004), por esta doado à Fundação Cuidar o Futuro.


O arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo reúne na sua totalidade cerca de 50.000 documentos e 4.600 espécies fotográficas acumulados ao longo da sua vida pessoal e profissional.

Pretende-se recuperar um património de importância singular para a memória portuguesa, seja por Maria de Lourdes Pintasilgo ter ocupado um dos mais altos cargos da vida política, o de primeira-ministra, seja pelo protagonismo que alcançou nos circuitos nacionais e internacionais através da sua forte presença intelectual e cívica.

O tratamento e informatização do arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo tem sido desenvolvido desde Fevereiro de 2006, no âmbito do projecto Memória na Internet de Maria de Lourdes Pintasilgo, apoiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento do III Quadro Comunitário de Apoio."

Fonte: Fundação Cuidar o Futuro

19 janeiro 2008

Daniel Blaufuks contrói "Arquivo" com uma colecção de memórias

"Conservação, erosão, apropriação, esvaziamento, branqueamento, (ir)reprodutibilidade da experiência ou ficcionalização da identidade são algumas das questões levantadas pelas fotografias e instalações que Daniel Blaufuks inaugura hoje, em Lisboa, na Vera Cortês Agência de Arte [Av. 24 de Julho, 54, 1ºEsq. Lx, até 23 de Fevereiro].

Arrumadas sob o título "O Arquivo", todas estas peças recentes jogam "por um lado, com a ideia de conservação e registo, e por outro com a efemeridade dos meios", explica ao DN o artista, que há anos trabalha temáticas como a memória ou o exílio.

Neste caso, Blaufuks abordou as diferenças e os cruzamentos entre "arquivo público e privado", conduzindo o olhar do espectador pelas seis salas de modo a que, no final, se questione as próprias noções de tempo e espaço, geral e particular, real e ficção.

Ao colocar lado a lado fotografias suas e imagens ou diapositivos de que se apropriou, o artista questiona, no limite, a integração de "arquivos alheios" nas memórias pessoais.

Se as cassetes e o computador arcaico evocados na primeira sala recordam o problema da duração dos suportes de registo, já as imagens da série Memento Mori, que tenta ordenar alfabeticamente lápides funerárias judias onde apenas se lêem os apelidos, conduzem a análise para o campo simbólico da vida e da morte. "Qualquer pessoa é um arquivo e, quando alguém morre, há um arquivo que desaparece", lembra Daniel Blaufuks.

Em O Arquivista, auto-retratou- -se num banho ritual fúnebre, levando ao extremo a "ideia de se arquivar a si próprio numa caixa". Primal Memory cruza diapositivos idílicos de África e paisagens retiradas a Shoah, filme sobre o Holocausto de Claude Lanzmann, em busca do rasto da memória.

Nos seis pequenos filmes exibidos em iPods, seis pessoas falam do que se lembram, partilhando memórias imediatas que seguem o ritmo do acaso. E na série Álbum, as fotografias esboçam a história possível de alguém que coleccionou objectos únicos como postais, recortes ou bilhetes de espectáculos.

Com algumas referências a séries anteriores, como Terezín ou A Perfect Day, "O Arquivo" reitera, afinal, a impossibilidade de conclusão de um arquivo. No final da exposição será lançado um livro de autor, com textos de Blaufuks, Gonçalo M. Tavares ou Eduardo Prado Coelho."

Fonte: DN 11-02-08

16 janeiro 2008

15 janeiro 2008

A espera...

E enquanto não conseguirmos exercer, sugiro a leitura abusiva da página http://joaquim_ribeiro.web.simplesnet.pt/Arquivo/index.htm não vá passar tanto tempo que começamos a perder o abc da Arquivística!!!

Boas leituras e bons sonhos!

03 janeiro 2008

Bom Ano de 2008 para Todos!!!

A todos os arquivistas ou aspirantes a tal e a todos os que visitam este blogue

Um excelente ano de 2008 para todos com muita saúde, paz, amor e realizações pessoais e profissionais!!!


Tudo de bom para todos.

18 dezembro 2007

Frase do dia

" Todo o planeamento que não possa ser alterado não presta"

Púbio Siro

22 novembro 2007

Frase do dia

"Aqueles que não precisam de trabalhar chamam o trabalho de virtude para enganar quem trabalha"
Santiago Rusiñol y Prats

17 novembro 2007

Arquivo de Praga

Cidade onde estive recentemente. Não me importava de trabalhar lá!

O edifício é sui generis para um arquivo, mas dará certamente muita vida ao dia-a-dia de um arquivista!


Site do Arquivo: http://www.ahmp.cz/eng/index.html



Para descontrair em final de semana...


15 novembro 2007

ArqRob – Arquivo Electrónico – Disponibilização de documentos on-line

Já se encontra acessível o arquivo electrónico da Fundação Robinson – o ArqRob (ver em http— www.arqrob.org-.url ).
Este projecto de arquivo electrónico enquadra-se no Programa Operacional de Cultura (POC) visando dar expressão à medida “Utilização de Novas Tecnologias da Informação para Acesso à Informação”, nomeadamente através de acções de inventariação e divulgação do património imóvel e móvel e sua divulgação.
O ArqRob enquadra-se numa linha de intervenção mais lata que pretende, por um lado, fixar documentalmente a memória do Espaço Robinson, isto é, do território da Fábrica, e por outro, afirmar a Fundação Robinson como um centro de investigação privilegiado no estudo das etapas da industrialização portuguesa a partir de oitocentos.
A missão do ArqRob passa pela preservação e difusão da documentação oral e escrita, seja manuscrita ou impressa, bem como de outras colecções de artefactos que testemunhem a memória da fábrica Robinson, da industrialização e da cidade de Portalegre. Visa permitir a investigação e disponibilização on-line de documentos, para benefício dos investigadores nacionais e estrangeiros, assim como das escolas ou dos simples curiosos.
Uma vez que o ArqRob é um arquivo electrónico e dado que a Fundação Robinson não é detentora, ao momento, de documentação histórica passível de ser disponibilizada em linha, o acervo integra documentos custodiados por outras entidades, contemplando as descrições arquivísticas e, sempre que possível, a imagem digitalizada do documento. O acervo está estruturado de acordo com a proveniência da documentação: ADPTG - Arquivo Distrital de Portalegre, CID/DGEEP - Centro de Informação e Documentação da Direcção-Geral de Estudos Estatística e Planeamento, AMOPTC - Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, AN/ TT – Arquivo Nacional/ Torre do Tombo.
A estrutura temática obedece em grande medida aos quatro núcleos principais considerados na construção do ArqRob: “A família Robinson”, “A Fábrica Robinson”, “A Fábrica e o espaço urbano de Portalegre” e “Os operários da Fábrica Robinson”.

É um projecto para ver e seguir.

ISIAH - Norma Internacional para Instituições com Acervo Arquivístico

Mais uma norma disponível para auxiliar os arquivistas na dura tarefa de regulação descritiva.
No site do CIA encontra-se o draft com esta norma proposta pelo já nosso conhecido Comité de Boas Práticas.
A ISIAH pretende orientar de modo normativo as descrições das entidades produtoras ou custodiais de arquivo que permitirá a circulação da informação em rede e sobretudo para a difusão na Internet. Revela-se, pois um instrumento bastante útil para os arquivos que realizam descrições a as difundem em rede.
É importante realçar nesta norma a possibilidade de orientação para a produção de estatísticas de âmbito regional, nacional e internacional.

02 outubro 2007

Sinto me Ofendida!


Ao incauto pesquisador de um possivel anúncio de trabalho será dificil reparar que a maioria dos anúncios que surgem nos diversos sites de emprego para Arquivistas, solicitam o 10º ano, ou o 9ºano, e pasmem-se, para desempenhar funções na Área de arquivo é necessário deter, "sentido de organização".


Mas para aqueles que tiveram de tirar um curso superior e um pós graduação de dois anos para poder aceder sequer ao estatuto de Técnico superior de Arquivo, como eu, arrepio me até às entranhas com este anúncios.



Afinal se soubesse que bastava " ser organizado" nem a primária tinha feito, porque aparentemente um curso superior por estas terras, é quase motivo de vergonha.


Eu pelo menos tenho vergonha.


Mas mais vergonha tenho da Apbad.


Esta Associação que supostamente deve


"Defender os interesses dosseus associados em todos os aspectos relativos às suas actividades ecarreiras, bem como reforçar os laços de solidariedade;" , tem agido, como a pior inimiga das classe dos arquivistas e bibliotécarios.


Uma organização de amigalhaços, que promovem cursos com preços exorbitantes, para os amigalhaços...


com " congressos" inócuos e vazio de conteúdos e de expressão ...para os amigalhaços....


Ah e claro, não podemos esquecer a publicação com os artigos dos vossos amigalhaços...


Mas toleramos.


E porque?


Porque não existem mais Associações.


Porquê podemos ainda dizer " Ai e tal, nós temos uma Associação..."


Deus....


Tenho tolerado, porque apesar de esta instituição ser completamente desadequada às nossas necessidades, vazia de expressão e completamente alheia das necessidades dos seus profissionais tem tido pelo menos o bom senso de ter colocado uma página"Bolsa de emprego" na qual as intituições colocam anúncios.



Vá lá!



Agora a Associação APBAD publicar este anúncio,é VERGONHOSO!


O grupo X, empresa na área da comunicação social, pretendeidentificar profissional para a sua equipa em Lisboa, para desempenhara função de Arquivista Fotográfico, que terá como principais tarefas ade catalogação de fotografia, e a sua inserção em base de dados.Requisitos:- Habilitações mínimas ao nível do 10ªano escolaridade.- Bons conhecimentos de Excel e de photoshop ao nível do utilizador.- Preferencialmente com curso de documentação e arquivo. Serão ainda considerados requisitos de selecção, profissionais comfacilidade ao nível do relacionamento interpessoal, trabalho em equipae possuidores de cultura geral acima da média.”


Atente-se ao Preferencialmente....se não ...deixem lá...


Asssim como assim....Puffff


Ou só o fazem Preferencialmente, ou seja de preferencia a Apbad tenta..vá lá....fazer alguma diferença....se não..olha...azar.



Acham que promover este tipo de anúncio, que diminui a credibilidade dos profissionais da informação quer junto da sociedade que nos encontramos inseridos, como das intituições que buscam profissionais qualificados é "auxiliar as carreiras"?


Claro...parvos são as instituições que na vossa Bolsa de Emprego solicitam Técnico Profissional ou Superiores.


Ah e expliquem me lá, oh Associação....como é que tem a CORAGEM de colocar anúncios de "Procura de Trabalho" com...


e agora a parodiar...porque a realidade é bem pior...


Sou Salóme, licenciada em matematica e gostava de trabalhar em biblioteca.


Sou Manuel Joaquim, tenho 3 cadeiras de História e experiencia em arquivo. Ofereço me para trabalhar em arquivo Municipal.


Ou...Sou licenciada no curso de Professores do 1.º e 2.º Ciclo, varianteE.V.T., procuro colocação numa biblioteca na zona de Lisboa ou Grande Lisboa, para prestação de serviços....



Claro vais arranjar...de certeza... até porque PREFERENCIALMENTE.::::::::::..não tens pós graduação....



Hummm será que visitar o Bastionário da Ordem dos Médicos ou Advogados, vamos encontrar muitos anúncios deste género.


Olá, Sou X . licenciado em Geografia e gostaria de trabalhar como Cirurgião Plástico na Zona da Grande Lisboa.


Lembra te que Tu Podes mudar o mundo.


Uma pessoa de cada vez.